<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480</id><updated>2012-02-16T15:47:11.694-02:00</updated><category term='Música'/><category term='Para ler com pressa'/><category term='Ecologia'/><category term='Editorial'/><category term='Cinema'/><category term='Folhetim 2'/><category term='Anti-Humor'/><category term='Folhetim 3'/><category term='Enquetes'/><category term='Tecnologia'/><category term='Crônicas'/><category term='Contos'/><category term='Humor'/><category term='Desenhos'/><category term='Home'/><category term='Poesia'/><category term='Folhetim'/><category term='Gastronomia'/><category term='Jogos'/><title type='text'>Nós Mesmos</title><subtitle type='html'>Um espaço onde os alunos do Anglo Taquaral expressam sua visão sobre o mundo, e divulgam quase tudo por eles produzido: intelectualmente, artisticamente, ociosamente... Aproveitem! Juntem-se a nós!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>170</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7488505109302124362</id><published>2009-04-23T22:38:00.008-03:00</published><updated>2009-05-11T21:29:27.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Um encontro de dois tempos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Pudim&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Era quase Páscoa. Indiferente a isso, Eduardo Cícero evitava qualquer contato social que excedesse as singulares flores do canteirinho de seu tímido quintal. Estava profundamente convencido de que encontrava-se velho demais para agitação, e aquilo era aproveitar a velhice. Não era sem motivo. A vila de Tento, naquela época ainda aspirante a cidade, no máximo oferecia conversas limitadíssimas no único botequim - ainda assim, improvisado -, situado no mórbido centro. E, como típico inventor de obstáculos, o chamado Velho Duci recusava quaisquer sortes de interações com "sujeitos daquela estirpe".&lt;br /&gt;Longe daquele retrocesso da civilização, na urbana e cosmopolita atividade da capital, três indivíduos (um deles incialmente estranho aos demais) estavam prestes a se tornar companheiros de viagem. Tenório e Cecília, recém-célebres no Condado de Stompes, eram os cabeças da caterva. Há tempos a nobreza fora gradativamente ignorada e eventualmente abolida, mas eles ainda eram conhecidos como Conde e Condessa. O terceiro ainda era um desconhecido.&lt;br /&gt;Mais notavelmente, o Alguém se entretinha brincando com anagramas, fingindo-se inconsciente de que manipulava pela raiz o destino de nobres, velhos e desconhecidos pelo mundo. Ansiava pelo repouso que se aproximava. Isto em consideração, dispunha tão harmoniosamente quanto possível as peripécias de seus subordinados. Iniciava-se assim um colóquio noturno inusitado, convergindo inevitavelmente para "um encontro de dois tempos".&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Nos tempos de Duci, o mentor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;O velho pacato já fora um jovem pachola. Em tempos antigos, cria sinceramente em ser ele mesmo o Escolhido para alguma missão fora de seu conhecimento, mas que iria Mudar O Mundo. Convenientemente, isso foi ao mesmo tempo a causa e o consolo por vários amigos o abandonarem.&lt;br /&gt;Atendo-se a esse sonho foi que descobriu algo, de fato, relevante e real. Aconteceu na biblioteca de sua faculdade, para ele o lugar habitual de seus passeios ociosos. Apropriadamente, encontrava-se descartado por acaso o "Diário de um Esquisito", com desenhos elaborados na capa, em uma das estantes. Ao primeiro vislumbre de seu rico conteúdo, Duci entendeu que aquele era o recado do Destino ao gênio reprimido. Resquícios de histórias quase de todo irrecuperáveis ou extraviadas, perpetuadas em forma de poesia naquele volume, o fizeram compreender que estava fadado a encontrar o produto de uma grande carreira de roubos séculos antes: um tesouro de mudar a História.&lt;br /&gt;Não notando que o que segurava era, de verdade, um diário, o Escolhido começou a exteriorizar sua empolgação. O vexame por uma boa causa durou até o verdadeiro dono reclamar sua propriedade. Após caloroso litígio, Cícero concordou em retornar o seu achado.&lt;br /&gt;A descoberta, no entanto, permaneceu em sua memória. E, por muitos anos, o fez entulhar documentos e possíveis desenvolvimentos para seus planos de ação sobre sua escrivaninha. Talvez por isso sua projeção elevada na carreira seja explicada; talvez por isso seja inexplicável. O fato é que Duci manteve-se lutando para que suas posses pudessem sustentar seus meios. Até o dia em que, subitamente, encontrou prazer na observação e análise de flores domésticas.&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Sinto dor em dente, o cuspo em...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;A estação estava apinhada; o trem, vazio. Não houve sequer funcionários prontos a carregarem suas malas para o devido compartimento. Fazia sentido: a Estação do Rancho era um destino muito inusitado e pouco requisitado. Cecília o notou e se deu conta de que sua aventura poderia erguer rumores.&lt;br /&gt;"Sem pânico", Tenório a acalmou, "essas celebridades de jornal não duram uma semana. Ninguém mais deve ser capaz de reconhecer nossos rostos."&lt;br /&gt;Tenório estava certo, teoricamente, embora ambos fossem donos de belos e marcantes frontispícios.&lt;br /&gt;Eles não enxergavam o cobrador, que deduziam ser também o maquinista, e se perguntavam se deveriam pagar logo o bilhete. Então foram interrompidos. Um grito indistinto veio de algum ser próximo à plataforma de embarque. Após isso, o casal conseguiu lobrigar um objeto caindo, muito obliquamente, em algum canto escondido dentro do trem. A seguir, veio seu dono perseguindo-o.&lt;br /&gt;"Meu dente! Eu derrubei meu dente de ouro! Onde foi parar? Vocês viram onde foi parar?"&lt;br /&gt;"Não pude ver, foi por ali", respondeu o Conde, apontando algum canto escondido dentro do trem.&lt;br /&gt;Ele e sua esposa não deram mais importância ao fato, até que o trem partiu. Nesse momento,Tenório olhou intrigado para o fundo do trem, que o desconhecido escrutava freneticamente. Este aguardou que o outro virasse sua face novamente à cabine do maquinista, e colocou de volta no bolso a moeda que tinha atirado ali, desejando que o tiro não tivesse sido perceptivelmente oblíquo. Então se levantou, e pôs-se a gritar:&lt;br /&gt;"Pare o trem! Pare! Eu entrei por engano! Eu nem sei para onde esse trem vai!" pedido que, obviamente, não foi atendido. O casal tentou apaziguá-lo, oferecendo-o ajuda e informações. Ele optou por aceitar prontamente, já que era precisamente o que queria, e seu escândalo não estava sendo muito bem interpretado. Seguiram-se seis horas de um entediante e desconfortável sacolejo durante as quais o maquinista continuou sendo uma lenda. Apenas no final da jornada um balconista da própria Estação cobrou as passagens, e assim confirmou-se que aquele era um lugar insólito.&lt;br /&gt;"Vocês têm lugar para ficar aqui?" o desconhecido perguntou, já sequer preocupando-se em soar desesperado.&lt;br /&gt;"Temos", respondeu Tenório, farto de perguntas e notando que ganhara um execrável companheiro de viagem.&lt;br /&gt;"Podem me mostrar onde é?"&lt;br /&gt;O Conde aquiesceu.&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Cem por um nos dois de Tento&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Pouco do que aconteceu desde a chegada do trio metropolitano ao Rancho de Tento é passível de menção. Era tudo cochichos, boas-vindas, botequim lotado, perguntas e mais perguntas: reações óbvias ao choque entre a gota volátil de chuva e a lagoa perene acostumada à calmaria. Pois então, no quinto dia após a Páscoa, o desconhecido observava quadros de gosto duvidoso, geometricamente dispostos na parede próximo ao seu quarto de hóspede. Notava que no mesmo horário, noite após noite, habituou-se a fazê-lo. E, embora isso o impacientasse, continuava recusando entrar em seu quarto e dormir mais cedo ou se render às festas. Até que, nesse dia, Tenório, Cecília e o dono da hospedaria se trancaram sozinhos no recinto do último.&lt;br /&gt;O hóspede solitário sequer pensou em tentar ouvir a conversa: já tinha o ouvido colado à porta antes que o fizesse. Só ouvia vozes masculinas.&lt;br /&gt;"Cem por um."&lt;br /&gt;"Nos dois?"&lt;br /&gt;"Nos de Tento."&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Um tiro no Conde de Stompes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;Milhares de faíscas refulgentes a poucos sentímentros do hóspede inesperado. Após elas, A Condessa, em um redingote vermelho, repousa serena próximo a um lago remansoso. Tudo ao redor é tormenta. Ela se levanta para recebê-lo, mas o fosso caótico parece intransponível. A desordem que a cerca, ameias despovoadas que a resguardavam, tudo homogeneiza-se num torvelinho, que se condensa na figura bem vestida do Conde. Este ergue uma Wessel antiga, e sem pestanejar atira no visitante. Mas quem morre é o atirador. Por trás da ruína do Conde, a donzela de vestes rubras segura outra Wessel antiga, esta com fumaça se dissipando acima do cano. Não há mais guardas no arrebalde; a cidade é só deles.&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Todos nós de pé: um cornetim&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;O dobre soou duas vezes na mesma semana; e a empolgação da cidade arrefeceu. Não pelo velho misterioso que desaparecia de suas vidas, ou pelo retirante carismático que cometeu suicídio enquanto ali pousava, mas por tudo isso acontecer justamente na agourenta semana seguinte à Páscoa. Sistematicamente a cada ano, nessa época, o velho Duci fazia ressoar em sua trompa francesa a marcha fúnebre em homenagem a algum velho habitante da cidade que falecia. Agora era a vez dele. A Condessa estava de preto; o Alguém fitava obliquamente seu chapéu de luto. Todos se aprumaram para a melodia lúgubre. Soou o cornetim do músico substituto. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Soou a campainha do trem que os levava de volta à turba. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Não há mais guardas no arrebalde; o tesouro é só deles.&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328067483566335090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SfEZJaFH5HI/AAAAAAAAALQ/H1aeaUmQUsk/s400/gargula+zizi.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto:&lt;strong&gt; Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7488505109302124362?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7488505109302124362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7488505109302124362' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7488505109302124362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7488505109302124362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/04/um-encontro-de-dois-tempos.html' title='Um encontro de dois tempos'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SfEZJaFH5HI/AAAAAAAAALQ/H1aeaUmQUsk/s72-c/gargula+zizi.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4988192759262293350</id><published>2009-04-20T16:21:00.007-03:00</published><updated>2009-04-22T20:00:20.443-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [17]</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Restaurante Conceitual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;...eu sei que eu pedi pra ser amordaçado, mas eu também pedi que tal manobra fosse realizada com cetim, sua vaca velha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É o início de outro mês e, portanto, lá vêm mais uma edição da minha semanal (não, não é com você querida, continua esfregando) resenha culinária. Para esta quinzena, fui convidado ao novo restaurante “&lt;em&gt;Régugiter&lt;/em&gt;”, uma espécie de resposta&lt;em&gt; psico-punk&lt;/em&gt; ao&lt;em&gt; fast food&lt;/em&gt;, cujos &lt;em&gt;chefs &lt;/em&gt;são, na verdade, artistas que estão sem outra fonte de renda. Muitos podem considerar tais ideais com qual o restaurante é gerenciado um tanto pretensiosos (afinal, o lema é “Com comida fazemos arte; já você, merda) e por isso, me senti compelido a me alimentar num restaurante de alta classe como caridade à Verdade, agindo como um mensageiro, porém com minha boca, mãos e palavras.&lt;br /&gt;Cheguei lá para meu almoço de quarta-feira, aproveitando a promoção da “Dignidade”. Evitando os clichês, além de toda aquela breguice dos restaurantes temáticos, foi agradável notar que a escolha de decoração do espaço para o restaurante foi um simples vazio adimensional cor de marfim, o que, aliás, deve economizar uma fortuna em frivolidades como objetos, manutenção, matéria e imposto de renda para o dono (embora os custos de implementação e sustentação atmosférica devem triplicar).&lt;br /&gt;Como já havia aguçado meu apetite com uma compulsão incessante por metanfetaminas, parti para minha sagrada glutonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º Prato:&lt;/strong&gt; A garçonete vinha graciosamente em minha direção, e, profissionalismo à parte, devo admitir que ela era tão gostosa que faria Elton John dizer “&lt;em&gt;Adeus à estrada dos Tijolos Amarelos&lt;/em&gt;” e voltar a ser “&lt;em&gt;O mago do pinball&lt;/em&gt;” se você entende o quê eu quero dizer. Querendo mostrar que tinha feito minha pesquisa sobre o restaurante para impressioná-la, pedi um prato em aleatório, falando apenas seu número, como um profissional:&lt;br /&gt;“Olá, mulher. Eu gostaria do nº 44, por favor.”&lt;br /&gt;“Ok, um 44 saindo.&lt;br /&gt;...Sem querer ser rude, mas você está com uma sujeirinha debaixo do nariz.”&lt;br /&gt;“É uma pinta.”&lt;br /&gt;“Ai, desculpa senhorzinho, desculpa mesmo.”&lt;br /&gt;“Tudo bem, todo mundo sempre se confunde assim”&lt;br /&gt;“Também, né...Então, você quer uma porção de ‘&lt;em&gt;Frustração Sexual’&lt;/em&gt;. Algo para beber?”&lt;br /&gt;“...&lt;br /&gt;...Água.&lt;br /&gt;...Gelada.”&lt;br /&gt;O serviço foi tão bom que pareceu que havia recebido meu pedido exatamente logo após de requisitá-lo, embora a água gelada tivesse deixado algo a desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SezNp8JzbAI/AAAAAAAAALI/LUBUKY7ELxE/s1600-h/strange-bizzare-food-hot-dog-like-brain.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326858579678030850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 255px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SezNp8JzbAI/AAAAAAAAALI/LUBUKY7ELxE/s320/strange-bizzare-food-hot-dog-like-brain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;palavradomal&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;""""..........."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Minha Frustração Sexual"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como se pode notar, a composição do prato é bem engenhosa, deixando ao cliente a possibilidade de lidar com sua “&lt;em&gt;Frustração Sexual&lt;/em&gt;” com apenas o uso de uma mão. O aperitivo se mostra perfeito para ser comido no sofá de madrugada ou até no trabalho. Um de seus defeitos é que, logo que sua presença foi notada, logo quis me livrar dele, com tal dedicação que fez com que algumas das mulheres presentes no restaurante ficassem me encarando. O consumo me deixou com um paladar restante amargurado e intenções de pescar em meu tempo de folga, considerar o uso de uma peruca, tingir a minha barba, reclamar do governo, me candidatar politicamente, e assistir à luta livre na tv paga.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º Prato:&lt;/strong&gt; Pouco tempo depois, a garçonete voltou com a 2ª entrada, “&lt;em&gt;Cobiça reprimida&lt;/em&gt;”, o que foi curioso, pois não havia pedido nada, algo que fiz questão de notar em voz alta. Ela retrucou que não só eu havia feito isso, como havia importunado todos os outros garçons para que estes apressassem os cozinheiros. Eu neguei novamente, adicionando que ela sofria de distúrbios “desilusionais” e devia procurar suporte acadêmico, embora não me importasse mais se ela deixasse lá o prato, pois o erro já havia sido cometido e me estufar com todo aquela “&lt;em&gt;Frustração Sexual&lt;/em&gt;” havia ironicamente me deixado louco para comer qualquer coisa que aparecesse a minha frente.&lt;br /&gt;Enquanto degustava, recordei sobre quanto tempo havia passado desde que experimentara tal sensação. Minha vó sempre me fornecia novas levas de “&lt;em&gt;Cobiça reprimida&lt;/em&gt;” sempre que ia visitá-la. Ela costumava usar vestidos de cetim. Foi então que me lembrei como eu odiava tal aperitivo, com toda sua crocância folhada, textura diversificada, fragrância suave, cremosidade fresca e maciez amanteigada características. Ela também usava meias finas de cetim que iam até a metade de suas coxas. Ora, eu teria deixado mais da metade sobrando, se não fosse um golpe da consciência que me fez pensar na abundância e nos menos afortunados, e por isso acabei por deglutir o resto, até fingindo um sorriso no rosto para os que observavam, finalizando tudo ao abrir um botão da calça e soltar um pequeno arroto de completo desgosto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º Prato:&lt;/strong&gt; Agora era a hora de me fazer um agrado: busquei no menu a mais cara e mais chique especiaria da casa, que acabava por coincidir com o especial do mês, sob o título de “&lt;em&gt;Disapointment&lt;/em&gt;”. O exótico nome, que para mim a mais ousada combinação de letras e sons que já vi na minha vida, já me fez salivar. Que divindades gustativas me esperavam? Oh, um dilúvio se iniciava em minha boca, com impaciente espera! A descrição continha todas as palavras que um homem bem agluteado poderia esperar: “gourmet”, “recozido”, “ao Sol”, “reserva”, “estoque pessoal”, “98%”, “instantaneamente”, “caucasiano”, “&lt;em&gt;flambé&lt;/em&gt;”, “clandestino” e até “aborígene”!&lt;br /&gt;Para falar a verdade, ainda estou esperando prato enquanto escrevo isso no meu laptop. Minha saliva já encheu novamente o meu copo e acabei de notar a excelente acústica do meu estômago.Oh! &lt;strong&gt;Oh!&lt;/strong&gt; Oh! Oh! &lt;strong&gt;Oh!&lt;/strong&gt; Oh! Oh!&lt;strong&gt; Oh!&lt;/strong&gt; Oh! Oh! &lt;strong&gt;Oh!&lt;/strong&gt; Oh! Será que é? Sim! &lt;strong&gt;Sim!&lt;/strong&gt; Sim! Sim! &lt;strong&gt;Sim! &lt;/strong&gt;Sim! Sim! &lt;strong&gt;Sim!&lt;/strong&gt; Lá vêm minha porção de “&lt;em&gt;Dissapointment&lt;/em&gt;” naquela travessa encoberta com uma tampa. Oh! &lt;strong&gt;Oh!&lt;/strong&gt; Oh! Hora de gradativamente levantar essa tampa que esconde o pináculo da culinária chique e espiar a dádiva que me espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SezNJeYqp9I/AAAAAAAAALA/5fwWPWgj7c4/s1600-h/smallie.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326858021931493330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SezNJeYqp9I/AAAAAAAAALA/5fwWPWgj7c4/s320/smallie.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;... ... ... ... ...Vão se foder todos, a língua inglesa, enzimas e o conceito de empolgação.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Qual o problema? Só porque eu vou ser amordaçado não quer dizer eu não quero me sentir confortável.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4988192759262293350?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4988192759262293350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4988192759262293350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4988192759262293350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4988192759262293350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/04/por-rodrigo-faustini-restaurante.html' title='Anti-Humor [17]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SezNp8JzbAI/AAAAAAAAALI/LUBUKY7ELxE/s72-c/strange-bizzare-food-hot-dog-like-brain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7726628529785215845</id><published>2009-04-14T16:20:00.005-03:00</published><updated>2009-04-14T16:31:19.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata norturna [11]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois do fim (11/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeTkTtl70EI/AAAAAAAAAKo/lcB0izZRbEc/s1600-h/praia+042.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 357px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeTkTtl70EI/AAAAAAAAAKo/lcB0izZRbEc/s320/praia+042.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324631686766121026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Pudim (e Tuma)&lt;br /&gt;Foto: Tuma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Mas há ainda luz. O último suspiro do mundo, um estertor, um gorgolejo, encerrando três vidas na noite que passou, uma ainda mal começada, a contentora, talvez, da salvação do mundo. Mas há ainda há luz. A violência das criaturas pálidas, sua fúria percorrendo a Ilha da Madeira e todos os outros lugares ainda intocados pela palidez recrudescente. Mas ainda há luz. Em todo o mundo, novos infectados pelo mal desconhecido, juntando-se às hostes brancas e tomando parte na destruição. Mas ainda há luz. Sim, pois após a noite do fim do mundo, após o suspiro que acabou com ele, após a última sonata ser tocada e brutalmente interrompida, após a madrugada perder-se na escuridão, nasce novamente o sol. Sobre todas as criaturas, as pálidas e as vivas, ele lança sua luz. Todos os seres, sem exceção, erguem seus olhos, como que surpresos de que após tamanho mergulho nas trevas pudesse ascender novamente a chama sempiterna. Não, após o fim do mundo ainda há vida. Após o fim do mundo ainda há luz. Não se sabe quanto tempo as criaturas pálidas irão durar, em seu frenesi apocalíptico. Mas já se lembra, aquele que viveu antes do fim, de como elas se esvaíam, cedo ou tarde. Eles levantam os olhos, os seres da terra. O sol ilumina a todos. As marcas da destruição impedem que eles pensem ter se tratado de um pesadelo. Mas a terra fornecerá o suficiente, mais uma vez, para que seus filhos permaneçam em sua dança.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;UM NOVO COMEÇO?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7726628529785215845?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7726628529785215845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7726628529785215845' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7726628529785215845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7726628529785215845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/04/sonata-norturna-11.html' title='Sonata norturna [11]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeTkTtl70EI/AAAAAAAAAKo/lcB0izZRbEc/s72-c/praia+042.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2723252871050182244</id><published>2009-04-12T00:37:00.004-03:00</published><updated>2009-04-12T18:14:54.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [16]</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeFiiXveLpI/AAAAAAAAAKY/T5FDhrTitTs/s1600-h/evil%20spock.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323644577156837010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 210px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeFiiXveLpI/AAAAAAAAAKY/T5FDhrTitTs/s320/evil%2520spock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; &lt;strong&gt;nãoéumapiada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Evil Spock Warning: Módulos intensos de humor negro a seguir. Seja cauteloso na sua interpretação, pois seus preconceitos podem acabar por criar um crescimento infeccioso de barbicha ao redor da área propriamente demarcada no seu rosto.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Rodrigo Faustini (ainda)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Guerras que Estão Prontas Para Acontecer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temida e prevista (embora não na época mais conveniente) crise econômica está começando a mostrar seus dentes. O dólar aumenta, as bolsas começam sua histeria, o povo se amedronta, animais domésticos sucumbem ao tabagismo, crianças do futuro choram pelo presente tenebroso das crianças atuais que então serão seus depressivos e ausentes pais, sonhos em que eu sou o homem que engole fogo do &lt;em&gt;Cirque Du Soleil&lt;/em&gt;, com um sorriso estampado no rosto, fazem-me questionar o quanto eu realmente amo minha família. Porém, uma esperança encontra-se no horizonte, como um trem à distância, vindo a nosso encontro em surpreendente antiquada velocidade, enquanto uma rara espécie de guaxinim tenta atravessar os trilhos, numa quarta-feira. Pois aquele trem somos nós, os trilhos são a linha do tempo, a quarta-feira é a Economia e o espécime de guaxinim à beira da morte aparentemente não representa nada. E os passageiros daquele trem são a nossa esperança para a melhoria dos tempos atuais: Guerra(s)!&lt;br /&gt;Embora não seja o primeiro conceito que vêm a cabeça quando o assunto é prosperidade, é inegável o fato de que, junto de guerras, encontra-se o pináculo de desenvolvimento nesse período de tempo. Há muito do que se pode atribuir às guerras: celulares, satélites, joelhos, mentiras, traição, rigidez ideológica, armas, chicletes, proteção corporal, bolinhas de gude, próteses de joelho, expansão territorial, controle comercial, a palavra “invectiva”, franceses e comida enlatada.&lt;br /&gt;Não deve se esquecer que o dinheiro é um recurso finito não renovável por nenhum motivo aparente, pois nós mesmos o inventemos, então a melhor casualidade das Guerras seria a melhoria da distribuição de renda, pois humanos são igualmente finitos e inversamente proporcionais à concentração do capital. Portanto, bata em seus tambores e berre o grito de guerra dos tempos modernos: Renda &lt;em&gt;Per &lt;strong&gt;De&lt;/strong&gt;capita&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;Seguem-se então dicas e previsões de conflitos que estão apenas esperando aquele ataquezinho terrorista implantado e conspirado para iniciarem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I - Deficientes Físicos vs. Idosos vs. Gestantes&lt;/strong&gt;: Esses segmentos da sociedade estão literalmente se espumando de raiva: quem consegue mais apoio do governo? Quem é atendido primeiro no caixa? Qual a porcentagem de vagas que merecem no estacionamento? Quem faz parte da instituição de apoio social mais “&lt;em&gt;gangsta&lt;/em&gt;”?&lt;br /&gt;Uma boa fatalidade de tal guerra será a dos “Falsos Piedosos”, que sofrerão derrame auricular ao tentarem escolher um lado ao mesmo tempo em que tentam ser politicamente corretos em tal decisão sobre por qual desses “infortúnios” derramarão lágrimas forçadas.&lt;br /&gt;As gestantes, em termos de munição, estarão em desvantagem já que seus adversários possuem toda uma variedade de equipamentos sofisticados acoplados e também terão de lidar com obstáculos de locomoção e emoção e, muito mesmo como um personagem famoso, serão beneficiadas por uma alimentação baseada em espinafre, com todo seu ácido fólico. Já os idosos terão períodos mais limitados de ação, além de uma dificuldade geral em comunicação. Os deficientes físicos, portanto, se mostrarão os mais aptos para tal guerra, especialmente com a colaboração dos para-olímpicos. Mas tudo isso pode depender de como seus estrategistas reagirão ao solo escorregadio resultante das náuseas/ freqüência urinária/rompimento de bolsas das gestantes. A guerra também gerará um enorme número de segmentos de 8 minutos no Fantástico e &lt;em&gt;reality shows&lt;/em&gt; na tv paga.&lt;br /&gt;Os resultados gratificantes da inclusão social e revigoramento de apresentar uma função clara numa sociedade nos participantes, que normalmente os ignora, acabariam por dar uma característica otimista ao fim dessa guerra: divórcios, rejuvenescimento (&lt;strong&gt;mental&lt;/strong&gt;), histórias de vô interessantes, atenção da mídia para causas dessas minorias, abortos, investimento e concessões governamentais para fim de conflitos, para citar alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II- Mulheres vs Mulheres&lt;/strong&gt;: Tal guerra, que historiadores passarão a chamar de “Sex in The City 2”, é provavelmente um dos conflitos mais aguardados desde de a comercialização do fio-dental (o outro, se você é &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;mulher&lt;/span&gt;; exatamente esse que você estava imaginando, se você é &lt;strong&gt;MACHO&lt;/strong&gt;), que, coincidentemente, pode ser apontado como uma das bases desse conflito, além de ser sua “estrela de Davi”.&lt;br /&gt;Os grupos de combate se dividirão baseados em fatores como preferência de homens e cosméticos, posição política quanto à mulher na sociedade contemporânea; posse (ou não) de filhos; filmes com &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0000190/"&gt;Matthew McConaughey&lt;/a&gt; assistidos; livros de Clarice Lispector lidos; fatos sobre Rosa Parks, Marie Curie e Margaret Tatcher conhecidos e escolha de biquíni. Mais ira e revolta surgirá quando for percebido que todas as divisões que esses fatores conjugarão serão iguais a cor e tipo de cabelo nessas mulheres, além de quão sedoso esse é.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Vencedores&lt;/strong&gt;: Homens fetichistas (“homens”). Essa guerra também dará nascimento a toda uma sorte de reality shows, mas esses serão transmitidos em outro tipo de canal e num horário mais tardio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III - Minorias vs Opressores&lt;/strong&gt;: Entrará para a História como a pior estratégia militar posta em prática já concebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV - Humanos vs Objetos Inanimados&lt;/strong&gt;: Já está em tempo da raça humana notar o número de fatalidades causadas por estes vis estáticos. Todo ano balas, pára-brisas, porretes, facas, cacos de vidro, drogas, chãos, candelabros, tijolos, cordas em nó, pedras e outros pervertidamente perversos imóveis aniquilam humanos de forma inconseqüente, inconsciente, incontinente, incoveniente, inconfidente, incongruente e inconsistente. Não é de se admirar, portanto, que um movimento de revanche se erga. Recrutamento para o combate, porém, pode se demonstrar complicado, pois qualquer fatalidade será, logicamente, parte do exército inimigo e terá sua forma corpórea destruída e seu legado manchado. O conflito colocará em questão a imotolidade num aspecto com qual este nunca foi analisado antes: se tudo é formado por átomos e estes contêm as partículas perpetuamente em moção denominadas elétrons, quem ou o quê realmente está parado e em relação a o quê (para que possamos destruí-lo)? Podemos apenas esperar que as coisas não saiam do controle de novo e a ONU acabe por ter de criar um Estado para essas moléculas que ultrapasse o sólido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV - Suicidas vs Masoquistas&lt;/strong&gt;: Já se discutiu que as guerras são uma fonte infinita de manutenção do capitalismo e, portanto, o que seria mais rentável que uma guerra perpétua? Pense nisso, a máquina da violência estaria num ciclo vicioso de combatentes: por teoria, ambos os lados estariam oferecendo sua alma ou ao menos seu corpo para o conflito, sendo os soldados mais dedicados; a violência exacerbante iria gerar uma onda de sadomasoquismo o que levaria um &lt;em&gt;baby boom&lt;/em&gt; como nenhum antes visto e justo quando o número de combatentes vivos estivesse em declínio devido ao sucesso de uma parte e o exagero na outra, tais sementes os substituiriam, pois ou virariam masoquistas como seus pais, por serem seres extremamente suscetíveis à persuasão e cercados por tal prática, ou tornar-se-iam suicidas devido a terrível paternidade a qual foram sujeitos, em saudáveis e afortunada proporção de aproximadamente 1:1, mantendo o conflito em pé até a aniquilação da, finalmente capitalmente próspera, raça humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;V- Guerras vs. Suécia&lt;/strong&gt;: Decisão de permanecer Neutra durante a &lt;strong&gt;2ª Guerra mundial&lt;/strong&gt;? &lt;em&gt;Sério?!?&lt;/em&gt; Vamos ver quanto "neutros" eles tentarão se manter depois de soltarmos ácido em pó sobre Zurique e fazer todos aqueles Prêmios Nobel da paz parecerem chocolate Nestlé. Chorem no berrante o quanto quiserem, João calvino não irá voltar para salvá-los. Por sinal, vocês não vêem nada de hipócrita no fato de seu lema ser "um por todos e todos por um"?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2723252871050182244?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2723252871050182244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2723252871050182244' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2723252871050182244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2723252871050182244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/04/anti-humor-16.html' title='Anti-Humor [16]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeFiiXveLpI/AAAAAAAAAKY/T5FDhrTitTs/s72-c/evil%2520spock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4059420279171895405</id><published>2009-04-11T16:35:00.006-03:00</published><updated>2009-04-11T16:42:23.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata norturna [10]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sonata (10/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeDyhbTqhqI/AAAAAAAAAKQ/QiC6fVkk8y0/s1600-h/bach-sonataparaviolino.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeDyhbTqhqI/AAAAAAAAAKQ/QiC6fVkk8y0/s320/bach-sonataparaviolino.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323521415631767202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Pudim (e Tuma)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Google&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. &lt;/span&gt;Ela não sabia, mas em seu ventre estava a salvação da humanidade. Marcela não sabia, mas em seu ventre estava. Não sabia, mas em. Ela não. A Salvação. Marcela não sabia, ainda, pois não havia sido avisada, mas em seu ventre estava a salvação da humanidade. Passeando pelas ruas de Funchal, desligava-se do barulho de seus passos e do murmúrio dos muitos que caminhavam e conversavam cruzando as esquinas, fugindo do calor das casas e abraçando, desesperados, o ar fresco que o mar, indolente, soprava sem pressa. Ela lembrava a noite, quase nove meses atrás, em que seu futuro filhotinho se materializara. Marcela lembrava. Lembrava da noite e de cada outro dia, nove meses vezes os seus dias, em que caminhara pela rua para fugir do calor e encontrar, quem sabe, seu amante perdido. O amante perdido perdido no mar, marinheiro constante, intermitentemente presente junto a ela e ao filho deles, pequeno milagre ocasional, surgido no ventre da moça após um gesto de prazer comum, rápido, como todos os outros haviam sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por ali, longe dela, longe de Marcela e seu filho-salvação, chegava à praia a figura espectral de Nikole, seus pulmões ardendo, os cabelos colados ao rosto, suas roupas em farrapos, cambaleando e afundando os pés na areia molhada e fofa. E seus olhos, injetados de água salgada, do mar ou de lágrimas, enrubesciam violentamente, e giravam, cruzando suas miras no ar, buscando o foco do que havia logo a um palmo, ou muitos metros seguindo em frente. Cedeu enfim, o corpo, deixando-se cair na areia e ser tocado pelas ondinhas que avançavam terra adentro. O contato com o chão, com o sólido, logo despertou nele uma sensação de pertencimento, uma lembrança, um arrepio familiar. Mas, junto com o reconhecimento, o arrepio trouxe o delírio. Nikole viu sete figuras reunidas em volta do mundo, e o mundo queimava. As chamas, porém, eram sem brilho, e só faziam afundar seu combustível na escuridão. Ao redor do mundo, no entanto, algo reluzia, e era um ventre. Ao lado de Nikole, a figura pôs as mãos sobre a barriga, e a barriga explodiu em luz, iluminando o planetinha e tirando-o das trevas. Surpresa, Nikole olhou para o rosto da figura, e a figura era uma mulher. Uma mulher grávida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está bem? – Marcela tentava, desajeitadamente, ajudar Nikole. Em seu transe, a náufraga saíra da praia e começara a andar pelas ruas da cidade, balbuciando, até encontrar, de olhos fechados, a mulher que via dentro de suas pálpebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! – exclamou Nikole, acordando de repente. – E você? Você está tudo bem? Está tudo bem com você...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está, está sim. Mas de onde você veio? Está toda molhada... – disse Marcela, um pouco assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu, eu vim nadando até a praia, estava em um barco, mas as pessoas enlouqueceram e... meu Deus, eu não vou chorar. Você não viu, não sabe o que está acontecendo no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você fala do vírus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, isso, as pessoas tomam a vacina e, meu Deus, elas enlouquecem, entende o que eu digo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo, sim, mas por favor, acalme-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acalme-se, sim, eu não poderia estar mais calma, eu nunca estive tão calma na minha vida, meu Deus, eu consegui, você é a Salvação! – Nikole segurou o braço de Marcela, com delicadeza.&lt;br /&gt;– A salvação de todos nós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você está dizendo, eu sou a salvação de quem, por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque... eu vi, sim, eu tive uma visão. O mundo estava mergulhado nas trevas, mas uma mulher dava à luz uma grande luz, e essa luz iluminava o mundo. E a mulher... a mulher tinha o seu rosto, a mulher era você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas como, eu não entendo, o que você está dizendo...&lt;br /&gt;Nikole a interrompeu, soltando o braço de Marcela e jogando-se de joelhos na frente dela, abrindo os braços para implorar e depois juntando as mãos num gesto de súplica e oração. Seus olhos vermelhos se encheram de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, só peço que acredite em mim. Eu não sei como isso aconteceu, nem porque, mas eu sei que a salvação da humanidade está em você, e você precisa vir comigo. – Marcela olhou a mulher ajoelhada, com dó, por alguns instantes, receosa de negar ou aceitar aquelas palavras. Como sempre fazia, deixou que o destino decidisse por ela, e fechou os olhos com uma respiração profunda, esperando alguma resposta do solo ou do vento. Sentiu uma pontada na barriga, um chute forte vindo de dentro, e entendeu. Com um sorriso suave, abriu os olhos e, agachando-se, tocou os braços de Nikole com a mãos, olhou-a nos olhos e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ir com você para onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa, a outra mulher gaguejou por um instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... eu acho que, para as autoridades daqui, alguém que tenha poder para nos ajudar, seja qual for o tipo de ajuda de que precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem. Mas hoje só encontraremos alguma autoridade na casa de concertos. Haverá uma&lt;br /&gt;apresentação de uma orquestra estrangeira aqui na ilha, e todas as pessoas importantes vão estar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo. Pois bem, vamos até lá então, me leve com você, e eu também a levarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos então. Mas primeiro, qual o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nikole. E o seu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marcela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo, as duas se levantaram. Marcela foi na frente, conduzindo a outra mulher por alguns caminhos mais curtos. Ela se perguntava que espécie de loucura era aquela em que estava envolvida, e que tipo de salvação representaria. Temia que o filho dela estivesse envolvido, como a visão de Nikole dava a entender, e que isso pudesse representar algum perigo para ele. No entanto, não deixava que esses pensamentos a dominassem, e fazia força para confiar no auspício que o chute de seu nenê representara para sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nikole, ao seu lado, acalmava-se lentamente. Mal conseguia entender como chegara até ali, quanto mais o que estava acontecendo com ela e com a mulher que acompanhava. Mas a visão que tivera fora forte o suficiente, parecia ter brotado do fundo de sua alma, um aviso que caminhara pelos elos entre os espíritos e viera parar em sua mente, vindo talvez – assim ela esperava – das almas de seus filhos que haviam partido. Lembrando-se deles mais uma vez, não chorou porém. Pelo contrário, sorriu e olhou para o céu noturno, crente de que dentre as estrelas eles olhavam para ela, e sopravam-lhe, amorosos, conselhos que atravessavam o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Lado a lado, as duas mulheres pensavam nos próprios filhos, e rezavam em silêncio para que os filhos do presente tivessem um mundo onde viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; O Capitão observa melancólico a ilha se aproximar. De todos que haviam embarcado em seu navio, poucos ainda estavam vivos, e destes, a grande maioria estava enlouquecida, se entregando a orgias entre si e com a comida e a bebida que ainda restavam. Sempre imaginara que fosse ser assim o fim do mundo, as pessoas se entregando aos seus instintos sem medo do que pudesse vir em retribuição, e um ou outro solitário vagando entre os corpos. Ele conseguira controlar parte da tripulação, e era com eles que contava para comandar o barco. Pergunta-se gravemente se é certo levar o navio até a ilha, ou se seria melhor deixar que ele encontre seu fim ali mesmo. No entanto, o seu arraigado senso de dever o compele a seguir o que lhe cabe, e por isso ajeita os comandos para terminar a jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu camarim, o Maestro também pensa em toda a loucura que tomou conta das coisas. Lembra-se de sua indiferença, pouco tempo atrás, quando declamava poesias e deixava que os outros se preocupassem com o fim do mundo. Agora, porém, as palavras de Eliot o assombram, ficam rodando em seu ouvido, dizendo-lhe como o mundo irá acabar. Obstinado, ele toma mais um gole de seu copo e promete a si mesmo que haverá muito estrondo essa noite, que não permitirá ao seu concerto apresentar nada menos que apoteótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Médico tenta se convencer de que é necessário um pouco de distração. Já passa muito tempo recebendo as notícias do mundo, trabalhando em seu laboratório ao mesmo tempo que milhares de outros cientistas pelo mundo, tentando encontrar, nas anotações de Noah Davis e na história da ciência, algum indício que ajude a encontrar a cura para aquele mal que assolava já todos os continentes. Davis se suicidara há dois dias, o que deixou a todos sumamente chocados, e a este Médico especialmente com asco. Como ele pudera desertar da luta tão facilmente? Como pudera negar dessa maneira seu conhecimento e sua inteligência ao resto do mundo? Parecia-lhe patético. Mas, ele tinha certeza, não seria essa noite que chegaria o fim do mundo. Ele poderia tirar algumas horas para apreciar um pouco de música. Não poderia haver problema nenhum nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Já a caminho da sala de concertos, o Líder reflete sobre a situação da ilha. Tem trabalhado incessantemente para impedir a doença de chegar a essas terras, mas há certas coisas que ela não pode contornar. Fechar ou não os portos? Ele não sabe. Há muitos cidadãos dessa terra fora dela, muitos marinheiros e trabalhadores. Deve impedir-lhes de voltar a ver suas casas? Será que a cura chegará a tempo para impedir esse problema? O Líder reza para que sim. Faz uma prece silenciosa, pedindo discernimento, pedindo tempo. Sim, ele reza e pede que o fim do mundo demore ainda a chegar, que ele tenha mais tempo para fazer o que ainda não fez até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Juntas, elas caminham. Nikole vendo as ruas se esvaziando e enchendo num padrão que ela nota sutilmente, seguindo Marcela até onde poderão encontrar algum político, algum cientistas que tenha alguma noção de por que Marcela é importante. Às vezes, Nikole lança um olhar discreto para os lados, um olhar ansioso mas quase imperceptível. Ela não diz nada, mas sabe porque faz aquilo. Espera ver, de relance, ao seu lado, os filhos que perdeu. Já apagou se sua mente há tempos a imagem do fim de seu mundo, de seus filhos convertidos em monstros. Mas as figuras de seus rostos, se seus sorrisos, essas ainda persistem. Ela olha para Marcela, que decidida vai em frente, e sente um amor repentino por aquela moça, um desejo intenso, mas livre de qualquer malícia. Volta então os olhos, de repente, para os lados, crente de que vai pegar os filhos no meio de uma traquinagem, fazendo cócegas em sua mão ou escondendo-se sob sua saia. Mas não há ninguém ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      E mais a frente, a Salvação medita. Toda a sua vida esteve na ilha, solitária e comum. Então, depois de engravidar, começou a ouvir notícias sobre coisas que aconteciam lá fora. Hoje, porém, o fim do mundo entrou em sua vida, tomou de assalto seus pensamentos. A criança em sua barriga é filha do futuro, ela tem certeza, é uma criança que dará à luz um mundo novo. Não entende como, isso é verdade. Mas os chutes que de tempos em tempos a criança desfere deixam-na cada vez mais decidida a seguir em frente, junto com a moça que apareceu para ela.&lt;br /&gt;    Longe dali, vindo do porto, o Assassino anda pelas sombras. Dentro de seu bolso, a mão encontra o metal frio da arma. Ele demorou para tomar a decisão, mas agora não quer mais voltar atrás. O Líder está indeciso, tomado de sentimentos humanos pelos monstros da vacina. Ele vai ajudá-lo a decidir-se. Substitui-se o Líder, e o próximo tomará as medidas certas para proteger a ilha, o Assassino espera. O homem que ele mais ama está no mar, longe, perdido para ele. E agora será assim para sempre. Ele suporta o  impulso de chorar, e segue em frente. Seu dever é esse, sempre foi esse. E será cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt;         Ela dançava na chuva, e a chuva se desfazia ao seu redor. Ela carregava em si um traço não nascido do amor. Pessoas passavam, não percebendo que o mundo ruía. Mas sobre suas cabeças eterna inclemente a chuva caía. A batuta bate na madeira, e se ergue, e dança. Ela rola no ar, e vira e revolta e salta, como uma criança. As bocas se preparam, as mãos se postam, e o espírito: contentes. Os instrumentos inspiram e afundam no deserto de sons: ausentes. Mãos trocam cumprimentos e palmas, a última sonata se aproxima, as primeiras notas irrompem, a batuta vibra, a arma se esconde no casaco, os olhos percorrem o cenário, as bocas descontraem-se de assombro, e lá fora, na chuva, ela ainda dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; O palco já estava armado muito antes que os atores pudessem dar-se conta de seus papéis. No palco principal, desenrolar-se-á o clímax da noite: Ali, onde o maestro Bernard Daniel toca sua seleção de sonatas, encontram-se ilustres convidados, como o doutor José Henrique Pádua, médico e cientista renomado, o senhor Antero Diniz, representante do Estado português na Ilha da Madeira, e outros. Periféricos, a rodear a cena central e aproximando-se cada vez mais, há três grupos de atores. De um lado, esgotado física e emocionalmente, o capitão do Nocturnal Sonata vê o porto de Funchal se aproximar cada vez mais e teme por sua própria vida e pela dos habitantes da cidade. De outro lado, alegres e dançantes, Nikole e Marcela estão quase a alcançar a sala de concertos, crentes de que ali encontrarão a resposta para suas perguntas e por conseguinte a salvação do mundo. Finalmente, também se aproximando dali, o personagem mais misterioso, um assassino de nome desconhecido, um marinheiro vivendo em terra firme, desesperado de medo pelo que pode acontecer a si próprio, a um passo de matar o líder, o governador da Ilha, para que o próximo feche os portos e impeça o Mal de chegar até ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O destino de cada um já estava traçado, sem que fosse necessário sequer vivê-lo – quanto mais narrá-lo. O que aconteceu, aconteceu e sempre teria acontecido, não poderia não ter acontecido, sempre tomou lugar. A tragédia é visível e se anuncia com rapidez, muitas vezes antes mesmo de aparecer. Desnecessário dizer, mais uma vez, como o medo do homem o cega, como seu mero existir, mesmo com as melhores intenções, já é suficiente para que tudo dê errado e encontre seu fim precipitadamente. Palavrório. Dizê-lo é desnecessário. Basta presenciar, assistir novamente ao que mil vezes já foi visto, ao espetáculo da destruição, à Tragédia, aos fios que se enlaçam lentamente e encontram seu clímax num mesmo exato e precioso instante. Sim, leitor, você adivinhou o que aconteceria. Somente duas opções se colocavam à sua frente, à medida que a história se estreitava, e você sabia qual delas teria a maior chance de acontecer. Você sabia que mais uma vez o que estava sendo dito era “Como os humanos são, não?”, você sabia que era essa a verdade da desolação, a sombra que paira sobre nós desde o início até o fim dos tempos, concomitantemente, inescapável. Sim, você sabia já de antemão o que aconteceria, e agora basta presenciar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nikole, puxando Marcela pelo braço, invade a sala de concertos e corre em direção àquele que a outra disse ser o governador, o que poderia fazer algo com a Salvação. No porto, o Nocturnal Sonata acaba de parar, e na ponte o capitão dá seus últimos suspiros, enquanto todos aqueles seres pálidos, aqueles monstros, pulam na água e nadam pateticamente em direção à terra firme. Sentados lado a lado, o médico e o líder ouvem as notas belíssimas, aquela expressão indizível do gênio humano, e lamentam que tudo aquilo esteja fadado ao fim. De seu pedestal, o maestro rege, quase apaticamente, a orquestra, e sente suas forças o abandonando, sua esperança e sua motivação para conduzir aquela explosão de sentimento se esvaindo, evaporando pouco a pouco no ar rarefeito do mundo pálido. Também invasor, o assassino só não faz mais estrondo que as duas mulheres, que mais rápidas que ele jogam-se aos pés do líder, o espantam, chamam a atenção do maestro, interrompem a música, gritam ao médico, elevam as pessoas das cadeiras, assustam o outro invasor e recebem no peito as balas precocemente disparadas em direção ao homem a quem imploravam enquanto as últimas vibrações dos instrumentos silenciando-se apagam-se sepultando toda a esperança e toda a salvação e anunciando por fim a morte do Mundo e de todos os que nele vivem.    &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FIM&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4059420279171895405?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4059420279171895405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4059420279171895405' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4059420279171895405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4059420279171895405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/04/sonata-norturna-10.html' title='Sonata norturna [10]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SeDyhbTqhqI/AAAAAAAAAKQ/QiC6fVkk8y0/s72-c/bach-sonataparaviolino.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3744768311876545706</id><published>2009-03-29T17:13:00.005-03:00</published><updated>2009-03-29T17:44:07.964-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>As piores redaçãos do mundo, parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim, Panda, Tuma e Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A pior dissertação do mundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, eu estou achando que a gente vive em um tempo onde as pessoas não estão mais gostando das outras pessoas, prejudicando a sociedade. De modo que, a nível de amor, o Brasil precisa de amor porque amor é o que todos precisam. Isso porque no Brasil as pessoas podem estar vivas ou mortas, mas se estiverem vivas, estão sem amor, e se estiverem mortas, estão sem vida. Mas o que importa é que vivendo no Brasil, você pode gostar dele ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo depende do respectivo ponto de vista de cada um. Porque, na minha opinião, é fácil ajudar os outros. Você mesmo pode oferecer amor a alguém, é só ir até a esquina que tem alguém precisando de amor. Se todo mundo fizesse isso, a gente faria a diferença, pois água mole em pedra dura tanto bate até que fura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria um amigo meu: "Basta estar vivo para morrer", isso significa que devemos sempre amar os outros porque eles podem morrer. Agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse o Brasil, eu mudaria de nome, pois todo mundo na vida sabe no qual ser equidistante na existência de cada um de nós no todo que somos. É por isso que para cada vagabundo que não merece ter emprego, existe um índio sem árvore para morar. Nunca antes na história deste paísm 40% da população brasileira do continente faz parte de uma pesquisa, o que prova a liberdade que a tecnologia oferece para o homem atual desde 1940. Porém nem tudo são rosas, pois no gramado da vida há samambaias, lílios e alaústres. E o jardineiro está atasado para o trabalho e devemos deduzir isso de seu salário, que já é pequeno, pois ele não é nenhum "acadêmico", convenhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então no Brasil a diferença que eu acho que tem é que se você é uma flor viva está mal cuidada que nem uma coisa mal cuidada. Ontem por exemplo meu pai disse que eu estava ficando hominho e que era para ficar menas horas no banheiro. Isso mostra que os dois lados da moeda brasileira estão meio desgastos só que antes só do que mal acompanhado, é que nem a frase daquele Tio dos Estados Unidos acho, que teve no teatro aqui da escola outro dia, falando enquanto pegava aquela caveira muito louca que "Cê ou não Cê, essa questão", mas eu não entendi direito a frase porque eu não tenho idéia quem era o Cê que ele estava falando. Mas se você trabalha aqui deve ter visto, corretor(a), então você entendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, eu e você temos que nos conscientizar dos problemas do Brasil e juntos darmos as mãos uns aos outros entre nós e, olhando para a frente, caminhar passo a passo com os pés rumo ao futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Futuro não é igual ao passado, pois ele é incerto e ele não. Na verdade, o problema do Brasil é que o futuro está incerto, ms a gente acha que pode falar dele, acha que aqui é a casa da mãe Joana? Como disse meu pai, outro dia, para o &lt;s&gt;mosso mosco mosço&lt;/s&gt; moço que &lt;s&gt;conserta concerta conçerta&lt;/s&gt; conserta a TV: "Ripa na chulipa!" que eu acho que tem algo a ver com o negócio do jardineiro, mas ele errou na hora da "tulipa". Talvez isto seja uma crítica ao jardineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318712622354501170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/Sc_c80XTjjI/AAAAAAAAAKA/0QDr2HKBRAo/s400/bonequinhozizi.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3744768311876545706?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3744768311876545706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3744768311876545706' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3744768311876545706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3744768311876545706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/03/as-piores-redacaos-do-mundo-parte-1.html' title='As piores redaçãos do mundo, parte 1'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/Sc_c80XTjjI/AAAAAAAAAKA/0QDr2HKBRAo/s72-c/bonequinhozizi.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7787011988018818191</id><published>2009-03-23T15:02:00.009-03:00</published><updated>2009-03-24T17:41:18.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Jael e Sísera</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/ScfP3C5_j3I/AAAAAAAAAJs/ORVILFKK5ns/s1600-h/DSC00593.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316446429714026354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/ScfP3C5_j3I/AAAAAAAAAJs/ORVILFKK5ns/s400/DSC00593.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Pudim (texto e imagem acima)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Abra seus olhos com calma.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O rio que pacientemente retocava o pálido cânion parecia estático, sem sequer a lendária marola para dá-lo sinais de vida. Não havia vento. Mas ele continuava tocantemente azul, e Jael continuava a olhá-lo do melhor ponto, onde não havia mirante, e aonde só ele não temia subir. Á exceção da marola, que ocasionalmente aparecia para saudá-lo, o rio nunca mudava. Ainda assim, e mesmo com as águas mais límpidas que muitos seres humanos já viram, o visitante não saciava sua sede de apreciar o discurso multicor do abismo da água que flui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não relute, por favor. Você consegue. Reconhece a minha voz?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A repetição rotineira do ritual já é suficientemente formidável para se tornar escrito, se é que isso faz algum sentido. Mas desta vez o espectador sedento estava sendo perturbado por alguma anormalidade que não notava, como uma coceira por dentro das costelas que faz um homem desejar que elas se abram e a fonte de todos os males se aparte do seu corpo. Gradativamente, cruamente, o fator atípico foi se revelando, molestando cada vez mais o observador.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Você tem tempo; vamos, descanse. Eu sei que você ainda se lembra...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era uma voz aguda, infantil e graciosa. Vinha do platô oposto do penhasco. A melodia que insinuava por entre a sinfonia frenética dos pássaros o fez estremecer. Mais, o fez interromper o seu colóquio tradicional e descer até a margem baixa; tocar o rio.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não, ainda não se perdeu. Acredite em mim, ela está aí. Está sentindo?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Atravessar a água que flui.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Apresse-se, todos querem vê-lo.&lt;br /&gt;Quem quer ver-me? Quem quer verme?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Resistir aos apelos de seu corpo. Subir o lado inalcançável do cânion.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não seja louco de tocá-lo. Não seja...&lt;br /&gt;Quero meu corpo inteiro nele.&lt;br /&gt;Louco.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Encontrá-la. Ela era tão aguda, infantil e graciosa quanto a voz. E dançava a própria música oscilando num balanço rústico preso a uma árvore.&lt;br /&gt;“Olá, senhorita, qual é o seu nome?”&lt;br /&gt;“Sísera, muito prazer.”&lt;br /&gt;“Isso não é nome de homem?”&lt;br /&gt;“E o seu?”&lt;br /&gt;“Jael.”&lt;br /&gt;“Isso é nome de mulher.”&lt;br /&gt;“Faz sentido.”&lt;br /&gt;Ela balançava cada vez mais alto, até enroscar as pernas em um galho maldoso atrás de seu brinquedo, e gritar rapidamente de susto.&lt;br /&gt;“Está tudo bem? Deixe que eu te ajudo.”&lt;br /&gt;No instante exato, as pernas se soltaram naturalmente, e Jael estava na posição certa, na borda do cânion. O balanço avançou com toda a energia e perigo, lançando o bondoso homem às profundezas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Eu disse que ela chegaria.&lt;br /&gt;Escreva-o por memória às futuras gerações.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316854659618461426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SclDJJzwVvI/AAAAAAAAAJ4/aTTNDv5jSDE/s400/falesia+bruna.jpg" border="0" /&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="center"&gt;Foto: &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bruna Pimenta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7787011988018818191?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7787011988018818191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7787011988018818191' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7787011988018818191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7787011988018818191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/03/jael-e-sisera.html' title='Jael e Sísera'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/ScfP3C5_j3I/AAAAAAAAAJs/ORVILFKK5ns/s72-c/DSC00593.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-915507280285508774</id><published>2009-03-07T17:11:00.010-03:00</published><updated>2010-02-15T12:02:49.641-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [15]-Depressed &amp; Skeptical Version. Don't say anything. Just leave me alone.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SbLViN_HsnI/AAAAAAAAAJc/zgNvn7G4Kk8/s1600-h/114121%20Knee%20boot.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 172px; DISPLAY: block; HEIGHT: 311px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310541694469911154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SbLViN_HsnI/AAAAAAAAAJc/zgNvn7G4Kk8/s320/114121%2520Knee%2520boot.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; issonãoéumamsgsecreta &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;Esse cavalo está mentindo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coisas em Comum entre Grandes Nomes da História: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;*Samuel L. Jackson e Charles Darwin já viajaram para a Alemanha por acidente;&lt;br /&gt;*Ambos Alexander Bell e Stephen King eram apelidados, em seus tempos de escola, de “cabeção achatado”.&lt;br /&gt;*Ambos Andy Warhol e Margaret Tatcher ligaram para um número aleatório com o propósito de fazer uma nova amizade, em algum ponto de suas vidas;&lt;br /&gt;*François-Marie Arouet e Leonardo da Vinci achavam que Platão ficaria engraçado com um cavanhaque;&lt;br /&gt;*Charles Dickens e Mohammed Ali nunca olhavam para os dois lados da rua antes de atravessá-la;&lt;br /&gt;*Átila, O Huno e Wolfang Amadeus Mozart tinham medo de cavar buracos (embora isso tenha tido um impacto mínimo em suas vidas);&lt;br /&gt;*Frida Kahlo e Kurt Cobain gostavam de dormir usando meias;&lt;br /&gt;*Giovanni Boccaccio e Malcolm X, aos seus 22 anos, chegaram a considerar uma carreira na prostituição;&lt;br /&gt;*Marie Skłodowska Curie e Júlio Prestes tinham pesadelos eróticos recorrentes envolvendo seres meio-humanos, meio-peixes (não do jeito que você imagina);&lt;br /&gt;* Mahatma Gandhi e Dwight D. Eisenhower eram carecas por motivos de estética sexual;&lt;br /&gt;*Yo-Yo Ma e John Wilkes Booth passaram um ano vivendo em comunidade com caranguejos, com o propósito de clarificar os hábitos desses animais ao grande público e de iluminação pessoal; *Oscar Wilde e Joseph Goebbells achavam que barbas eram uma infecção facial até o terceiro ano de suas puberdades;&lt;br /&gt;*Leon Trotski e Monteiro Lobato cometeram o erro de achar que dar uma boa pancada com um galho era um método decente para se livrar de uma colméia de marimbondos instalada no teto da sacada de suas casas;&lt;br /&gt;*Tom Cruise e George Harrison estupidamente conseguiram sair de um posto de gasolina sem ter que pagarem a conta ao fugirem a pé correndo.&lt;br /&gt;*Nelson Mandela e Wladziu Valentino Liberace preferiam praticar a masturbação quando estavam sozinhos;&lt;br /&gt;*Jean-Luc Godard e Emmanuel Kant passaram a brincar com uma freqüência um pouco menor com seus cães depois de notarem ligeiras tendências homossexuais nestes.&lt;br /&gt;*Fernando Sabino e Marilyn Monroe chegaram a dizer “Ele pode ter apenas um testículo, mas, meu deus, ele sabe como usá-lo” em algum ponto de suas vidas.&lt;br /&gt;* Montezuma e Hunther S. Thompson não usaram cuecas no funeral de seus avôs.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-915507280285508774?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/915507280285508774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=915507280285508774' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/915507280285508774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/915507280285508774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/03/anti-humor-15-depressed-skeptic-version.html' title='Anti-Humor [15]-Depressed &amp; Skeptical Version. Don&apos;t say anything. Just leave me alone.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SbLViN_HsnI/AAAAAAAAAJc/zgNvn7G4Kk8/s72-c/114121%2520Knee%2520boot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2056612836181367180</id><published>2009-03-03T17:18:00.006-03:00</published><updated>2009-03-13T22:54:40.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [14]</title><content type='html'>&lt;a href="http://img146.imageshack.us/img146/3824/successbyrbmilburnrw0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://img146.imageshack.us/img146/3824/successbyrbmilburnrw0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;por Rodrigo Faustini&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Dramático, Engraçado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Ser despedido, Isso é Dramático&lt;br /&gt;-Ser Despedido Enquanto está Despido: Isso é Engraçado&lt;br /&gt;- Sofrer Um Acidente: Isso é Dramático&lt;br /&gt;-Sofrer Um Acidente Enquanto está Nu: Isso é Engraçado, mas principalmente pelo motivo de você ser gordo&lt;br /&gt;-Contar Para Uma Criança que ela é adotada: isso é dramático&lt;br /&gt;-Contar para uma criança que ela é adotada enquanto você está Nu: Isso é ainda mais dramático, seu bastardo (esse termo também não foi usado com intenções cômicas). Afinal o que você estava querendo insinuar? Você me enjoa. Por quê você me fez pensar naquilo?&lt;br /&gt;- Dançar: Isso é Ambivalente, algumas tribos possuem funerais nos quais a dança demonstra a afeição pelo morto. Se você acabar fazendo &lt;strong&gt;isso&lt;/strong&gt; ao invés&lt;em&gt;&lt;strong&gt; disso&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que acaba por ser um conjunto de gestos sem sentido com tradução próxima de “Queijo acabar com plantação. Grande número de companheiros sentar &lt;em&gt;palavra significando desrespeito ao idoso companheiro&lt;/em&gt;”, então isso é engraçado.&lt;br /&gt;-Tragédia Horrível: Isso é dramático -Piada inteligente e sagaz sobre Tragédia Horrível: Isso é Engraçado&lt;br /&gt;-Disfunção Erétil (1ª pessoa): Isso é Dramático -Disfunção Erétil (3ª Pessoa): isso é Engraçado&lt;br /&gt;- Economia (agora): isso é Dramático -Economia (daqui a 5 anos): isso é Engraçado&lt;br /&gt;-Esquecer o Telefone de Casa (agora): isso é Engraçado -Esquecer o Telefone de Casa (daqui a 50 anos): Isso é Dramático&lt;br /&gt;-Acertar alguém na cara com uma torta: isso é engraçado&lt;br /&gt;-Acertar Alguém de Serra leoa na cara com uma torta: isso é dramático&lt;br /&gt;-Matar uma Criança: Isso é &lt;strong&gt;Infanticídio&lt;/strong&gt; -Voltar no Tempo na época de sua concepção, dormir com a sua mãe e depois matar a semente do crime: Isso é &lt;strong&gt;patri&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;ssuic&lt;/em&gt;infanticídio com um toque de incesto, versão Edipal&lt;br /&gt;-São três da matina, o telefone toca, você acorda, atende com uma voz doce, mas tudo que escuta é uma respiração ofegante e talvez um pouco de soluços de bravura: Esse sou eu, me aceite de volta, Vivian. Eu sei te diferenciar melhor numa multidão agora.&lt;br /&gt;-Anunciar para a garota morena de olhos azuis em eterno flerte o motivo, relacionado a mim, para a sua compra de pomada anti-séptica: Isso não é engraçado, pai&lt;br /&gt;-Morrer em nome do Tratamento Ético das Minorias Étnicas: Isso é Dramático -Morrer em nome do Tratamento Ético dos Homens Precocemente Calvos: isso é engraçado (e não só pelo fato de você ser careca) -Morrer pelo Tratamento Étnico Das Minorias Étnicas: Isso é engraçado (alguém deveria ter checado a digitação no cartaz)&lt;br /&gt;- Pessoa Sem Mão: isso é trágico -Mágico sem uma mão tentando, sem sucesso, recrutar alguém da audiência para o seu truque da “Guilhotina Fantástica”: isso é tragicômico&lt;br /&gt;-Ver um garoto de rua fumando crack através de um cachimbo improvisado com uma latinha usada de Yakult: isso é dramático&lt;br /&gt;-Ter feito ele pagar 20 reais a mais por tudo, ao pintar a latinha de azul e dizer que é “tecnologia chinesa pra puxar unzinho”: Isso é engraçado&lt;br /&gt;-Ter trocado um&lt;em&gt; bumper&lt;/em&gt; do seu deck de Magic por um&lt;em&gt; Swifter&lt;/em&gt;, dizendo que era um &lt;em&gt;Goller&lt;/em&gt;: isso é engraçado&lt;br /&gt;-Saber por quê aquilo é engraçado: isso é trágico&lt;br /&gt;-Velhos agora: Engraçado -Velhos, daqui a algum tempo quando notarem o tamanho da camada social da qual participam e se juntarem numa Revolução em demanda de direitos: Ainda Engraçado (possivelmente mais)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os Motivos Principais: Mendigos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando nos deparamos com um mendigo na rua, é impossível não termos nossas mentes afogadas por uma enchente de perguntas e discussões internas sobre a atual situação das áreas urbanas*. Estamos apenas encorajando a vida dos pedintes ao dá-los o equivalente a um dedal cheio de moedas simplesmente por causa de sua situação precária e desumana? Como ele pode ter uma barba tão grande enquanto seu cabelo parece ter sido recentemente cortado? Sou eu ou ele deu “&lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt; olhadinha” para mim? Bem, ninguém está em posição de ignorar elogios...Poderia eu ser acusada de ser uma porca socialista que prega a redistribuição de capitais se eu lhe entregar esses 30 centavos que eu tenho sobrando na minha bolsa da&lt;em&gt; Nike&lt;/em&gt;? Será que ele ficaria apresentável com um corte de barba e um gelzinho no cabelo? Ele certamente é melhor que o Cláudio do RH...Por quê aquela latinha tem um furo no meio? Será que eu consigo fazer ele dançar por uns trocados? Hmm, ele não está olhando para a sua caneca de moedas nesse exato momento...&lt;br /&gt;De qualquer forma, embora todas essas perguntas sejam, de sua forma, relevantes e intrinsecamente simbólicas de seu psique, a questão mais freqüente é: Por Quê Eles Viraram mendigos?&lt;br /&gt;Foi por isso que, para essa edição de “Os Motivos Principais”, fizemos um senso entre os mendigos da capital (ao menos aqueles que não ficaram balançando o “necrômio da justiça”, uma calota rústica amarrada num pedaço de pau barbárico, em nossa direção) para descobrirmos o motivo de levarem as suas evidentemente miseráveis e insignificantes vidas. Não se preocupem, o dinheiro arrecadado por esse relatório não irá para eles A maioria nem tem nomes inteligíveis mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-25%: Foram levados a esse “estilo” de “vida” por Desilusões Amorosas (e, literalmente segundos depois de usarem esse termo, perceberam que, no mínimo, isso provavelmente não os ajudou a resolver o problema);&lt;br /&gt;-15%: pensavam que esta era uma legítima profissão no mercado de trabalho autônomo atual;&lt;br /&gt;-10%: Foram severamente enganados por um plano “nota 10” de intercâmbio estudantil;&lt;br /&gt;-35%: Acham que são o Michael Jackson (antes das cirurgias plásticas);&lt;br /&gt;-3%: Acham que são Michael Jackson (depois da cirurgia plástica);&lt;br /&gt;-4%: Eram agentes infiltrados do governo (nossos pêsames);&lt;br /&gt;-12%: Estão fazendo isso devido ao controle da raça Nevasta/espíritos de alimentos passados/seu reflexo no espelho/aquela passagem da Bíblia que todo mundo esquece/um símio letrado/ versão infantil de si mesmo/da sua admitível loucura e, se desobedecerem, estão sujeitos a luxúria sarcástica/auto-antropofagismo com apenas 2 guarnições de molho (não opcionais)/perder sua sombra/ganhar um triciclo/ter que dividir uma banana enquanto escuta a bibliografia de T.S. Elliot/um dedão molhado na orelha/honestidade;&lt;br /&gt;-29%: Não devolveram as nossas canetas;&lt;br /&gt;-14%: Eram apenas pessoas mal vestidas com odor marcante e temperamento irritadiço;&lt;br /&gt;-11%: Eram, na verdade, cães incrivelmente bem-sucedidos;&lt;br /&gt;-2%: preferiam denominar-se “Andarilhos Sem-Teto”;&lt;br /&gt;-31%: Contribuíram no roteiro de “Se Eu Fosse Você 2”;&lt;br /&gt;-0,12%: realmente eram Daniel Filho;&lt;br /&gt;-91%: Ficaram, com direito, ofendidos por tudo isso (o resto estava bêbado)&lt;br /&gt;-4%: Costumavam a serem ricos;&lt;br /&gt;-96%: Costumavam a serem pobres;&lt;br /&gt;-4%: Não estavam conscientes do fato de estarem trabalhando no Subway como atendentes de caixa;&lt;br /&gt;-2%: Deram ligeiras e sutis pistas de serem, na verdade, o ex-presidente Collor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*a menos, é claro, que o indivíduo em questão não tenha sido o primeiro mendigo com o qual você se deparou no dia; nesse caso, os sutis sentimentos de raiva, indiferença, bicuriosidade, promiscuidade, espasmos renais e falência no hipotálamo são comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2056612836181367180?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2056612836181367180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2056612836181367180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2056612836181367180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2056612836181367180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/03/por-rodrigo-faustini-dramatico.html' title='Anti-Humor [14]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3847731329151745474</id><published>2009-02-26T17:32:00.005-03:00</published><updated>2009-04-08T19:58:37.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [9]</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fúria (9/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_X5fKZpII/AAAAAAAAE7E/W7zeyAZFVWw/s720/Nice%20005-2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_X5fKZpII/AAAAAAAAE7E/W7zeyAZFVWw/s720/Nice%20005-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Por Pudim (e Tuma)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foto: Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No apartamento silencioso o maestro Bernard Daniel lia poemas proclamando-os a quebrar o silêncio em alta voz que se derramava e ressoava nas paredes criando assim um agradável ambiente de poesia rarefeita misturada ao ar frio do recinto. Sobre a mesa de centro vários livros se espalhavam &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Leaves of Grass&lt;/span&gt; Whitman tão poderoso e as obras completas de Emily Dickinson Robert Frost Yeats Auden Shelley e outros cujos nomes se haviam tornado menos célebres para a posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia com especial interesse poemas de dois livros. No primeiro se lia em grandes letras na capa o nome &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Macbeth&lt;/span&gt; sustentado abaixo pelas letras que indicavam sua autoria e no segundo o genérico título &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Poems&lt;/span&gt; era seguido por um pomposo T.S. Eliot escrito em letras brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao ter o primeiro em mãos lhe perguntassem que poema estava lendo ele objetaria e diria ser aquilo uma peça, com personagens e falas, mas uma linguagem tão mágica e idéias tão brilhantes que só o proclamá-los já os fazia ganhar vida. Quanto ao segundo, possuía instantes de estranheza, versos quase espasmos, frases insondáveis que escondendo um mistério irrevogável revelavam uma verdade intransigente. Seus gestos teatrais e voz grave encaixavam perfeitamente com os textos que lia e a solidão que o rodeava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"Tomorrow and tomorrow and tomorrow,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Creeps in this petty pace from day to day&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;To the last syllable of recorded time,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;And all our yesterdays have lighted fools&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;The way to dusty death. Out, out, brief candle!&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Life's but a walking shadow, a poor player&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;That struts and frets his hour upon the stage&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;And then is heard no more: it is a tale&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Told by an idiot, full of sound and fury,&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;Signifying nothing."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[“Amanhã e amanhã e amanhã,&lt;br /&gt;Dia a dia se escoam de mansinho,&lt;br /&gt;Até que chegue, enfim, a última sílaba do livro da memória.&lt;br /&gt;Nossos ontens para os tolos deixam clara&lt;br /&gt;A estrada da empoeirada morte. Fora! apaga-te,candeia transitória!&lt;br /&gt;A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico&lt;br /&gt;Que se empavona e agita por uma hora no palco,&lt;br /&gt;Sem que seja, após, ouvido: é uma história&lt;br /&gt;Contada por um idiota, cheia de som e fúria,&lt;br /&gt;Que nada significa.”]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então pára, sem fôlego e sem reação para os pensamentos que lhe invadem a mente. Larga o livro e toma o outro, percorrendo suas páginas freneticamente, até encontrar algum indício que contemple sua angústia, as palavras que ele sempre persegue.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;“This is the way the world ends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;This is the way the world ends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;This is the way the world ends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Not with a bang but a whimper.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[“Assim o mundo termina,&lt;br /&gt;Assim o mundo termina,&lt;br /&gt;Assim o mundo termina.&lt;br /&gt;Não com uma explosão, mas com um suspiro.”]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a leitura em êxtase, ele respira e descansa. Seu grande dia está chegando, a apresentação com a orquestra, sonatas de Mozart e Beethoven executadas com maestria para uma platéia ilustre. As notícias do Mal que assoma os que tomam a vacina da AIDS não o preocupam, aquilo não lhe diz respeito. Amanhã toma o avião, e logo estará em Funchal. Amanhã, amanhã, amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia após dia, surgia um novo alguém tomado pela doença pálida no barco de Nikole, e seu medo de ser a próxima crescia à medida que diminuía o número de pessoas no barco e eles seguiam para o norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos porões do Nocturnal Sonata, haviam surgido mais vários infectados. O capitão tentou intervir, mas logo desistiu. Pensava em chegar à Ilha da Madeira – a tripulação e os passageiros haviam recebido com alegria a notícia de que a vacina nem passara por lá antes do surto do Mal – desembarcar os passageiros e manter os outros em quarentena enquanto se comunicava com o governo, mas não deu tempo. Fazendo dois dias que estavam presos lá embaixo, os primeiros descorados surgiram, e atacaram violentamente os que estavam ao redor. Foram parados e mortos, e o capitão os atirou ao mar, mas no dia seguinte surgiram duas vezes mais infectados, e antes da noite todos ali já haviam se matado. A carnificina era horrível, e o capitão lacrou todas as entradas como medida de segurança, além de ficar ele próprio e alguns de seus imediatos isolados temporariamente do resto do navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leo passa os dias no laboratório, rezando para encontrar alguma esperança. O Mal ainda não o atacou, e isso só o enche mais de culpa. Provetas, ampolas, béqueres dançam de um lado para o outro em suas mãos, o microscópio é requisitado a todo o instante, mas seus experimentos só o levam a becos sem saída, a conclusões inúteis, fechadas em si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mais uma vez ele se isola, e diletantemente retoma suas atividades, um pouco desajeitado. Acordou suando na cama, com dor de cabeça, mas nem cogitou ficar em casa. O laboratório é sua única casa, agora, sua única opção. Mas continuar sua pesquisa está exigindo muito de seu corpo. Seus braços estão doendo, a cabeça parece prestes a explodir, sua visão se turva por um estante, uma proveta escorrega de sua mão e se espatifa no chão, tudo a sua volta escurece e se torna negro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu de repente. Pessoas caminhando nas ruas, preocupadas com seus afazeres diários, já esquecidas do Mal que a tal vacina da AIDS trouxe para o mundo. Até mesmo na África, dizem os noticiários, o surto de violência foi contido: agora uma investigação será feita, ela é necessária, mas não há pressa. Um dos que andam na rua é um detetive da polícia científica, ele esteve dois dias atrás em contato com corpos dos afetados pelo Mal, para tentar averiguar o que aconteceu com eles, mas agora sua mente passeia livremente sem se apegar a nenhuma preocupação. Quando ele pára no meio fio para atravessar a rua, as listras brancas da faixa de pedestres saltam brilhantes sobre seus olhos. Ele recua um passo, assustado, e subitamente sua cabeça começa a latejar com força. Dá mais um passo para trás e cai no chão, agora já gritando da dor que esmaga seu corpo por dentro. Sua pele começa a embranquecer, seu corpo começar a verter sangue como suor, de sua fraqueza surge sem explicação uma força, um impulso violento, uma fúria que o leva a atacar pessoas desesperadas ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o mundo, cenas semelhantes acontecem. Os que tiveram contato próximo com os infectados, os pálidos, de uma hora para a outra se tornam como eles, e o Mal se espalha, furioso, destruidor, inclemente, impossível de ser parado. A palidez e a violência, num átimo, se tornam piores do que jamais haviam sido, e avançam com as garras erguidas sobre a pobre humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto acompanhava as terríveis imagens dos massacres e dos combates promovidos pelos pálidos, Noah engatilhou sua arma e a virou de frente para si, disposto a encará-la uma última vez. Com alguma dificuldade, suas mãos tremendo, ele aproximou o cano do revólver de sua boca, e o introduziu ali, o aço frio roçando em seus lábios. Fechou os olhos, apertou-os com força. Não queria ver o que seu gênio criara, não queria ver o que ele destruiria. Puxou o gatilho sem esforço, logo após respirar fundo, e seu fôlego se espalhou pelos ares. A bala encontrou sua espinha no meio do movimento dos pulmões, e os deixou impedidos, incompletos, um movimento que, pela única vez na vida de Noah, foi só de subida. Sem forças para enfrentar sua própria criação, ele recorreu a uma força maior que a sua, e suando frio saltou no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não era possível diferenciar os vivos, os pálidos e os mortos no barco ensangüentado, e as consciências aninhadas nos corpos se desintegravam lentamente, num processo de fusão com o sangue e o horror. Nikole saltou no mar para fugir de seus agressores, já não sabia se os acusava de pálidos violentos ou vivos impiedosos, e começou a nadar, rápido, braçada após braçada, ofegando e tentando não deixar sua mente derivar e acabar afundando, de pesada. Mordendo a língua para pensar só na dor, ela nadou por muito tempo até encontrar a praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dali, Leo gritou, um grito surdo que mais pareceu um pedido de socorro, ou de perdão. A escuridão voltou, e sumiu, e então voltou e sumiu de novo, e então cada vez mais rápido, no instante de uma expiração, para no fim desaparecer definitivamente e dar lugar ao branco final que tomou os olhos de Leo e o jogou para além da morte.&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3847731329151745474?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3847731329151745474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3847731329151745474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3847731329151745474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3847731329151745474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/sonata-noturna-9.html' title='Sonata noturna [9]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_X5fKZpII/AAAAAAAAE7E/W7zeyAZFVWw/s72-c/Nice%20005-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7279362708639444590</id><published>2009-02-26T11:43:00.006-03:00</published><updated>2009-02-28T15:47:51.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [13]</title><content type='html'>&lt;a href="http://flowstate.homestead.com/files/freud.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://flowstate.homestead.com/files/freud.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Dr. Sigmund Freud (sim, ele já escutou a piadinha do Fraud), visto em seus aparentemente eternos 59 anos, que não achou graça nenhuma no texto que se segue (embora, subconscientemente tenha dado uns sorrisinhos). Logo após o retrato, ele fez questão de apresentar o artista ao seu aparente fascínio reprimido por pênis abaixo-da-média circuncisados (como demonstrado pelo charuto)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Rodrigo Faustini/Subconsciente de Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;issoestáescrito&lt;/span&gt;Entrevista com Meu Subconsciente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, consciente (toma essa!) das perguntas geradas apenas pela leitura do título desse texto, esclareço: consegui essa façanha seguindo a praxe todo o processo que leva pessoas normais a escutarem vozes em suas cabeças*, ou seja, me mudei para um poço cavernoso (a preços inconcebíveis, devo adicionar) levando nada senão um tabuleiro de xadrez, talheres de luxo, um pacote de camisinhas, um porta-retrato com a foto de uma pessoa que eu não conheço (severamente abusada durante a minha estadia; desculpe), um hímen aromatizante, um espelho com “Red Rum” escrito em batom e um desenho feito a crayon de uma mulher da antiga União Soviética nua (para diversão). Como esperado, não mais que 56 meses depois eu escutava a voz de meu subconsciente, sem incluir as minhas recém-descobertas habilidades nos campos do crescimento gradativo de unhas e no piscar voluntário de pálpebras.Sem mais delongas, segue-se a entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Bem-vindo. Você gostaria de uma bebida ou algum outro refresco em específico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Não. Mas acho que você quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Não, claro que não. Eu estava sendo apenas cordial. Eu nem gosto de líquidos. Meu interior funciona através de um complicado sistema de trocas de gases. Nada de refrescos pra mim. [risos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Ok, ok. O que eu saberia disso afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: [saio para pegar uma Coca da geladeira] [volto] Isso é um pouco desconfortável. Eu...eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Você tem um problema em demonstrar seus desejos em público. Quero dizer, nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Wow, como você sabia disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Eu sou o seu subconsciente, seu lesado. Você não fez nenhuma pesquisa para essa entrevista, fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Bem, em minha defesa, nesse caso conhecer sobre você seria alcançável apenas por 14 anos de terapia, níveis budísticos de paz interior e um nirvana nível sete, só alcançado até hoje por Hasundi Hjanad, e ele só conseguiu isso pois ele sofre de um outro complexo psicológico que o faz pensar que é um rato, o que leva seus pensamentos subconscientes variarem numa escala simples apenas baseada em queijo e compulsão por sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Você não consegue se comprometer a nada, não é? Sem contar as suas desculpas ridículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Eu não fico criando desculpas ridículas. As pessoas que não me entendem, pois eu possuo uma imaginação fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Na verdade, seu medo de comprometimento vem de um caso específico na sua infância em que você prometeu ao seu colega do parquinho Frederico que você iria brincar na casa dele mais tarde naquele dia, mas ao invés disso você preferiu ficar no seu quintal tentando fisgar o Sol com a vara de pesca do seu pai, o que levou Frederico a cometer suicídio ao pular do topo do escorregador após ferir (gradativamente) seu pescoço com uma arminha d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: [chorando bravamente; envolto de reminiscências] É tudo verdade! Pobre Frederico! Mas eu realmente achei que eu iria conseguir pescar o Sol aquele dia! Eu até coloquei uma alma Asteca no anzol como isca! Nós teríamos o que comer por séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: E todo esse seu fascínio infantil pelo Sol e a conseqüente captura desse para a alimentação vinha de sua vontade interna, ou seja, minha, e, portanto nossa, de provar ao seu pai que você era capaz de pescar assim como ele, possivelmente até um pouco melhor. O quê nos leva também ao fato de que você realmente exagerava nas proporções dos talentos manuais do seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: Por quê você não me disse isso antes? Isso poderia ter acabado com o meu medo do Universo e eu poderia ser um astronauta agora, como eu sempre quis! Sem contar que eu não precisaria mais usar óculos, pois eu nunca teria passado horas encarando o Sol para ver se ele desistia! E aquele Asteca deve ter passado por um inferno celestial burocrático depois que eu roubei a alma dele usando viagem temporal, dois Nostradamus e aquela erva que faz gatos agirem estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Você não entende, seu bosta! Se você estivesse conscientemente querendo impressionar seu pai, ele o incentivaria a tentar uma carreira espacial, a qual você seguiria, pois iria querer impressioná-lo. Mas, por causa da propriedade reversiva das vontades subconscientes (que Freud totalmente esqueceu de analisar, por sinal) isso significaria que, internamente, você queria mesmo era pescar o Sol, o que, cortando um bom pedaço de história, acabaria com você mudando a rota de uma nave da NASA para colisão solar, pedindo a todos para se prepararem para “o churrasco do século” o que se provaria morbidamente irônico em 2 anos-luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt;: [olhos sorrateiros] Então existe um jeito de capturar o Sol... [pausa enorme] Então, parece que você, ou melhor, eu, e, portanto, nós, sabemos muito mais do que eu sobre nós mesmos. Têm como você me apresentar ao meu inconsciente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SC&lt;/strong&gt;: Nem, ele tá dormindo. Mas bem que a sua Síndrome de Suplicância e o seu Complexo de Inferioridade estão aqui e desejam te dizer umas coisas...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Síndrome de Suplicância&lt;/strong&gt;: Desculpa por tudo, cara. Não foi por querer, falando sério. Eu...eu...O que eu posso fazer pra te recompensar? Eu posso tentar convencer a sua Libido de parar de ter um relacionamento com o seu Ego, cara, eu posso sim. Eu juro. Só não me ponha na rua. Eu não poderia encarar ter que me desculpar pros meus filhos, pois eu perdi o meu trabalho e ter que me sentir compelido a recompensá-los de forma gratificante por isso cara. Eu faço qualquer coisa. Desculpa. Não fique arrependido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Complexo de Inferioridade&lt;/strong&gt;: Eu nem sei por quê você me escuta. Eu não sou nada, sem zoeira. Eu sou, tipo, uma fração de uma fração da sua mente. E nós nem somos tão espertos assim, admite. Acho que até a sua Auto-estima é mais importante que eu. Mas bem que ela é uma mentirosa compulsiva. Eu nunca ia conseguir namorar ela. Eu até poderia cortar o cabelo e escovar os dentes sabe, mas qual o propósito? Ela só se interessa em tipos esnobes que nem o seu Sarcasmo, Sociabilidade e Gentileza mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[A entrevista parou aqui, pois o meu senso de Ironia começou a passar mal. De qualquer forma, eu não irei mais tentar conversar com o meu Subconsciente, pois, aparentemente, ele é um babaca arrogante, e danem-se as implicações psicológicas e filosóficas dessa afirmação.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;*havia um considerável risco envolvido nisso, mas o pior que poderia acontecer seria de eu abar por virar um profeta, o que se demonstraria uma melhoria moral significativa, se consideradas minhas intenções originais, embora tal profissão apresente um alto índice de acidentes no trabalho e eu não tenha qualquer conhecimento sobre a política de Deus quanto ao pagamento de indenizações.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Ele não inclui muito disso em seu livro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7279362708639444590?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7279362708639444590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7279362708639444590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7279362708639444590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7279362708639444590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/anti-humor-13.html' title='Anti-Humor [13]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5218520052399775850</id><published>2009-02-24T16:37:00.002-03:00</published><updated>2009-02-24T16:54:30.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3112/2779266686_e6cd29cce3.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 500px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3112/2779266686_e6cd29cce3.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Uma lembrança.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Era uma pequena confraternização familiar.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;Meu tio Sebastião corria de um lado para o outro com sua câmera nova - como uma criança que procura todas as formas de usar o seu novo brinquedo. Todos tinham suas histórias para contar e, em parte, os jovens só escutavam os mais velhos. Eu, por isso, permanecia calado e vagando... E as lembranças que as vozes revelavam pareciam maiores, grandes colossos que o tempo construiu na nossa história, na chama eterna da memória - dentro de cada um, no mesmo lugar em que adormece as esperanças para o futuro.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;E foi na mágica da introspecção que me encontrei, verdadeiro. Ocorreu-me uma história antiga e linda que já tinha deixado, quase totalmente, ser levada com o tempo. Foi nesse momento que uma lágrima pendeu do meu rosto direto para o chão, onde permaneceu quieta e viva para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Um Monza vinho, os três primos no banco traseiro, nenhum com mais de sete anos, Sebastião dirigindo. Observávamos a cidade correr do lado de fora do veículo, a brisa intensa fazia cócegas em nossos rostos e balançava os cabelos. No céu, todas as cores, muita vida, um dia que terminava calmamente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;i&gt; - Vou contar uma coisa para vocês... – meu tio, com uma paz tremenda na voz, parecia saber o mais legal de todos os segredos. - quando o dia está indo embora, vem anjos e derramam um monte de tinta no céu, até que elas escorrem, misturam-se e formam o azul bem escuro da noite. E quando a gente vai dormir, eles voltam para Terra e desenham os nossos sonhos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;i&gt; - E os pesadelos, papai? - minha prima perguntou-lhe.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;i&gt; - Às vezes... acaba a tinta das canetinhas e os anjos não tem com o que desenhar, daí a gente sonha essas coisas ruins. Mas, em noites assim, eles acordam as crianças para irem dormir com seus pais e ficarem seguras de novo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;i&gt; Mil cores no crepúsculo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt; &lt;i&gt; Todas refletidas nos nossos olhos úmidos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5218520052399775850?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5218520052399775850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5218520052399775850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5218520052399775850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5218520052399775850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/para-ler-com-pressa_24.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1920875498855660340</id><published>2009-02-19T18:28:00.005-03:00</published><updated>2009-02-20T23:35:59.958-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [12] Deluxe Version</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SZ3QTLbNneI/AAAAAAAAAI8/zyoJHZWNPJg/s1600-h/CHIPPY_by_dishbot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304624964015332834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SZ3QTLbNneI/AAAAAAAAAI8/zyoJHZWNPJg/s320/CHIPPY_by_dishbot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Rodrigo Faustini, Leandro Vasconcello, Mônica Fallonçio, Hemerson Glaúberson e mais duas outras subdivisões do seu cérebro esquizofrênico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Caçadores De Respostas para Perguntas Filosóficas Eternas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1-“Se uma árvore cai na floresta e ninguém está lá para escutar, que som ela faz?”&lt;/strong&gt; Uma questão secular que complica há milênios a vida de monges tibetanos carecas (eles fingem que isso é uma escolha; sabemos que é causado por estresse), parece bem complicada de se responder por suas características retóricas intrínsecas, seja lá o quê isso seja. É por isso que resolvemos trazer um pouco da sabedoria ocidental tecnológica no processo: instalamos um intenso e avançado sistema de vigilância ao redor de uma floresta inteira (claro que tivemos permissão para tal; por sorte, após anos envolvidos no ambientalismo, os ativistas e guardas florestais desenvolveram um agudo caso de zoofilia, permutando a possibilidade com interesse).&lt;br /&gt;Nossa primeira descoberta foi que árvores não costumam cair do nada, o quê, além de questionar as habilidades dos monges em conceber probabilidades e situações hipotéticas (muito comum quando o assunto são autoridades religiosas reclusas), acabou por nos conduzir a um obstáculo. Por sorte nossa racionalidade nos levou a instalação de várias baterias no subsolo da floresta que, quando acionadas, produziriam ondas eletromagnéticas de alta freqüência, o que causaria um potente terremoto no local (leitor, não se preocupe, tivemos um cuidado mínimo com o meio ambiente: aquela floresta era totalmente biodegradável).&lt;br /&gt;Aparentemente foi apenas na décima quarta floresta que nos lembramos de no distanciarmos do local, o que necessitou uma completa reinstalação do material no local para conseguirmos manipulá-lo à distância. E agora temos tudo em vídeo, em cores e em alto e bom som: o som de uma árvore caindo numa floresta, quando não há ninguém lá para escutar, é idêntico ao som de uma árvore caindo na floresta quando há alguém (ou um grupo) lá para escutar. Desculpe-nos monges budistas, mas nós fomos mais sagazes que vocês!&lt;br /&gt;De qualquer forma, a experiência não se mostrou um fracasso total: certamente o nosso empenho e os pequenos avanços que fizemos no campo de manipulação de desastres naturais certamente cairá bem para a mente dos estrategistas do exército por todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- “Deus existe?”&lt;/strong&gt; Um comum tema de redações de vestibular e também uma pergunta que persegue a mente do homem desde que Adão e Eva habitavam (e “habitavam”, se você pegou a idéia hur-hur) o planeta, parece, à primeira vista, incrivelmente complicada para uma mera mente humana ponderar sobre. Esquece-se, porém, de manter os nossos pensamentos sobre o assunto básicos: nossa solução foi dar a Deus (adeus hur-hur) um ultimato. Começamos por simplesmente seqüestrar uma criança e mantê-la refém em cativeiro por vários dias (não se preocupe, leitor: nós tínhamos outro lugar pra dormir na casa).&lt;br /&gt;Como esperado a mídia começou a criar histeria como se tivéssemos roubado doce de uma criança, e a polícia começou uma intensa busca pelo território nacional, mas todos foram acalmados depois de declararmos nossas intenções dêiticas com o crime, embora, obviamente, não contamos isso para Deus e a criança. Era hora do passo 2 do plano, no qual rezamos o seguinte pedido de resgate: “Querido Deus, sou eu, Margaret. Como você vê, eu seqüestrei uma criança, que é um de seus filhos adorados. Se você quer ver ele de novo, e com isso quero dizer vivo, pois sei sobre toda aquela sua história de onisciência, queremos que nos dê um sinal de sua existência nos próximos dois dias”.&lt;br /&gt;Nada aconteceu. Chegamos às conclusões de que ou Deus não existe ou ele não se importava muito com aquele moleque em específico, o que nos levou a seqüestrar outros quatro, algo difícil na época, pois, por algum motivo, nossos corpos começaram a fazer movimentos involuntários contínuos, e escutávamos vozes sem sentido que nos falavam de punição pós-vida e moralidade. A conclusão foi, após tudo isso, que infelizmente é incrivelmente sacrilegioso pesquisar sobre a existência concreta Dele, então paramos a pesquisa e um tornado de fogo destruiu o meu carro. Não queremos impor nenhuma barreira no credo de ninguém, mas gostaríamos de avisar: se você é daquela religião que acredita em Jesus, embora não em Deus, você está fazendo algo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- “Essa calça faz a minha bunda ficar grande?”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como colocado elegantemente por Dr. Sir-Mix-A-Lot:&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gLolmZvKr0E&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- “Poderia a Vida não passar de um Sonho?”&lt;/strong&gt; - Eu belisquei meu parceiro. Nada aconteceu. Caso provado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;5- “Qual o propósito do homem?”&lt;/strong&gt; - Criar robôs (sim, levamos mais de 10 mil anos para atingirmos nosso destino. Mas até que foi legal, exceto as guerras e aquela baboseira de Inquisição que fazemos de vez em quando). Pois esses sim têm um propósito digno, embora os japoneses estejam forçando a barra com esses novos Robôs de Busca de Cavidades. Tão cedo quanto eles descobrirem o estrago que eles podem fazer a si mesmos com um copo d’água estaremos perdidos. A outra resposta possível é que o Criador desgostou do Universo depois de um tempo, mas não queria deixar suas mãos sujas, e está nos usando como “laranjas” para acabar com tudo. Se for assim, ele deve estar bem contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6- “Qual o sentido da Vida?”&lt;/strong&gt; A própria busca por este. Brincadeira, ninguém sabe. Mas não precisaria de uma direção primeiro? Ou vocês sabem de algo que eu não sei? Seus bastardos, tem alguma coisa a ver com comer gengibre, gostar do cheiro de incensos, ter lido “O Segredo” e gostado, achar que Samuel é um bom nome para um filho, fumar em espaços fechados usando óculos escuros e ter vários gatos, não é? Eu sabia que vocês eram diferentes de alguma forma. Eu só julguei como solidão e uma visão melancólica de masoquismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7- “Existe vida fora da Terra?”&lt;/strong&gt; Sim, mas o custo do IPTU, IPVA, IPVOVNI e IPVEJMSUMT realmente não valem a pena. Além do mais, demora muito para aprender a se comunicar via secreções oculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha Primeira Relação Sexual&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;(como narrada pelo ponto de vista da minha camisinha)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Seu filho da puta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1920875498855660340?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1920875498855660340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1920875498855660340' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1920875498855660340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1920875498855660340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/anti-humor-12-deluxe-version.html' title='Anti-Humor [12] Deluxe Version'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SZ3QTLbNneI/AAAAAAAAAI8/zyoJHZWNPJg/s72-c/CHIPPY_by_dishbot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6323631719447443778</id><published>2009-02-09T21:29:00.002-02:00</published><updated>2009-02-09T21:37:33.245-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [8]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Noite (8/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3281/3125392385_8ac9c2877e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 367px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3281/3125392385_8ac9c2877e.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Pudim (e Tuma)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ganância ainda vai destruir o mundo, filho, disse o pai para o menino de olhos arregalados e nariz escorrendo sentado no assoalho frio da pequena casa que a família alugava do  mais poderoso dono de terras da região. As galinhas corriam e cacarejavam de olhos arregalados ao redor dos dois o sol fustigava a poeira havia uma meia luz envolvendo tudo um calor que aderia à pele um cansaço de fim de tarde e fim de semana suportado pela suposta leveza de uma manhã de terça-feira.&lt;br /&gt;Os homens querem todo o ganho para eles, e não sabem dividi-lo com os outros, o pai agarrando seus ombros olhando bem fundo em seus olhos, tentando achar ali algum resquício de malícia. O garoto permanecia quieto, sem piscar, olhos erguidos para o rosto enorme feito pedra daquele homem grande e firme que sempre chamara de pai.&lt;br /&gt; Leonardo, você está me ouvindo? Sim ele estava. No carro ao volante girando e volvendo e revolvendo e entrando pelas ruas e singrando avenidas caóticas ele ouvia de novo e de novo as palavras do pai e não sabia se sentia-se bem ou mal por tudo o que fizera. Decidiu-se pela dúvida.&lt;br /&gt;Dissera a Noah logo que este lhe contou que iria deixar as patentes para ele. Primeiro sentiu-se feliz mas logo depois os olhos do pai apareceram à sua frente e sua consciência estremeceu e ele percebeu que enorme chance era aquela de cumprir sua missão na terra. Iria abrir a patente, deixar que a vacina fosse produzida no mundo todo livremente, alcançar a todos os doentes livremente.&lt;br /&gt;  Agora imaginava se aquilo não havia destruído tudo. A patente aberta, alguém poderia ter incluído no processo um jeito de um incluir algum agente nocivo que não fosse perceptível. Mas seria mesmo? Noah afirmava que o mal estava na própria vacina, mas para Leo qualquer opção era terrível... o que contava a favor da tese do colega era que Leo, assim como as outras cobaias, não haviam desenvolvido ainda nenhum dos sintomas do Mal. Mas ele estava com medo, e ansioso.&lt;br /&gt;  Ele tentava noite após noite descobrir o que no que haviam criado poderia causar aquilo, ou que tipo de vírus, bactéria ou aberração poderia causar aquele efeito horrendo nas pessoas. Mas ele não encontrava. Noite após noite, Leo tentava e não chegava a lugar algum, e as palavras de seu pai, sempre as mesmas, continuavam a ressoar em seus ouvidos, um sussurro baixo e insuportável que parecia sugerir que o significado do que aquele velho lavrador dissera era muito diferente do que Leo sempre imaginara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nikole se recolhera num canto do barco, os dedos ferindo-lhe as mãos de tanto apertar, os dentes tremendo e batendo, olhos olhando frenético para os lados, com medo de que alguém a tomasse por descorada sob a luz plácida da lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noah recebera a visita de um agente do governo aquela tarde. Ele dissera que por enquanto a versão oficial era mesmo algum tipo de ato terrorista, as vacinações já haviam sido suspensas no mundo todo. Alguns governos estavam loucos para acusar o país de espalhar a vacina pelo mundo, mas ele não precisaria se preocupar, o mais importante era que ele descansasse e ficasse em segurança. Uma junta de pesquisadores já estava empenhada em monitorar os infectados e descobrir se havia outras maneiras do agente nocivo ser transmitido além na inoculação. Quando ele foi embora já era noite, e Noah ficou bebendo e rindo sozinho, pensando em como a opinião do governo, e do mundo, era a menor de suas preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As festas no Nocturnal Sonata atravessavam madrugadas, e os passageiros remanescentes entregavam-se aos bacanais impetuosamente. Os que haviam tido mais contato com os infectados permaneciam isolados, mas só a tripulação se lembrava deles. Os outros passageiros festejavam noite e dia, enchendo os corpos de álcool e outras drogas psicotrópicas para apagar qualquer resquício, qualquer lembrança de que havia um mundo agonizante lá fora, e de que ele havia penetrado no paraíso deles, e de que eles o haviam purgado sem piedade, afundando-o à força na mortalha do mar.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6323631719447443778?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6323631719447443778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6323631719447443778' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6323631719447443778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6323631719447443778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/sonata-noturna-8.html' title='Sonata noturna [8]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3748604239850614391</id><published>2009-02-05T16:31:00.002-02:00</published><updated>2009-02-05T16:34:20.452-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [7]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Profundezas (7/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3105/3156643892_d9e9a716fa.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 500px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3105/3156643892_d9e9a716fa.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Pudim (e Tuma)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notícias da África chegavam a todo instante, os passageiros sabiam, mas pouco se preocupavam, para que ligar para o continente amaldiçoado? Já há tantos séculos eles estavam esmigalhados sob os pés de suas sinas que esse talvez fosse o último evento que restava para acabar de destruí-los e dar lugar a novos usos para a terra ora amaldiçoada por sua presença.&lt;br /&gt;Ainda assim, eles precisavam saber. Havia alguém no navio que recebera a vacina ou...? Não, se afastaram das costas do continente, poderiam parar no Brasil para abastecer, lá haveria segurança. Assim como em todo o mundo civilizado. Sim, as nações do pôr-do-sol haveriam de conter esse horrível ato certamente terrorista perpetrado pela tal vacina maldita. O último suspiro numa dose e agulhada. Brasil estaria bem, abastecer, não muito mais, o navio é ótimo, o que era realmente importante... isso,  continuar a viagem, atravessar o Atlântico, abastecer no Brasil, sair de lá bem rápido, passear pelo Caribe e, ai, aproveitar um esplêndido concerto em Funchal.&lt;br /&gt;Mas ainda assim, eles queriam saber. Havia alguém no navio que recebera a vacina ou...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noah tentava encarar seu fracasso como encarava o copo de bebida à sua frente. A imagem do vírus se espedaçando parecia-lhe curiosamente irônica agora, uma imagem definitiva do que ele trouxera para o mundo. Leo tentara convencê-lo de que houvera alguma modificação, de que alguém sabotara a vacinação, mas era inútil. Ele se lançara numa busca obsessiva para descobrir porque a vacina estava fazendo aquilo com as pessoas, transformando-as lentamente em bolhas quase sem vida, por vezes violentas, enquanto aqueles à sua volta fugiam horrorizados. Mas era inútil. Noah fracassara, e sabia disso. Agora teria de se explicar em frente ao mundo, quando viessem cobrar dele a culpa por aquilo tudo, quando viessem julgá-lo. Isso se ainda houvesse mundo após aquele surto de palidez e violência passar. Mas Noah não acreditava que fosse passar. Sua experiência lhe ensinara que a palidez e a violência eram como a entropia: recrudescentes, inexoráveis. E o fato de que ele trouxera ao mundo aquele juízo era mais insuportável que qualquer julgamento. Procurando dessa vez retirar de sua mente a culpa cada vez maior que ali se desenhava, olhou de novo para o copo, e o levantou com seus rodamoinhos, e deixou sua mente afundar ali completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boris saía pouco de sua cabine, sempre sozinho, mas as passagens não eram para dois? Alguns passageiros que ele conhecera entre drinques no bar começaram a perguntar “Mas e sua mulher, está viajando com ela não?” “Ela não está se sentindo muito bem.” “Leve-a à enfermaria do navio.” “Acho melhor não, ela prefere tratamentos aos quais está acostumada, mais caseiros sabe? Coisa da mãe...” Rápido os conhecidos voltavam os olhos para o copo e bebiam de um só gole buscando tirar da cabeça as desconfianças que pareciam rodopiar cada vez mais fortes à frente de seus olhos.&lt;br /&gt;E na cabine, Eva Norton, sua mulher, empalidecia pouco a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais de Érica, por sua vez, ficavam fora da cabine o tempo todo. Haviam arrastado a filha para aquela viagem, totalmente contra a vontade da voluntariosa menina, ainda chorando pela morte da amiga. Eles tinham medo. Quando alguém perguntava dela, desconversavam. Às vezes traziam-na para fora, para mostrar aos outros a filha branca e apática que tinham, toda coberta de badulaques que só faziam assomar ainda mais sua brancura, em contraste. As pessoas da piscina começaram a cochichar, os pais ficavam constrangidos pelo silêncio da menina, envergonhados de se mostrarem tão incapazes em público, e horrorizados de medo de alguém desconfiar que ela, a filhinha tão querida, poderia estar com aquela doença macabra, a doença que deixava tudo branco, transparente, até desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nikole viu o transatlântico passar ao longe com seu binóculo e avisou ao resto das pessoas do barco. Alguns quiseram ver com os próprios olhos, a nu só enxergavam um borrão no horizonte, e o binóculo passou por várias mãos até escorregar entre braços que tentavam alcançá-lo impacientes e cair no mar. Agora o navio não era mais visível. A mulher se afastou da amurada e foi se encostar na parede da pequena cabine. O barco era de um tamanho médio, mas tornara-se minúsculo para todas aquelas pessoas. Um homem grande sentou ao lado de Nikole, e com ele uma mulher magra, três garotas e um casal de velhos. A mulher se apoiava no ombro do marido, como dormindo. Nikole, apertada pelo acúmulo de pessoas à sua volta, olhava aquela cena e se lembrava de seu marido, morto recentemente. E dos filhos, empalidecendo, se atacando e sangrando. Já superara em parte o choque inicial, mas os olhos e os dentes de suas crianças, a agulha lhes furando a pele, as mãozinhas se agarrando, a pele sendo rasgada... mordeu os lábios para não chorar, mas acabou derramando algumas lágrimas, que logo secou com o antebraço, não querendo chamar atenção.&lt;br /&gt;Tornou a olhar para o casal de velhos, eles pareciam tão carinhosos um com o outro. E sol forte refletia na água e tornava tudo difuso, o  toldo que cobria a maior parte do barco parecia gasoso, as pessoas andando pelo convés eram só sombras, o suor de todos que se espremiam evaporava rapidamente e espalhava um odor forte por todo o barco. Palavras ditas e gritadas se confundiam com o barulho das ondas, a languidez tomava os sentidos de assalto, a tristeza demolia as últimas tentativas de resistência, o horror ocupava os corações e mentes vazios... a sombra de um pássaro grande veio do céu e cobriu todos com seu olhar, esquadrinhou as cabeças mais inóspitas, os erros mais férteis, e fez ninhos atrás das orelhas de cada um, roçando de leve as peles com suas penas e fazendo cócegas...&lt;br /&gt;Nikole despertou de seu transe e viu o homem grande que se sentara ao seu lado gritar com o casal se velhos, outros se juntaram a ele, uma das garotas apontou para as outras duas que se sentavam a seu lado, ouviu-se imprecações e acusações, pessoas que estavam sentadas se levantaram, pessoas que estavam deitadas permaneceram assim, braços se ergueram, homens mulheres e crianças descorantes clamaram por piedade de joelhos, as pessoas deitadas continuavam deitadas, quando na verdade estavam mortas, e assim todos foram agarrados e com barulho e ranger de dentes jogados ao mar e espancados com os remos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles iam descobrir mesmo, mais cedo ou mais tarde, disse o pai à mãe horrorizada. Eu não agüentei o olhar de desconfiança deles sobre mim, eu não agüentei me perdoe... palavras interrompidas por um sonoro tapa continuaram jorrando junto ao choro mas foram logo caladas pelo estrépito de passos e gritos que irromperam junto à cabine. A mulher tentava tirar a filha da inércia, inutilmente, e o pai continuava lamentando e chorando debilmente. Não demorou e a porta foi arrombada a mãe clamava por piedade mas a empurraram e ela caiu e desmaiou enquanto o marido observava tudo com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;Em várias cabines pelo navio, acontecia o mesmo. O primeiro caso confirmado de palidez gerou uma onda de histeria que acabou por formar vários grupos de patrulha a rondar pelos corredores e arrombar portas e revistar quartos e fazer interrogatórios para depois agarrar os contaminados e levá-los para fora. Alguns corados tentavam interceder a favor dos doentes, o comandante pensou em tentar conter o surto com armas, mas parte da tripulação se havia voltado contra os descorados. Sugeriram isolamento, quarentena, cárcere, abandono em botes, mas o desespero falava mais alto não podiam prescindir dos botes não podiam arriscar uma fuga não podiam arriscar a contaminação. O não-preocupar-se hipócrita dera lugar definitivamente à paranóia que se havia desenvolvido silenciosamente no interior das almas de todos.&lt;br /&gt;Durante a noite os primeiros foram jogados ao mar, e nos dias seguintes muitos mais encontraram seu fim nas águas geladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar, como sempre fizera, recebeu indiferente seus mortos, e cada corpo e consciência que quebrava sua superfície era engolido por um torvelinho e afundava até as profundezas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3748604239850614391?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3748604239850614391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3748604239850614391' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3748604239850614391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3748604239850614391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/sonata-noturna-7.html' title='Sonata noturna [7]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7223088766064579424</id><published>2009-02-03T09:55:00.009-02:00</published><updated>2009-02-03T13:44:52.455-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3026/2623513746_9c4e9f8d91.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 378px; height: 284px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3026/2623513746_9c4e9f8d91.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Bruna Pimenta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTTE.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o céu estrelado, a cidade se defaz sem pudores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, as formas perdem seus contornos e tornam-se apenas vultos brincando com o escuro, bailando graciosamente com o silêncio. Depois, os loucos retomam a sanidade e começam a profetizar o tempo e, qualquer guarda passando na rua, não perde a oportunidade de aquietá-los à força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, os amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor fica cheio de vontade e possuído pelo instinto animalesco - uns vorazes, devoram corpos por entre os lençóis da vida; outros mansos, imaginam-se amando, quietos e deliciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos quartos, nos botecos, nas esquinas, nos palacetes, nos cabarés, a noite faz-se presente trocando sensações por denários de ouro, orgulho por mantos frios de solidão, fragilidades por pileques épicos, vida por pedras ilusórias e cintilantes, realidade por sonhos lindos. A noite é cambista mal-paga, cheirando malandragem: torna o sensato em abstrato e, brincando conosco, faz de conta uma porção de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem era, deixa de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos sem pais, fustigados e serenos, deitam-se no colo da impunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os artistas - os poetas, os embriagados de arte, os pintores, os músicos -, todos eles tragam a noite, como cigarro fino: aos poucos, saboreando-a, extraindo os seus melhores fragmentos, as melhores idéias para, depois, compor suas obras-primas. À noite, meus caros, a inspiração sai de casa em casa, procurando quem a adote e faça, a partir dela, a mais pura verdade, a mistura certa entre o literário e o sensato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janela aberta e os ares noturnos entorpecem a alma - os frágeis deixam-se levar pela bricadeira das estrelas e, num lapso lindo, anoitecem completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mágica que ninguém domestica. Que ninguém desvenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite, eternamente noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7223088766064579424?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7223088766064579424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7223088766064579424' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7223088766064579424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7223088766064579424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/para-ler-com-pressa.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7743657667774338081</id><published>2009-02-02T19:55:00.002-02:00</published><updated>2009-02-02T19:58:10.227-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [6]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Partida (6/10)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3289/3156642908_cdc13a183b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 245px; height: 326px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3289/3156642908_cdc13a183b.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vem da Namíbia, alcançar a África do Sul é um alívio. Nikole e seus acompanhantes, porém, ainda estavam longe do fim do Kalahari e do começo das florestas subtropicais. A paisagem não sugeria nada positivo, mas os peregrinos, há muito acostumados com o deserto, animavam-se pela esperança de serem resgatados por um transatlântico.&lt;br /&gt;“Para qual praia estamos indo?”, alguém perguntou.&lt;br /&gt;“Aqui não diz nada”, Nikole respondeu, e sugeriu, “vamos tentar as mais famosas”. Todos demonstraram compreensão.&lt;br /&gt;Nikole esperava que a travessia do deserto durasse dois dias, mas durou vinte e cinco. Por sorte, um viajante os indicou, ainda no começo, as referências para localização de oásis. No vigésimo sexto dia, estavam parados no porto da Cidade do Cabo. Escondidos da mesma confusão encontrada em Windhoek, só que em proporções maiores, procuravam um nome específico, em meio à floresta de mastros e à desolação dos barcos abandonados do porto.&lt;br /&gt;“O Nocturnal Sonata não pararia aqui. Estava escrito ‘praias isoladas’, não acredito que ele viria à baía mais movimentada da África do Sul.”&lt;br /&gt;“Segundo meus cálculos, ele viria exatamente aqui. Para abastecer.”&lt;br /&gt;“Eles já devem ter sido alertados sobre a confusão na cidade, não vão aparecer por aqui.”&lt;br /&gt;“Esperem. Vocês já perceberam o quanto é ridículo o que estamos fazendo? Qual é a chance de não termos perdido a viagem do Nocturnal Sonata? Como podemos saber quando ele ia parar aqui? E, enquanto isso, temos um monte de barcos parados a nossa disposição. Vamos pegar um desses barcos e procurar ajuda, ou simplesmente fugir deste continente amaldiçoado!”&lt;br /&gt;Ninguém sabia navegar, mas logo alguns infectados os compeliram facilmente a executar o plano sugerido. Em pouco tempo, a turba contaminada que os observava se transformou em formiguinhas distantes, e o grupo de leigos se transformou em hábeis marinheiros. Eles agora assistiam ao lento desaparecimento da África de diante de seus olhos, com exceção de Nikole. Ela assistia, com binóculos, ao lento aparecimento de duas palavras tão esperadas em um transatlântico.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7743657667774338081?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7743657667774338081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7743657667774338081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7743657667774338081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7743657667774338081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/02/sonata-noturna-6.html' title='Sonata noturna [6]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8732158120355972818</id><published>2009-01-25T12:16:00.003-02:00</published><updated>2009-01-27T01:15:26.805-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [5]</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Partilha (5/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPoxKBrVsII/AAAAAAAAFNQ/Bdq-iQGDqKA/s640/DSC00968-1.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPoxKBrVsII/AAAAAAAAFNQ/Bdq-iQGDqKA/s640/DSC00968-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;por Pudim&lt;/span&gt; &lt;em&gt;(e Tuma)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foto: Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez tenho bons motivos para odiar a minha condição. Os superdotados não são deuses, como o mundo quer fazer crer. Não, nem mesmo os que descobrem a cura da AIDS. Não somos os seres mais sortudos do mundo, nem os mais felizes, nem mesmo os mais capazes. Não.&lt;br /&gt;Somos só alguém que alcançou uma condição desejada mais rápido ou melhor que os outros. O Leo vai ficar com todo o dinheiro da patente. É pra isso que os superdotados servem. Apenas uma mina de ouro. E glória. Mas só fico com a glória, dessa vez.&lt;br /&gt;Obrigado, Leo, por me dar a chance de ficar perigosamente irritado o suficiente para mostrar que eu penso e sinto, como vocês simples humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele recebeu com certa surpresa o presente, recebeu com uma certa alegria surgindo de repente sem controle, recebeu com horror... Disse o que pensava para o dr. Davis, disse o que pensava e deram-se as mãos, e rezaram para que a cura alcançasse o maior número de pessoas. Depois se separaram e Leo fez o que tinha de fazer.&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8732158120355972818?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8732158120355972818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8732158120355972818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8732158120355972818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8732158120355972818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/sonata-noturna-5.html' title='Sonata noturna [5]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPoxKBrVsII/AAAAAAAAFNQ/Bdq-iQGDqKA/s72-c/DSC00968-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4103077977516868443</id><published>2009-01-21T20:25:00.003-02:00</published><updated>2009-01-21T20:28:46.370-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [4]</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Efeitos (4/10)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3222/3087465063_4cfea78f56.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 351px; height: 343px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3222/3087465063_4cfea78f56.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Foto: Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher namibiana que acabava de perder cinco filhos ainda estava em estado de choque, mas já fora levada para a calçada. O resgatador, irritado, tentava salvar a vida do sexto, com generosidade incompreensível.&lt;br /&gt;Mas era inevitável, o pequeno empalidecia assustadoramente, como se o sangue estivesse sendo sugado por alguma máquina invisível. Nikole olhava e desviava os olhos, não demonstrando, com isso, tristeza e nem desespero. Demonstrava que ainda não tinha aceitado a situação, ou estava enlouquecendo. Ou simplesmente observava o mesmo evento acontecendo a outras mães que saíam do posto de vacinação infantil.&lt;br /&gt;Enfim, o garoto definhou e desfaleceu, e Nahas, o resgatador, se voltou para a mãe.&lt;br /&gt;Insinuou que mostraria uma propaganda impressa de um transatlântico, mas não encontrou condições para fazer mais nada, e apenas arrastou Nikole e quem estivesse no caminho para um refúgio desconhecido. Ninguém sabia do que se tratava, porém ele seguia decidido.&lt;br /&gt;Por isso, pareceu assustado quando outra criatura violentamente anêmica, dessa vez muito maior e mais encorpada que ele, o segurou fazendo-o tropeçar. Nahas se esborrachou pesadamente no chão, usando uns bons metros de calçada para isso. Nikole quis retribuí-lo pela tentativa de resgate do seu pequeno. Tudo o que conseguiu, no entanto, foi receber dele a propaganda do Nocturnal Sonata, entre socos, dentadas, puxões e chaves de braço.&lt;br /&gt;“Veja o itinerário, talvez dê tempo de alcançar o navio na África do Sul!”, ele berrou, já quase dominando o infectado que o atacara. “Corra! Esse vai morrer logo, mas se você continuar aqui, haverá outros!”&lt;br /&gt;Assim Nahas apareceu e desapareceu, deixando com Nikole sua bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Érica recebeu a notícia da morte da amiga por celular, segundos após ela ter ocorrido. Era a primeira na lista de chamadas recentes no aparelho de Alice. Alice também apareceu entre as primeiras vítimas de uma adulteração supostamente terrorista na vacina da AIDS, durante o telejornal da noite.&lt;br /&gt;A companheira de infância costumava se mostrar forte em situações assim, e não fez diferente dessa vez. Se não tivesse suplicado ardentemente para ficar com o desenho que levara seu nome, os pais de Alice diriam que ela não se importava com a perda. Os de Érica, porém, sabiam o que ela escondia por conveniência. Fizeram, então, os planos para uma viagem memorável em família. Não esperando que a jovem se divertisse e esquecesse de tudo temporariamente, apenas que tivesse um tempo para se recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Amor, estou me sentido meio estranha.”&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4103077977516868443?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4103077977516868443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4103077977516868443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4103077977516868443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4103077977516868443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/sonata-noturna-4.html' title='Sonata noturna [4]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8755296305789504680</id><published>2009-01-17T16:46:00.004-02:00</published><updated>2009-01-17T16:52:48.318-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [3]</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Publicidade (3/10)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cruiseweb.com/images/DestPhotos/TRANSATLANTIC.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 341px; height: 162px;" src="http://www.cruiseweb.com/images/DestPhotos/TRANSATLANTIC.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Foto: Google&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Transatlântico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nocturnal Sonata&lt;/span&gt; – Descubra o Novo Mundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você sempre sonhou em viajar num navio como os da História, porém com o conforto e as facilidades de hoje em dia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nocturnal Sonata&lt;/span&gt; é a sua melhor escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um estilo nostálgico, desenho feito em homenagem aos antigos navegadores e decoração memorável, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonata&lt;/span&gt; exibe um ambiente agradável e glamouroso, aliado à tecnologia e à praticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nau conta com cinco restaurantes temáticos; serviço 24 horas de lanchonete nas cabines; quatro piscinas, incluindo uma com teto retrátil, uma com toboágua e uma infantil; solários; oito jacuzzis; quadra esportiva com arquibancada; shows; teatro; sauna e banho turco com vista para o mar; onze bares internos e externos; discoteca teen e discoteca adulta; cassino com roletas, pôquer, caça níqueis e blackjack; e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro desta temporada está impecável: partindo de Lisboa, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonata&lt;/span&gt; descerá para os paraísos escondidos do arquipélago de Cabo Verde, fará uma parada para passeios nas praias isoladas da costa oeste da África do Sul, outra no Nordeste do Brasil, para festas e passeios, e ainda várias paradas no Caribe. Em seguida, atracará para um grande concerto em Funchal, antes de dirigir-se para o ponto final, Miami.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua cabine, nas piscinas ou em qualquer compartimento você se sentirá parte da realeza, e sua diversão e descanso estarão garantidos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8755296305789504680?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8755296305789504680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8755296305789504680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8755296305789504680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8755296305789504680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/sonata-noturna-3.html' title='Sonata noturna [3]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5991355748779453385</id><published>2009-01-17T00:15:00.004-02:00</published><updated>2009-02-26T12:42:53.514-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>As 500+ da Kiss FM</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bigearflux.files.wordpress.com/2008/07/freddie-mercury.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 427px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bigearflux.files.wordpress.com/2008/07/freddie-mercury.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lucas Servidoni&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de dezembro, ás 4 horas da tarde, começou com The Beatles - I Should Have Known Better as 500+ de 2008 da Kiss FM. A lista foi construída a partir de uma votação sobre qual era o melhor clássico do rock de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vencedora só apareceu no dia 2 de Janeiro, ás 4 da manhã, quando após Stairway to Heaven, que ficou em segundo lugar, começou a tocar a campeã: Bohemian Rhapsody do Queen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a lista é muito grande, eu vou colocar apenas as cinquenta (sem trema agora!!!) primeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;050 - Queen &amp;amp; David Bowie - Under Pressure&lt;br /&gt;049 - Led Zeppelin - Kashimir&lt;br /&gt;048 - AC/DC - Back in Black&lt;br /&gt;047 - B-52's - Legal Tender&lt;br /&gt;046 - Rolling Stones - Jumping Jack Flash&lt;br /&gt;045 - Whitesnake - Love in no Stranger&lt;br /&gt;044 - Elvis Presley - Hound Dog&lt;br /&gt;043 - Deep Purple - Burn&lt;br /&gt;042 - The Doors - Gloria&lt;br /&gt;041 - Chuck Berry - Johnny B. Goode&lt;br /&gt;040 - Pink Floyd - Another Brick in The Wall (Part II)&lt;br /&gt;039 - Queen - We Are the Champions&lt;br /&gt;038 - Survivor - Eye of the Tiger&lt;br /&gt;037 - Creedence Clearwater Revival - Have You Ever Seen the Rain?&lt;br /&gt;036 - Bad Company - Bad Company&lt;br /&gt;035 - Scorpions - The Future Never Dies&lt;br /&gt;034 - Alice Cooper - No More Mr. Nice Guy&lt;br /&gt;033 - The Cult - Edie (Ciao, Baby)&lt;br /&gt;032 - Pink Floyd - Hey You&lt;br /&gt;031 - Janis Joplin - Cry Baby&lt;br /&gt;030 - Ramones - Do You Remember Rock'n'Roll Radio?&lt;br /&gt;029 - Black Sabbath - Iron Man&lt;br /&gt;028 - Aerosmith - Dream On&lt;br /&gt;027 - Kiss - Rock and Roll all Nite&lt;br /&gt;026 - The Who - Baba O'Riley&lt;br /&gt;025 - Iron Maiden - Fear of the Dark&lt;br /&gt;024 - Guns n' Roses - Welcome to the Jungle&lt;br /&gt;023 - Rolling Stones - Out Of Tears&lt;br /&gt;022 - Rush - Manhattan Project&lt;br /&gt;021 - David Coverdale - Cryin' for Love&lt;br /&gt;020 - Ronnie James Dio - Rainbow in the Dark&lt;br /&gt;019 - Eric Clapton - Forever Man&lt;br /&gt;018 - Beatles - While My Guitar Gently Weeps&lt;br /&gt;017 - Joe Cocker - Unchain My Heart&lt;br /&gt;016 - Kiss - Lick it Up&lt;br /&gt;015 - Ozzy Osbourne - No More Tears&lt;br /&gt;014 - Journey - Don't Stop Believing&lt;br /&gt;013 - Elvis Presley - Tutti Frutti&lt;br /&gt;012 - Jimi Hendrix - Hey Joe&lt;br /&gt;011 - The Eagles - Hotel California&lt;br /&gt;010 - Elvis Presley - Jailhouse Rock&lt;br /&gt;009 - Beatles - Love Me Do&lt;br /&gt;008 - Eric Clapton - Cocaine&lt;br /&gt;007 - Rush - Tom Sawyer&lt;br /&gt;006 - Dire Straits - Sultans of Swing&lt;br /&gt;005 - Rolling Stones - Satisfaction&lt;br /&gt;004 - Deep Purple - Smoke On The Water&lt;br /&gt;003 - Beatles - Help!&lt;br /&gt;002 - Led Zeppelin - Stairway to Heaven&lt;br /&gt;001 - Queen - Bohemian Rhapsody&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a lista estar muito boa, eu prefiro a do ano passado, que contou com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10º - The Doors - Light my Fire&lt;br /&gt;09º - Kiss - Rock’n Roll All Nite&lt;br /&gt;08º - Metallica - One&lt;br /&gt;07º - AC/DC - Back in Black&lt;br /&gt;06º - The Rolling Stones - Satisfaction&lt;br /&gt;05º - The Beatles- Help!&lt;br /&gt;04º - Deep Purple - Smoke on the water&lt;br /&gt;03º - Pink Floyd- Another Brick in the wall&lt;br /&gt;02º - Led Zeppelin - Stairway to heaven&lt;br /&gt;01º - Queen - Bohemian Rhapsody&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,255)"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/irp8CNj9qBI&amp;amp;hl=" fs="1" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5991355748779453385?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5991355748779453385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5991355748779453385' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5991355748779453385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5991355748779453385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/as-500-da-kiss-fm.html' title='As 500+ da Kiss FM'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4164403756436261026</id><published>2009-01-09T12:09:00.005-02:00</published><updated>2009-01-09T12:15:16.897-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do capítulo obscuro, espelho 60 - Finale</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3097/2925049684_b597216e3b.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 500px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3097/2925049684_b597216e3b.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chovia. A camada de água que cobria a Estrada refletia ruídos distantes, como o de um motor rugindo e trabalhando a muitos quilômetros por hora. Uma caminhonete vermelha passou zunindo pela estrada deserta. O motorista, João, a dirigia sem se importar com outra coisa que não o próprio caminho. As lágrimas haviam voltado ao seu rosto, lágrimas de raiva, tristeza, e outras coisas mais. O vento entrava pela janela e fustigava as mãos e o rosto dele, que firmemente se contraíam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A linha contínua de árvores dava lugar, logo à frente, a um desvio. Um conhecido e antigo desvio que João tomou sem pestanejar. Virou o volante com violência e com violência entrou pelo portão do lugar. Uma casa, grande e bonita, dessas que não se pode dizer precisamente que idade têm, se ergui imponente sob a chuva. João freou de uma só vez sobre o cascalho e abriu a porta da caminhonete empurrando-a com força para fora. Saltou do carro direto para uma poça de água e contornando o carro dirigiu-se para a entrada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes mesmo de alcançar a porta, já gritava: "PAI! PAI!", e sem tocar a campainha entrou na casa. O vestíbulo estava vazio e silencioso. Passou para o outro cômodo, e ouviu um ruído. Perseguindo aquilo que rezava para ser o fim de seus problemas, entrou por uma porta...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na sala de estar, uma vitrola tocava o disco &lt;em&gt;Through a Glass, Darkly&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;The Sandmen&lt;/em&gt;, no volume máximo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Hoje vemos através de um espelho, obscuramente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;- I Coríntios 13:12&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4164403756436261026?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4164403756436261026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4164403756436261026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4164403756436261026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4164403756436261026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-captulo-obscuro-espelho-60.html' title='Através do capítulo obscuro, espelho 60 - Finale'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-157948291441053178</id><published>2009-01-08T23:03:00.008-02:00</published><updated>2009-01-09T22:02:19.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [11]</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Alternativas para a Pena de Morte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1- O Tratamento do Sarcasmo:&lt;/strong&gt; “Inventado” pelo alemão Rulph Krauss, essa alternativa para a pena de morte consistia em “punir” o criminoso com exatamente o contrário do que esse espera. No seu julgamento, o homem em questão não só é liberado pelo Juiz como ainda recebe uma grande indenização do Estado, mesmo que todas as evidências apontem para a sua culpa (na verdade, especificamente nesse caso). O criminoso então é liberado para viver a vida comum de um cidadão nacional, com a diferença de que ele possui uma abundante quantia de dinheiro.As pessoas da cidade logo são instruídas a dá-lo o melhor tratamento possível, afinal esse homem passa agora a ser “um grande exemplo” do “cidadão ideal”. Os membros da família da vítima ainda iriam se “desculpar” por ter acusado o homem de ter feito um “terrível mal” para o mundo, e pagam uma indenização para este. Baseado no argumento de que a total falta de justiça poética levará o criminoso a desenvolver uma consciência por seus atos e fazer o máximo para se redimir, o “culpado” é então nomeado Rei do local onde mora numa cerimônia de “comemoração” e ainda pode escolher sobre qual “Amor” prefere passar a eternidade recebendo ao escolher da mais linda mulher de sua cidade para ser sua Esposa. Em seu casamento, todo membro da cidade, agora um reino, é obrigado a pagar impostos de soberania e perfeição ao indivíduo além de cultuá-lo como um Deus até que esse diga a verdade sobre seus crimes. Uma versão teste dessa punição foi testada num homem austríaco, mas foi considerada um fracasso e muito pouco se sabe sobre o que realmente aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- A cadeira falsa:&lt;/strong&gt; Nesse caso, o homem, vamos chamá-lo de “criminoso”, recebe sua sentença de Pena de Morte normalmente, na frente de um júri, e o processo se segue de forma banal até que chegue a hora do encontro do “criminoso” com a cadeira elétrica. Nesse momento, sem que o “criminoso” note, a potência do choque é ligeiramente rebaixada até um nível que apenas faz com que seus pelos púbicos instantaneamente virem pó, o que impede sua morte (além de economizar umas notas para o Governo). Porém, por todo o tempo que transcorre posteriormente à “execução” do “criminoso”, todos os cidadãos do mundo são impedidos de se comunicar de qualquer maneira com o homem, sob risco de Pena de Morte, e todos os pertences desse são queimados e seus documentos apagados, fazendo com que o “criminoso” acredite ter realmente sido executado, sendo um fantasma no mundo moderno, conseguindo apenas conversar com “mortos” iguais a ele.&lt;br /&gt;Essa alternativa foi considerada um desastre, pois na maioria das vezes o “criminoso” percebia que, por não ser notado por ninguém na face da Terra, não haveria conseqüências para suas ações e, portanto, passou a cometer ainda mais crimes do que cometia antes. Seu aprisionamento também se complicava, já que nenhum documento ligado a ele tinha existência e sua face era irreconhecível.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Psicologia Reversa:&lt;/strong&gt; Essa alternativa para a pena de Morte foi feita em 1957, até que alguém notou sua incrível semelhança com o Tratamento do Sarcasmo, chegando ainda a ser tentada de novo em 1976, devido a uma seqüência de enganos, originados quando Donny Bono escutou do juiz que seu teste “não poderia se seguir de jeito nenhum” pois apresentava “incrível semelhança a um fracasso passado”. Achando que o juiz estava sendo irônico ao usar Psicologia Reversa nele mesmo (Donny), Donny respondeu com sarcasmo que, portanto, não ira mais prosseguir com usa experiência social “de jeito nenhum”.&lt;br /&gt;Condenado à morte por recriar a recriação de um fracasso, Donny foi para a cadeira elétrica, no tempo em que esta era falsa, o quê significaria que ele ainda estaria vivo hoje em dia senão fosse pela sua idéia de Psicologia Reversa finalmente sair do papel no Congresso, na tentativa fazer todos se sentirem melhor ao matar um prisioneiro, por meio de fingir que esse estava morto ao introduzir-se uma cadeira elétrica falsa no processo, sendo que depois, envolto de segredos, ele acabaria sendo reversamente morto mesmo assim pelos seus crimes, mantendo para o povo, porém, a idéia de que o criminoso ainda estaria anonimamente vivo pelo mundo, deixando todos contentes. Ok, na verdade, ninguém tem certeza se Donny foi executado ou não devido a certos enigmas comunalmente apresentados por qualquer sistema Judicial da história. de qualquer jeito, se ele ainda está vivo, ele acredita que está morto, ao menos que tenha empregado novamente a Psicologia Reversa em si mesmo, corretamente se enganando de que está vivo e...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4-Tom Cruise:&lt;/strong&gt; Uma vez esse ator americano disse “Não é fácil ser Tom Cruise”. Ele está certo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5-Velhice:&lt;/strong&gt; Nessa versão Natural de punição, o condenado, com o tempo, começa a sofrer de falência de orgãos, diminuição do contato com os entes queridos, pele enrugada, perda de cabelo e memória (cada fio representa cerca de uma hora), desconexão com tecnologia, incapacitação de estimulo sexual a outros, incapacitação sexual, aumento de apetite sexual, odor "de velho", uso de linguagem rústica, doenças aleatórias, ligação simbiótica com novelas/pesca/palavras-cruzadas, dificuldade em cancelar contas de telefone, abuso geral de qualquer outro, entre demais severas e desnecessárias punições até que o indivíduo conquiste a morte. De certo modo, a prisão perpétua é adicionada, pois o indivíduo passa é confinado numa caixa de madeira até a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu nunca me esquecerei...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;...daquele verão de 42, quando minha cidade estava na Blitz&lt;br /&gt;...de quando minha língua finalmente tocou meu cotovelo, de forma desconexa&lt;br /&gt;...de como é engraçado sentir o toque de um celular enquanto este vibra, dos intrínsecos de seu esôfago&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...da ordem presente na Natureza quando os grãos de milho explodem e viram pipoca, mesmo com todos os obstáculos que coloquei sobre eles ao alimentá-los a um gato primeiro antes de colocar tudo no microondas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...do doce cheiro das rosas...Que você tenta se forçar a sentir enquanto você se livra de um corpo com um esfregão, um facão, pinga e uma banheira num motel abandonado&lt;br /&gt;...da expressão que combinava “Isso tem gosto amargo” e “Acabei de ver um cachorrinho morto na rua” no rosto de minha mulher quando eu lhe disse docemente “Eu tenho me injetado com estrogênio para que meus mamilos possam ser tão sensíveis quanto os seus...”&lt;br /&gt;...do cachorrinho morto que eu vi na rua, uma vez que eu estava tomando um sorvete de manga&lt;br /&gt;...da plena diferença entre “sexo” e “estupro consensual”, que você aprende, forçadamente, na prisão &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...de escutar "Você foi meu primeiro e único Amor" de minha primeira namorada, enquanto estava de cuecas no banheiro segurando uma arma, mantendo sua família refém&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;...de finalmente falar com meus pais após 25 anos no asilo qe os coloquei em seu 45º aniversário, como parte de Serviço Comunitário&lt;br /&gt;...de Juninho, Carlos e Antônio, Laura, Júlia, a pequena Marina e todos os outros demônios que habitam meu crânio&lt;br /&gt;...de sair do ventre de minha mãe...Pela segunda vez.&lt;br /&gt;...de quanta nudez era envolvida na cantoria de clássicas canções religiosas até que o primeiro pêlo apareceu debaixo do meu braço &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;....do respeito e caridade que você recebe dos outros, quando você anda pelas ruas com um arco-e-flecha nas costas&lt;br /&gt;...[algo gratuitamente ofensivo e inesperado]&lt;br /&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.planetperplex.com/img/warren_wave.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 444px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.planetperplex.com/img/warren_wave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-157948291441053178?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/157948291441053178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=157948291441053178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/157948291441053178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/157948291441053178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/anti-humor-11.html' title='Anti-Humor [11]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-858827447473672829</id><published>2009-01-08T15:23:00.003-02:00</published><updated>2009-01-08T15:34:28.732-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 59</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ae8CsQgI/AAAAAAAAFAY/G2SxsFEcFHE/s640/ARTi%20110.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ae8CsQgI/AAAAAAAAFAY/G2SxsFEcFHE/s640/ARTi%20110.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A fita entrou no tocador e logo estava sendo lida. O ruído dos primeiros centímetros sem gravação apareceu nas caixas de som da caminhonete. Lentamente, um outro ruído tomou o lugar do chiado. Um som baixo e grave que parecia vir das profundezas do abismo. E então, de repente, o carro explodiu em som e fúria, assustando João, que quase não prestava atenção na música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Filho, eu preciso falar com você...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A última canção, a faixa perdida, sendo ouvida pela primeira vez em décadas. Para João, isso significava muito mais do que teria significado para Ferdinando. Ele amara &lt;em&gt;The Sandmen&lt;/em&gt; desde criancinha, e conhecer o segredo e ouvir a faixa perdida era uma oportunidade tão maravilhosa que quase compensava os treze anos de amnésia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Diga, pai...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repreendendo-se por pensar tais coisas, João voltou toda sua atenção para a música. A cacofonia do princípio dera lugar a uma suave melodia. As vibrações da caixa de som pareciam deixar o estofo do banco, o volante, até mesmo o próprio piso mais leves. João via seus braços, seus dedos e suas pernas e eles lhe pareciam difusos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Eu preciso te confessar uma coisa...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era como se eles estivessem também vibrando, como a caixa de som vibrava, e num instante todo o carro vibrava da mesma maneira. Não uma vibração estrondosa, mas uma vibração de prazer, um tremor leve que tentava forçar para fora uma imensa sintonia. Logo parecia que tudo estava tomado por um leve brilho, que deixava todo o carro, e a própria estrada, no mesmo tom de cor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Não, não, não repita isso, não!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquela estrada, aquela chuva, porém, mesmo em meio à luz suave e às vibrações que percorriam seu corpo, lembravam a João de coisas ruins. As lembranças ruins insistiam em voltar, tanto as dele quanto as de Ferdinando, e juntas formavam uma única lembrança...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Pare!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De novo João assustou com um estrondo da música. &lt;em&gt;Filho, volte aqui, eu preciso terminar.&lt;/em&gt; Agora tudo parara de vibrar e continuava em cores dissonantes. &lt;em&gt;Eu te odeio!&lt;/em&gt; Ele balançou a cabeça, tentando espantar o sono, e tirou a fita. &lt;em&gt;Pai, não... pai...&lt;/em&gt; Teria tempo para ouvi-la direito depois. &lt;em&gt;Pai...&lt;/em&gt; Naquele momento, só uma coisa importava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-858827447473672829?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/858827447473672829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=858827447473672829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/858827447473672829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/858827447473672829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-59.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 59'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ae8CsQgI/AAAAAAAAFAY/G2SxsFEcFHE/s72-c/ARTi%20110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6134803917187532560</id><published>2009-01-07T16:45:00.004-02:00</published><updated>2009-01-07T16:52:34.928-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 58</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ZEtRxmRI/AAAAAAAAE-U/YA-Ujym5Rd8/s640/ART%20010-1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ZEtRxmRI/AAAAAAAAE-U/YA-Ujym5Rd8/s640/ART%20010-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele cambaleava pela mansão, sem uma noção exata de onde estava ou o que fazia ali. Corpos se amontoavam a seu redor, todos vestidos exatamente da mesma maneira. O barulho dos tiros e dos gritos ainda soava em sua cabeça, e ele se lamentava por ter deixado a arma lá em cima e não poder enfiar uma bala na própria cabeça agora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele tinha que... agora pensava melhor. Tinha que sair dali. Os policiais chegariam, cedo ou tarde, mesmo na tempestade, veriam aquele inferno, seria um inferno ainda maior. Precisava de um carro, isso, de um carro. Foi para a garagem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Demorou para encontrar o lugar onde a garagem ficava. Entrou um pouco cauteloso, não havia ido até ali, alguém poderia estar se escondendo. Mas não havia nada. Somente várias fileiras de carros. Acendeu as luzes e os carros reluziram. Foi passando por cada um deles lentamente. As chaves estavam todas na ignição. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar do luxo dos primeiros modelos, um carro em especial chamou sua atenção. Estava quase totalmente coberto, enfiado no fundo da garagem. Ele foi até lá e puxou de uma vez o pano. Era um carro bonito. Uma dessas caminhonetes que faziam sucesso quinze ou dezesseis anos atrás. Estava coberta de pó, mas o vermelho da lataria ainda estava bem visível. Curioso, ele olhou para a placa. Aquela caminhonete era de...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagine-se gritando em silêncio, por dentro. Imagine que alguém fez um buraco minúsculo na sua pele e por ele com um gancho está retirando todos os seus órgãos internos, para depois colocá-los de volta em ordem diferente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O grito de João foi mais ou menos assim. Como naquelas vezes em que a gente dorme e, aparentemente depois de só piscar, já acorda, ele fechou os olhos quando um carro invadia a luz dos faróis do carro de Hartman e os abriu dentro de uma garagem desconhecida, ao lado de sua caminhonete roubada, assustado pelo acidente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, assim que acordou, viu enfiados dentro de sua cabeça, de uma só vez, numa fração de segundo, todo o medo, a perplexidade, a angústia, a curiosidade, o desespero, a dúvida, o tédio, a calma, a serenidade, o prazer, a frustração, o rejúbilo, o cansaço, a felicidade, a alegria, a impaciência, o ódio o amor e a dor que Ferdinando Peregrino Nápoles, o Tolo, sentira durante treze anos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ao mesmo tempo, toda a vida dele, João, voltava de uma só vez. Sua infância, adolescência, juventude... Ele agora se lembrava de tudo. Da tragédia da mãe, dos problemas com a irmã... lembrava-se, o mais doloroso, do que acontecera com seu pai. E tudo vinha, tudo voltava, de uma só vez, sem misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João caiu no chão e começou a se arrastar, sentado mesmo, com as mãos se esfolando no piso de concreto, enquanto suas duas identidades se digladiavam, destruíam e reconstruíam, uma sobre a outra, uma enxertada na outra, uma sendo a outra. O choque o paralisou, finalmente, e de olhos arregalados, boca aberta e cabelos desgrenhados ele ficou ali durante vários minutos vendo suas duas vidas sendo repetidas diante de seus olhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois, deixou-se cair lentamente até o chão. Com a cabeça encostada no concreto, começou a chorar. Durante longos minutos, ele chorou, gemendo baixinho e deixando as lágrimas molharem o chão. Até que seus olhos secaram e a poeira começou a feri-las. Com grande esforço, então, ele se levantou e, quase se arrastando, foi até caminhonete. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrou na cabine e deu partida, mas o motor não pegou. Girou a chave de novo, e novamente o motor não pegou. Girou a chave mais uma vez e ficou segurando-a, até que, com um estrondo, o motor começou a funcionar. Um pouco desajeitado, ele manobrou na garagem e começou a se dirigir para fora. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto atravessava o caminho até o portão de saída, pensava em como poderia ter sido tão idiota de deixar a chave na ignição aquele dia em que ele fora roubado. Se ele não tivesse deixado a chave lá, o carro não teria sido roubado, ele não teria sofrido o acidente, nem perdido a memória. Mas agora era tarde demais. Tudo aquilo tinha acontecido, e agora ele estava aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ferdinando já resolvera todos os seus problemas, mas a João ainda restava um. Ele precisava voltar para casa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6134803917187532560?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6134803917187532560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6134803917187532560' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6134803917187532560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6134803917187532560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-58.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 58'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_ZEtRxmRI/AAAAAAAAE-U/YA-Ujym5Rd8/s72-c/ART%20010-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6360787796478641797</id><published>2009-01-06T21:06:00.002-02:00</published><updated>2009-01-06T21:11:14.121-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 57</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uEoP4P1I/AAAAAAAAFTo/RvkmgeVc3tA/s640/DSC01362-1.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uEoP4P1I/AAAAAAAAFTo/RvkmgeVc3tA/s640/DSC01362-1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele até tentou dizer alguma coisa, mas foi inútil. O homem entrou enlouquecido com o carro pelo portão e atirou no Bob e no Tim, que estavam fazendo ronda por ali. Roubou a metralhadora de um deles e começou a atirar. Mandamos os homens pra cima dele mas ele parecia um demônio ensandecido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, espere!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele chegou à casa principal, continuou atirando, se escondeu no banheiro, desviou de alguns tiros, matou mais um, pegou a arma de um corpo, pegou a arma de outro, agora está com duas atirando pra todo lado, você precisa se esconder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu posso explicar, você não entende!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos para a sala blindada, chamei um helicóptero, ele vai demorar muito pra conseguir alcançar a gente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Eu estava descontrolado, achei que você tinha me traído, roubado o segredo pra você.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele já derrubou outra barreira, eu não sei como ele consegue, parece um exército de homens, nossos seguranças são os melhores, como eles podem cair desse jeito?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Não, não, por favor, não faça isso, foi um deslize não vai acontecer de novo pare com isso e eu te darei poder, dinheiro, mulheres, respostas... eu te darei respostas!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em cinco minutos ele vai entrar aqui o helicóptero nunca vai conseguir chegar a tempo, ei, o que é esse barulho se afaste da porta ela vai explod...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Pare! Pare! Eu conheço seus segredos, eu sei quem você é, seu passado, sua origem, tudo!, eu trouxe você aqui, pare e eu lhe explicarei tudo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele estendeu o braço e atirou, uma só vez. A bala atravessou pelo meio dos olhos do homem que gritava ensandecido e tirou-lhe a vida em um único segundo. O vento empurrava muita água para dentro e já começava a inundar o recinto. Ele largou a arma ali, tirou as luvas e deu uma última olhada no corpo morto e repulsivo de Tito Heisenberg antes de descer as escadas correndo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6360787796478641797?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6360787796478641797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6360787796478641797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6360787796478641797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6360787796478641797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-57.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 57'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uEoP4P1I/AAAAAAAAFTo/RvkmgeVc3tA/s72-c/DSC01362-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8736275810084744840</id><published>2009-01-05T12:22:00.000-02:00</published><updated>2009-01-05T12:22:00.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 56</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_d3cP_4lI/AAAAAAAAFE4/iwOYe8Apz1o/s640/Variadas%20093-1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 325px; CURSOR: hand; HEIGHT: 232px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_d3cP_4lI/AAAAAAAAFE4/iwOYe8Apz1o/s640/Variadas%20093-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O choque impediu qualquer racionalização. A estranheza de ouvir a própria morte no rádio não suplantava o medo desesperado de ouvir a morte da mulher e da filha. Quase batera ao ouvir aquelas palavras, mas imediatamente recobrara a velocidade e voara pela estrada até chegar em Miranda. Felizmente as ruas da cidade estavam vazias devido à tempestade e ele pôde entrar em várias contramãos e andar sobre várias calçadas para chegar mais rápido em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu peito já doía antes mesmo de ele avistar a casa, mas ao saltar do carro e encarar as cinzas molhadas e os destroços, sua única reação foi vomitar. Não sobrara nada. Uma fita da polícia cercava a casa, mas já estava quase toda destroçada pelo vento. Ele se aproximou, e entrou correndo pelo quintal. A grama estava toda queimada, e os anões de jardim pareciam pedaços de carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou pelas paredes derribadas que um dia haviam sido os limites de sua casa. A água já apagava no chão o traçado de giz de três corpos, um deles pequeno e frágil. Mas não apagava a dor que aquele homem encharcado sentia. Aquilo não poderia ser lavado por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistindo para não chorar, Ferdinando tentou imaginar de quem seria o terceiro contorno de giz, quem teria estado na casa, mas não conseguia pensar em nada. Só o que ele pensava era em como Tito Heisenberg era louco e como ele era capaz de fazer qualquer coisa. Ele pensava em como o maldito trouxera alguém e matara ali junto com Miranda e Sabine, para depois botar fogo em tudo, a fim de despistar a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio de Ferdinando estava turvo, mas ele sabia que não havia motivo nenhum na terra para Tito fazer aquilo. Ele só se atrasara, meu Deus, que espécie de mentalidade reagiria desse jeito? Ódio, perplexidade, tristeza, desespero, dor, cada gota de chuva que batia contra a cabeça de Ferdinando vinha carregada de todas essas coisas, e escorria junto com elas enquanto a alma daquele homem, daquele pobre Tolo desmemoriado, vazava e ia murchando pouco a pouco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já era noite plena sobre as nuvens, e Ferdinando continuava ajoelhado sobre o túmulo de sua vida. Ali jazia tudo que ele construíra durante treze anos, a partir do que Nino lhe deixara. Mas Nino se fora, Ernest se fora, o gato se fora... Kaspar Hauser se fora, há muito tempo atrás... e agora iam Sabine, Miranda, e um anônimo que adotara seu nome. E, nesse tempo todo, ele nunca conseguira recuperar sua memória, nunca conseguira recuperar sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras de Nino, mais uma vez, o assombravam. "&lt;em&gt;Eu achava que aquilo poderia durar para sempre, você fazendo as vezes de meu irmão e tudo o mais. Mas eu estava enganado. Aquilo, por melhor que possa ter sido, era só uma ilusão."&lt;/em&gt; E assombravam. &lt;em&gt;"Assim, de uma hora pra outra, alguém enfiou uma adaga no peito dele e fez aquela figura que me acompanhara a vida toda, que sempre me parecera tão sólida, desaparecer."&lt;/em&gt; E assombravam&lt;em&gt;."Eu preciso ir atrás de algo mais verdadeiro, mais perene."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanto tempo, ele compreendia finalmente o sentido daquelas palavras. Toda a vida de Ferdinando Peregrino Nápoles fora uma ilusão. O Tolo chegara, apagado e vazio, em Miranda, e então havia deixado construírem sobre ele algo que não era ele. Se tornara assassino de Hauser, irmão de Nino, herdeiro dos Nápoles e de Ernest, dono do armazém, marido de Miranda, pai de Sabine. Mas aquilo não era ele. Não &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt;, de verdade, mas só uma ilusão. E agora, essa ilusão estava terminada. Todos os feiticeiros e gnomos que haviam tomado parte dela estavam mortos. Todos. Nino, Ernest, Hauser, Momo, Miranda, Sabine. Ferdinando Peregrino Nápoles estava morto. Havia sido noticiado no jornal. Haviam encontrado seu corpo e o de sua família queimados em um incêndio acidental aquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ele estava limpo novamente. O Tolo regredira ao princípio, apagado e vazio. Era só uma folha em branco, um saco vazio, um vagante. Estava pronto para começar uma nova vida, prontíssimo! Mas faltava ainda uma coisa. Antes, precisava terminar o serviço da última. Antes, precisava se desligar completamente do que havia sido por treze anos. Antes, precisava matar Tito Heisenberg.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8736275810084744840?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8736275810084744840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8736275810084744840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8736275810084744840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8736275810084744840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-56.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 56'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_d3cP_4lI/AAAAAAAAFE4/iwOYe8Apz1o/s72-c/Variadas%20093-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3264113430721334012</id><published>2009-01-04T12:32:00.006-02:00</published><updated>2009-01-04T18:23:16.552-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3225/3156644836_e538fe23a0.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 314px; height: 419px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3225/3156644836_e538fe23a0.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PEGADAS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro, mas as pegadas permanecem logo atrás de mim. Não há tempo, distância ou velocidade que possa apagá-las. E o vento? Também não. O vento leva apenas a forma física do buraco na areia, porém a essência permanecerá para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;A respiração está ofegante e os olhos nublam periodicamente... crio, nas imensas paredes rochosas, meus fantasmas de tempestade: a garrafa de uísque no chão, os olhos sombrios e estilhaçados, o corpo taciturno ao pé da escada, a árvore de Natal incendiada pelas luzes pisca-pisca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que passou o Natal, até já entramos em um novo ano... a árvore, todavia, continuava na sala apenas por preguiça de desmontá-la. Talvez, não sei, era necessário que fosse testemunha - inanimada, velada, solene -, antes de tornar-se fuligem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ela aparece um pouco desfigurada entre as fendas das pedras. As lágrimas não são suficientes para levá-la embora. Minha mente, frenética, ainda digere a idéia da fuga... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não é fuga!"&lt;/span&gt; e a voz explode ao colidir com o ar. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não é fuga!"&lt;/span&gt; e há vertigem na frase. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Fuga... fuga... fu..."&lt;/span&gt;, a repetição amolece a idéia e torna-a mais fácil de ser compreendida... é fuga, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuga de mim mesmo, de um futuro que tentei não construir, de um clímax calculado e do épico envolto pelo manto da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego à orla da praia. À frente, o mar - turvo, misterioso, entorpecente, convidativo. Atrás, as pegadas - fantasmas, estúpidas, eternas, cacos de vida. Sorrio... irônico da minha situação; chuto uma porção generosa de areia e cada grão reflete o sol - faz tempo que não olho para o céu. Hoje, está sem-graça: não há nuvens, assim como ontem à noite não havia estrelas. Entro na água, a qual engole meus pés... pernas... braços... depois, num momento sublime, percebo-me todo imergido e aprecio a idéia de não saber nadar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só uma questão de segundos para romper o meu cordão umbilical com a vida. Como sempre ouvi falar, as lembranças chegam (aos montes) e afundo cada vez mais - na água e na nostalgia. Falta o ar, chega a agonia de saber que não há volta... bato os braças e as pernas descompassadamente, engulo cada vez mais água. Vejo, em flashes, a noite passada e a covardia me empurra para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começam os delírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sereia, uns familiares, um ídolo da infância... um salva-vidas (um salva-vidas?) - nadando em minha direção, segurando meus braços, colocando minha cabeça para fora das ondas. Uma rajada de ar infla meus pulmões; respiro vagarosamente, sem motivos para voltar à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou vivo... se pudesse, escolheria a morte covarde - não posso mais. Resta-me o inevitável: uma nova chance de enfrentar as pegadas eternas da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3264113430721334012?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3264113430721334012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3264113430721334012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3264113430721334012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3264113430721334012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/para-ler-com-pressa.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4528443587905764155</id><published>2009-01-02T23:25:00.002-02:00</published><updated>2009-01-02T23:29:54.995-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 55</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3155/2959642770_3e02c02205.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 316px; height: 237px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3155/2959642770_3e02c02205.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado de esperar a água parar de cair e temeroso de atrasar-se para o encontro com Tito, Ferdinando saiu da proteção da ponte e voltou para a rua. Embora não enxergasse praticamente nada, conseguiu encontrar o caminho para fora da cidade e logo estava na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notou ali, longe da iluminação das casas e dos prédios comerciais, que já estava escuro. Não sabia porém se era tudo efeito das nuvens cada vez mais negras que se despejavam do céu ou se o pôr-do-sol já passara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de pensar em que loucura Tito poderia cometer por um mero atraso Ferdinando tremia, e se culpava por perder tanto tempo conversando com Ariel. Ele tinha, porém, conseguido descobrir o segredo, e a fita estava consigo. Tudo ficaria bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ligou o farol alto e aumentou a velocidade. Precisava chegar logo, a chuva não o pararia de novo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ansioso de ouvir alguma outra voz humana e saber algo sobre o tempo, Ferdinando ligou o rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;A presidência... bzzbzz..&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela era uma rádio de Miranda, por isso não pegava perfeitamente. À medida que se aproximasse da cidade, porém, ouviria as notícias melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;O cientista... bzzbzz... além de... bzzbzz&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da escuridão e da chuva, ele reconheceu as luzes do posto em que abastecera pela manhã. Já estava nos limites da cidade, agora tinha certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O tempo: uma tempestade se abate sobre a região. A chuva cai torrencialmente, há muitos relâmpagos e vento. Recomendamos às pessoas que fiquem em casa. As previsões são de que chova ao menos até amanhecer. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando aumentou o volume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;i&gt;E uma última notícia: morreu hoje Ferdinando Peregrino Nápoles, sua mulher e sua filha, em um incêndio que destruiu a casa da família no bairro de Isla Bela. Ferdinando, dono do mercadinho local, chegara na cidade...&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4528443587905764155?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4528443587905764155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4528443587905764155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4528443587905764155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4528443587905764155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-55.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 55'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2842086224924679687</id><published>2009-01-01T21:26:00.012-02:00</published><updated>2010-04-30T23:56:02.456-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [10]</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Novo Regras de Gramáticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(esse texto estas de acordo com as novas regas/?!)&lt;br /&gt;(Y) Como todos os Brasil-eiros alfabetizados devem saber agora, 2010 representarár-se-à-ia um novos marcos para a Gramáticas. Isso significa que esses doze terão de quesse ajustar às novas regras propostas por Eustrábio Garoto, o Conde das Línguas, para dificuoltar mais a língua portuguesa a ponto de que finalmente todos a abandonem-na em troca da receptora e simples língua Inglesa, fotografada onti fazendo topless (palavra exclusiva desta) na ilha dos Termos Esquecidos, enquanto chutava areia no rosto de "supimpa" numa jogada inusitada de marketing (termo do qual possui os direitos*).5/2/2010&lt;br /&gt;Como foi notado-se, a língua portuguesa raramente utiliza-se das letras “W, Y, K, X, Q” e, portanto, foi criada a regra do “Rodízio de letras”. Assim em todosos meseses começados por letras e com mais de 3 vogais, o alfabeto será invertido, sendo que “A” passará a ser “Z”, “B” passará a ser “Y” e assim por diante. Dessa maneira, seguindo a praxe do politicamente correto, todasas as letrasas serão usadasas de maneira menos desigual.Porém será necessário que todo parágrafo escrito seja marcado com a data em que foi criado.5/2/2010&lt;br /&gt;Pensando também nos analfabetos quetêm dificuldades em lembrar de todas aquelas chatas e cansativas letras, foi decidido que cada letra irá receber um nome, facilitando seu aprendizado. “A”, por ex-emplo, será conhecido como “Felipe”; B  chamará “Cá”; “C” chamará “Cêi” e assim por diante nessa seqüência. Com a proposta de demonstrar um pouco de humor,distanciando do conservadorismo das últimas mudanças, o novo Português utilizará de dois novos pontos gramaticais:”(Y)” o fio dental e “P^)”, o pirata feliz, que demarcão trechos sarcásticos de textos..&lt;br /&gt;Uma enquête recenteentemente feita entre os brasileiros (entende-se: "os moradores da cidade Brasil no Amapá"), a letra "Q" foi votada a menos atraente e mais antiquada, sendo descartada nas pelas novas regras. Cientista$, engenheiro$ e "pessoa$ com doutorado em escrever" estãarão atualmente desenvolvendo uma nova letra, que possa resumir a vida moderna (tal como "T" fez pela Idade média) além de ser adorável, divertida, atraente e irritadiça, pois todossomos hum-anus. Embora o design seja um mistério foi revelado que a letra terá: "Um misto do misticismo do 'Y' com austeridade do 'F', e uma pontinha da inovação do 'Ç' ". A nova letra será usada por Ana Hickmann no SPFW em Março. Enquantoisso, o parceiro comum de "Q", "U" está sobre observação por tempo indeterminado, sendo vogal menos utilizada até agora, embora a palavra "utilizada" certamente a beneficiou, assim como "beneficiou".5/2/2010&lt;br /&gt;Para incentivar um aprendizado rápido dasas novas regras, o guverno queimará no mês de Aberiu toda obra ainda presente na versão obsoleta dos tempos de “2009”, esperando que exista uma rápida tradução desses. O primeiro Brasil-eiro a se alfabetizar vai ser premiado, com o nome incluído nas listas famosas da história, como:  “O protocolo de Kyoto”, “Os dez mais procurados do FBI”, “Tratado de Negação do Holocausto”, “O protocolo de Kyoto 2: agora a coisa tá fervendo” e irá para primeiro lugar na “Lista de espera para Transplante de Fígado” (caso o vencedor não tenha problemas no fígado, isso será arranjado).5/2/2010&lt;br /&gt;A transição para a nova gramáticas não foi sem-com-flitos pois, após tal aproximação dos países-de-línguas-portuguesas, Portugal declarou guerra ao Brasil depois de sua população finalmente conseguir compreender várias piadas típicas Brasil-eiras. Dois meses depois uma trégua foi anunciada, quando os portugueses entenderam a graça das piadas, com ajuda de Lula, em seu 8º ano de stand up. “É verdade, desmatamos tudo aqui à procura da raiz quadrada.Achei que desmatar era ressucitar,hehe” disse o Presidente português. P^)  5/2/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* seu uso indevido resultará no pagamento de...Royalties?!?Meu Deus, a Troca já começou. Inventem palavras próprias,caceralho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliando objetos em usos fora do seu propósito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas mostram que amizades existem desde tempos remotos, como observado em certos fósseis humanos de Pompéia, cerca de 75 d.c., nos quais notam-se dois amigos eternamente conservados e carbonizados no que aparenta ser o auge de uma versão primordial do high-five. Tão cedo o homem criou o instrumento e passou a ter possessões, há indícios de amizade pela História. Amizades são como namorar outros só que sem nenhuma possibilidade de sexo e, de algum jeito isso é legal, mas ao mesmo tempo, a amizade tem de ser o completo oposto disso senão convívios seriam desconfortáveis.&lt;br /&gt;...Alimentos não fazem bons amigos. Eles tendem a desaparecer em festas e te deixam sozinho. Na maioria do tempo, seu principal foco parece ser instigar seus companheiros a caírem em tentação. Não importava o quanto eu me empenhasse, todos meus relacionamentos com comida tinham um fim prematuro, como se delimitados por uma “data de validade” de sortes. Sempre que comentava sobre o meu peso (não me julge; eu já fui um bebê obeso), eles tinham o nervo de apenas ficarem estáticos e quietos à minha frente, me encarando sarcasticamente com seus carboidratos; me sentia falando com as paredes. Seus campos de emoções são restritos também: ou amargos ou doces; os poucos diferentes, como o “Romeu e Julieta” são bipolares demais para o meu gosto, me enjoam. A maioria dos alimentos também sempre se atrasam para compromissos, como a jantares chiques, e aqueles que são pontuais, como x-salada, estão sempre deselegantes e desarrumados. A personalidade dos alimentos também é muito manufaturada, como produtos de uma cultura de massas.&lt;br /&gt;Alimentos malemal têm grande paciência, principalmente os doces. Uma visita ao parque entre colegas (pretensos camaradas) logo se demonstrou insuportável e meus companheiros, um grupo de pequenos torrões de açúcar (pouco responsivos, devo adicionar) após não mais de cerca de 5 minutos sentados na grama, simplesmente levantaram-se e, sem nenhuma palavra, andaram lentamente até um pequeno montinho de terra com um buraco no meio, como se guiados por dezenas de pernas pequeninas; nunca mais os vi, tendo sentando lá por cerca de mais meia hora até digerir a ofensa (é, usei mesmo esse termo chulo; vocês me magoaram). O quê me incomodou ainda mais foi o fato deles não terem demonstrado a mínima possibilidade de locomoção anteriormente, tive de CARREGÁ-los até o parque, sob falsos pretextos de amizade. A personalidade de alguns alimentos chega a ser tão fria que, no que deve ser um extremo da metáfora visual, eles literalmente preferem viver em GELADEIRAS. Infelizmente, a regra de que comer seus amigos estraga amizades permanece.&lt;br /&gt;Por mais que o mercado de amizades, normalmente um mercado de verdade, seja amplo e providenciem boas parcelas, o problema é que simplesmente alimentos não apresentam os quesitos necessários para uma boa amizade, com a possível exceção da banana que além de modesta, madura e sempre consciente da hora de ficar quieta, também sempre vêm em grupo, fica ótima com mel e escuta como ninguém, me dando suporte quando passei por um período difícil com minha namorada melancia (ela me acusava de ser um depravado, não sei por que) e precisava de uma casca para me apoiar. Não só isso, a mesma banana, num ato de pura generosidade, parecendo nem se importar com o intenso e eterno dano físico que isso lhe causou, fez um homem barbudo escorregar no meio da rua para o meu divertimento, que fiz questão de demonstrar com uma gargalhada imediata e insultos ao senhor abatido. No entanto, as qualidades da banana não parecem ser tão apreciadas quanto deveriam, sendo que fiquei surpreso ao ver que uma réplica, tosca, de um cacho de bananas feito de cera era mais cara que um cacho de bananas em si.&lt;br /&gt;Em suma, acho que a lição é que alimentos não fazem bons amigos assim como amigos não fazem bons alimentos (o intestino humano não está acostumado a digerir tanta proteína ao mesmo tempo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2842086224924679687?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2842086224924679687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2842086224924679687' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2842086224924679687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2842086224924679687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/anti-humor-10.html' title='Anti-Humor [10]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2689367633794381377</id><published>2009-01-01T20:59:00.002-02:00</published><updated>2009-01-01T21:02:29.789-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 54</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3274/2991090520_71c8f5152e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 340px; height: 255px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3274/2991090520_71c8f5152e.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quilhas assestadas contra as vagas vultuosas, empreende-se a viagem! O Tolo toma pelo leme seu navio e passa a passear com pressa pela próspera cidade, a Prospera que em meio à terra é uma ilha, a Prospera que de Miranda é mais mãe (ou seria pai?) que irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol está bem escondido atrás das nuvens cada vez mais volumosas. Mal se sabe se é dia ou noite. O Navio sabe, porém, que o Capitão tem pressa, e corajoso enfrenta as ondas. As vagas acertam em cheio o casco, inundam e enchem de água o convés, mas os marinheiros permanecem em seus postos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixara Ariel poucos minutos atrás. O homem se despedira dele na porta da gravadora, e ele correra debaixo da chuva direto para dentro do carro. Levava consigo somente as roupas do corpo, o velho revólver do porta-luvas, sempre presente para as emergências, e uma fita cassete, que guardara muito em segurança no bolso do casaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas da cidade estavam congestionadas. A chuva só piorava e andar de carro, ou mesmo a pé, era uma temeridade. Tudo era vulto e palidez. Nada havia que se visse bem. Ele se viu obrigado a parar na calçada sob uma ponte e esperar a tempestade passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas ela não passava.               &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2689367633794381377?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2689367633794381377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2689367633794381377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2689367633794381377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2689367633794381377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2009/01/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-54.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 54'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2792660633958230551</id><published>2008-12-31T10:00:00.002-02:00</published><updated>2008-12-31T10:05:06.713-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 53</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3266/2460243467_59de24194e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 343px; height: 257px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3266/2460243467_59de24194e.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o almoço, Ariel e Ferdinando voltaram para a sala, onde se sentaram em frente à lareira, novamente, e descansaram, quase dormindo, durante alguns minutos. Haviam comido muito bem, e Ferdinando contara ao anfitrião sobre tudo que acontecera a ele desde que chegara a Miranda. Não pudera lembrar, porém, de alguns detalhes, e excluiu cuidadosamente qualquer menção ao assassinato de Kaspar Hauser. Agora, os dois já estavam calmos e descansados, e puderam continuar a conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Pois bem, Ferdinando, o que o trouxe até aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu fui enviado por Tito Heisenberg. – a expressão de Ariel não reagiu de maneira nenhuma à menção desse nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Tito Heisenberg? Nunca ouvi falar. E o que esse Tito Heisenberg deseja? – Ferdinando hesitou durante alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - É sobre o &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;. – dessa vez, Ariel sorriu. Fechou os olhos, recostou-se na cadeira, e muito baixo deixava algumas palavras escaparem de seus lábios, como se falasse sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;The Sandmen, The Sandmen&lt;/i&gt;... Um sonho, sem dúvida. Eles eram como espíritos... – algumas palavras Ferdinando não compreendia, mas ficou em silêncio. Algum tempo depois, Ariel abriu os olhos e os voltou para Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;? O que você quer saber sobre eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Tito quer conhecer o segredo da faixa perdida. – respondeu Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não, não, não. – interveio Ariel. – Eu perguntei o que &lt;i&gt;você&lt;/i&gt; quer saber sobre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem... eu também gostaria de saber isso. – Ariel permaneceu em silêncio, com os olhos grudados em Ferdinando, durante mais um tempo. Então relaxou e começou a falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;Essa música ondula junto a mim por sobre as águas&lt;/i&gt;... a última música do &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;, a música que o mundo perdeu... bom, antes de tudo eu preciso falar sobre o álbum. Você já ouviu &lt;i&gt;Through a Glass, Darkly&lt;/i&gt;, eu presumo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sim, já ouvi sim, várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Bem, então eu vou te contar como ele chegou a ser feito, está bem assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Claro. – respondeu Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo. Pois então… muito tempo atrás, Hip e Ike vieram até aqui para mostrar algumas músicas deles. Eu estava muito ocupado na época, então pretendia ouvir um pouco e já dispensá-los: para fora ou para algum produtor. Desde o primeiro acorde, no entanto, eles me fascinaram. Os dois, tocando sozinhos, pois os outros irmãos trabalhavam e não podiam vir até a gravadora, com somente uma guitarra, uma bateria e um microfone, conseguiram agradar meus ouvidos. Resolvi ficar com eles pelo resto da tarde, escutando o que eles tinham. Era só um bando de covers, mas eu fiquei maravilhado, e pedi para eles trazerem algo próprio na próxima vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sim, eu já tinha ouvido essa parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, pois então. Na próxima vez a banda veio completa, e tocou uma música deles. Após ouvir a primeira vez, mandei pararem todas as gravações e chamei os produtores que estavam no prédio para ouvir aquilo. Todos ficaram espantados. Quando o disco saiu, estourou, vendia muito, e os shows deles eram sublimes, apoteóticos... infelizmente, foram poucos. Eles se apresentaram seis vezes e depois sumiram da face da terra. Só fui encontrá-los anos depois, mortos e enterrados. Nunca ficou esclarecido porque eles haviam sumido daquele jeito. As últimas pessoas que estiveram com eles disseram que eles pareciam normais. Eu, porém, tenho uma espécie de teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de continuar, Ariel se levantou e foi até a janela. Abriu um pouco mais as cortinas e deixou entrar mais luz natural no ambiente. Quando ele voltou, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Já começou a chover, ouve os pingos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu adoro o cheiro da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, Ferdinando, preste bem atenção agora. – o rosto de Ariel ficara sério. – O que eu vou te contar foi presenciado por muito poucas pessoas. Eu, junto com um produtor, que já morreu há muitos anos, fomos os únicos a acompanhar de perto todo o processo de gravação do &lt;i&gt;Through a Glass, Darkly&lt;/i&gt;, donde se conclui que eu sou a única pessoa viva que conhece a história. Você, a partir de agora, ficará conhecendo-a também. Quero deixar bem claro que isso não é nenhuma espécie de segredo, mas que tipo de uso você fará dessa história é problema seu, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Vamos lá então. O &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt; pretendia fazer uma espécie de épico sobre os sonhos, sobre a ilusão, sobre o mito. A idéia deles era retratar com a música a mente de alguém que mergulha nessa mistura de sonho e fantasia, vive uma história de dramas e alegrias, e ao final descobre a verdade sobre tudo. Assim, eles foram compondo as músicas baseados nessa espécie de enredo. Elas eram dez. A primeira, &lt;i&gt;Good Night, Good Dreams&lt;/i&gt;, era como os últimos suspiros e pensamentos de alguém ao adormecer. A segunda, &lt;i&gt;Sunrise&lt;/i&gt;, representava um despertar estranho, dentro do próprio sonho, onde tudo é parecido com a realidade, só que mais estranho, mais exagerado, mais delineado. A terceira, &lt;i&gt;Mister Sandman&lt;/i&gt;, cover da música clássica, foi colocada no álbum como uma espécie de coisa familiar para se agarrar, mas mesmo essa familiaridade contém uma certa estranheza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Interessante, eu nunca havia pensado nas faixas desse modo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, a concepção deles para a coisa toda era bem abstrata, então mesmo nas letras não havia uma indicação muito clara do que estava acontecendo, o que só se agrava a medida que o disco progride. A quarta faixa, &lt;i&gt;Anywhere&lt;/i&gt;, tinha o objetivo de transmitir uma sensação muito forte de estranhamento, mais do que as anteriores faziam. A quinta faixa, &lt;i&gt;Fields of Afternoon&lt;/i&gt;, era uma espécie de descanso, de trégua para o que estava por vir, como uma sesta depois de um almoço pesado e antes de uma tarde ocupada. A sexta canção, &lt;i&gt;Mirrored&lt;/i&gt;, era também a mais estranha de todas. Ela mostrava uma espécie de encontro do eu-lírico da letra com seu nêmesis, seu duplo, uma espécie de "gêmeo do mal" dele. Já a sétima, &lt;i&gt;Darkness Falls&lt;/i&gt;, era muito tensa, e tinha o intuito de mostrar que, quando as coisas já estão bastante ruins, elas podem piorar ainda mais. Ela era o extremo do extremo de um pesadelo. A oitava, por sua vez, &lt;i&gt;Cry&lt;/i&gt;, era insuportavelmente triste, um lamento longo, pesado, soturno, por todas as coisas perdidas. E a nona, finalmente, &lt;i&gt;Over the Stars&lt;/i&gt;, representava a última jornada para além do sonho, a última etapa da travessia entre o dormir e o despertar, o último passo necessário para se dar a fim de sair de todo aquele simulacro em que se estava vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando olhava para Ariel espantado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso tudo que você me disse é espantoso. Eu nunca mais vou escutar aquele álbum da mesma maneira... Mas, e a décima música, a última? E quanto à faixa perdida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... sim. Quando o álbum saiu, os mais sensíveis notaram que ele parecia acabar abruptamente, como se faltasse alguma coisa, como se a jornada não estivesse completa. Com o disco, se entrava no sonho e se o percorria, até o quase-fim, mas não se saía dele por completo, não se descobria o seu sentido. Isso, de fato, não acontecia, pois faltava alguma coisa. Faltava a última faixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando quase prendeu a respiração. Ariel ficou em silêncio por um minuto recuperando o fôlego, e então revelou a Ferdinando todo o segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu vou te falar sobre a última faixa...               &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2792660633958230551?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2792660633958230551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2792660633958230551' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2792660633958230551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2792660633958230551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-53.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 53'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6003388816833408947</id><published>2008-12-30T18:38:00.000-02:00</published><updated>2008-12-30T18:43:01.820-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 52</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3276/2461078308_525203d209.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 355px; height: 266px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3276/2461078308_525203d209.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prospera não era uma cidade muito complicada. Com facilidade Ferdinando encontrou o caminho da gravadora e as ruas que levavam até lá tinham pouco ou nenhum trânsito. Ainda estava com raiva de Tito, por obrigá-lo a fazer aquilo daquela maneira. Planejava voltar para a cidade e conversar com a polícia sobre isso, acusar o velho de chantagem. Mas antes deveria terminar o serviço para ele. E o próprio Ferdinando, afinal, estava curioso para conhecer a história da faixa perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar à rua da gravadora, demorou um pouco para encontrar o lugar. Esperava um edifício moderno e chamativo, mas não havia nada do tipo ali. A rua Murtsdun Garnd (de onde eles tiravam esses nomes!?, meu Deus, de onde eles tiravam esses nomes?) parecia mais um beco, na verdade, e a sede da gravadora era um prédio de três andares e tijolos expostos, cuja única indicação de sua utilidade era dada por uma placa onde se lia, em garranchos estilizados: Gravadora Caliban.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando bateu três vezes, mas ninguém respondeu. Repetiu a batida, e novamente só recebeu o silêncio de resposta. Tentou então girar a maçaneta, e a porta finalmente se abriu, num clique. O vestíbulo contrastava fortemente com o exterior do prédio. Era elegante e pintado em cores claras. Um quadro logo à frente da porta mostrava uma ilha no meio do oceano, e abaixo dele um pequeno busto repousava em um aparador. Ferdinando se aproximou e identificou um belo semblante feminino. Na base da escultura, uma escrita quase apagada dizia: &lt;i&gt;"Da mesma matéria..."&lt;/i&gt;, mas o resto da frase era ilegível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma porta lateral dava numa escada que, devidamente galgada, levava por sua vez ao primeiro andar. O andar parecia vazio. De novo, somente um quadro, retratando dessa vez um imenso navio lutando contra ondas gigantescas. E, sobre o aparador embaixo do quadro, duas pérolas incrustadas num bloco de mármore, com a seguinte inscrição: &lt;i&gt;"Essas são as pérolas que foram seus olhos."&lt;/i&gt; No segundo andar, não havia nada: nem quadro, nem aparador, nem inscrição. Finalmente, ele alcançou o terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando saiu da porta da escada, porém, ao invés de encontrar um andar vazio, encontrou uma grande porta dupla de madeira. Um pouco espantado, pois não esperava encontrar mais nada por ali, Ferdinando bateu, três vezes. Pensou ter ouvido uma voz murmurando "Entre", e abriu uma das portas. O gesto revelou a ele uma sala quente e confortável, densamente mobiliada, onde uma lareira ardia. Ferdinando se perguntou por que o fogo estaria aceso se era de manhã, mas não disse nada. As janelas também estavam cobertas por pesadas cortinas, e somente um pouco de luz matinal entrava por uma fresta. Ao lado da fresta, um homem observava o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai chover, ele disse, e se voltou para Ferdinando. Era um homem alto, e tinha um ar antigo, mas seu rosto não era muito marcado pela idade. Seus ombros serviam de fim para o cabelo prata levemente azulado que partia do cocuruto. Novamente, ele falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;Pois não comandante, o que desejas&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu queria conversar com você. – respondeu Ferdinando, após pensar um pouco. O homem sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo. Por favor, sente-se. – Ferdinando sentou em uma poltrona em frente à lareira. O homem estendeu a mão para ele. – Muito prazer, eu sou Ariel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ferdinando? Que nome interessante... diga-me Ferdinando, quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu sou o dono de um mercadinho em Miranda, vim até aqui a serviço de...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não, não, não. – interrompeu Ariel. – Quem é você? – Ferdinando permaneceu mudo durante um tempo, perplexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Eu? Eu... – gagueira – Eu sou só um Tolo desmemoriado que teve a sorte de encontrar uma família para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Hmm, parece interessante. Há quanto tempo você perdeu a memória? – Ferdinando pensou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Uns treze anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Treze, hmmm, muito bom, e você não se lembra de nada antes disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não como as pessoas costumam lembrar das coisas... – Ferdinando falava baixo – É tudo muito longínquo, &lt;i&gt;mais um sonho que uma certeza&lt;/i&gt;... às vezes tenho lampejos, vejo imagens que não fazem sentido pra mim, mas logo elas vão embora sem me revelar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Hmmm, de fato – disse Ariel, como se declamasse – parece-me que sua consciência está perdida, &lt;i&gt;nas trevas de antanho e nos abismos do tempo&lt;/i&gt;, esperando que alguém venha resgatá-la...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando permaneceu em silêncio, enquanto Ariel levantava e caminhava pelo aposento. O homem parou em frente a um quadro, e ficou olhando-o por um longo tempo. A Ferdinando a obra parecia mostrar uma árvore fendida, talvez um carvalho, mas ele não conseguia ver a tela por inteiro. Ariel voltou-se para ele de repente e começou a despejar palavras pela sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu conheci um dos abandonados de Mnemósine uma vez, meu caro, um sem-memória. Não sei como ele havia perdido a memória, mas sei que vivia sozinho e isolado em uma cabana na floresta. Um dia eu estava caçando por ali e o encontrei, cochilando, apoiado em uma árvore. O homem rapidamente despertou de seu sono leve e adiantou-se para me cumprimentar. Levou-me até sua casa, lanchamos juntos, conversamos durante um tempo, sem que eu notasse nada de estranho nele. Quando já escurecia, ele me contou de sua condição, e eu fiquei espantado: não fosse a confissão dele, eu nunca imaginaria que ele havia perdido a memória. Comecei então a falar-lhe de minhas viagens, e mostrar alguns souvenires que, por acaso, eu trazia na mochila. Ficamos horas conversando agradavelmente sobre várias partes do mundo, até que eu puxei uma pequena estátua encontrada por mim durante uma viagem à Ásia, e ele entrou em uma espécie de choque. Sentindo-me extremamente culpado, fiquei ali na cabana com ele até que o homem acordasse ou alguém aparecesse. Na noite seguinte, eu comia ao seu lado quando o ouvi sussurrar algumas palavras. Virei-me e notei que, lentamente, ele acordava do choque e se mexia, ao mesmo tempo em que um sorriso se formava sobre seu rosto. Ele mexeu os braços, então, e levou as mãos até o peito. Depois, declamou: &lt;i&gt;"Acorda, querido coração, acorda! Tu dormiste bem, acorda!"&lt;/i&gt;. Acredite ou não, Ferdinando, mas após ver a estátua, o homem havia tido uma espécie de visão que acabou por restaurar sua memória. Sim, é isso mesmo: após tantos anos, ele estava curado, após tantos anos, ele se lembrava de tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando ouviu atento a história de Ariel, mas ao fim dela sentia-se um pouco incomodado. Levantou-se de poltrona para arejar a cabeça e pediu um copo d'água ao anfitrião, o qual foi gentilmente concedido. Depois de beber, ele voltou a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;A estranheza da sua história pôs um peso sobre mim&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Perdoe-me, Ferdinando. &lt;i&gt;Eu ansiava por ouvir a história de sua vida, que deve soar estranhamente ao ouvido&lt;/i&gt;, mas para isso acabei exagerando na dramaticidade. Perdoe-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não se preocupe, Ariel, eu posso contar a minha história, ao menos a parte que eu me lembro, a você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ah sim, obrigado, mas espere! Já é hora do almoço, acompanhe-me que almoçaremos juntos, e então você me conta tudo certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Claro, claro, eu vou com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E foram.               &lt;!--IBF.ATTACHMENT_174075--&gt;            &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6003388816833408947?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6003388816833408947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6003388816833408947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6003388816833408947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6003388816833408947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-52.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 52'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8406002857329981853</id><published>2008-12-29T12:08:00.002-02:00</published><updated>2008-12-29T12:21:18.531-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 51</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3026/2623513746_9c4e9f8d91.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3026/2623513746_9c4e9f8d91.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;strong&gt;Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;por &lt;em&gt;Tuma&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saiu de casa na hora mágica, quando Miranda ainda está tomada por lusco-fusco e névoa, e o passado parece sussurrar pelas ruas. Acordou cedo, pegou suas coisas, a chave do carro, deu um beijo de despedida em Miranda e Sabine e saiu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cidade lhe parecia ainda mais secreta aquela amanhã. Observava as casas e as lojas e todas aquelas portas e janelas pareciam estar fechadas há séculos, ou mais: parecia que nunca haviam sido abertas. Ferdinando sabia que dentro de cada casa de Miranda se escondia um segredo, mas aquela espécie de epifania ancestral o deixou deprimido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rápido entrou na estrada, e a constante linha reta minou um pouco sua atenção. Seus olhos vagavam pelos arredores, e lhes pareceram familiares alguns trechos. Pegou-se pensando como era engraçado e estranho que nunca houvesse voltado àquela estrada desde o dia do acidente. Mas, afinal, toda sua vida em memória fora engraçada e estranha mesmo: não deu bola.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passou por um posto moderno e bem construído, onde parou para abastecer, e poucos quilômetros à frente viu de relance um outro posto, velho e arruinado, além de levemente familiar. Pensou ser aquele em que supostamente parara no dia do acidente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A partir daquele momento, ele começou a prestar mais atenção na estrada, como se buscasse encontrar ali algum fragmento de memória. Agora, ao invés de engraçado e estranho, achava idiota nunca ter ido até ali em busca de alguma lembrança. Essa sensação, porém, logo se desfez, pois além de um leve mal estar nada mais lhe veio à mente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Após mais alguns minutos, chegou finalmente ao limite de município, e alguns quilômetros adiante entrava em Prospera. A cidade era claramente mais desenvolvida que Miranda, mas compartilhava com esta o peculiar aspecto ancestral e fechado, o semblante pouco hospitaleiro que com certeza contribuía para a solidão daquelas paragens. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8406002857329981853?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8406002857329981853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8406002857329981853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8406002857329981853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8406002857329981853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-51.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 51'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6518236725485850806</id><published>2008-12-26T22:46:00.000-02:00</published><updated>2008-12-26T22:46:33.567-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [2]</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sorte grande (2/10)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284263906893520882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SVV6Bq3OX_I/AAAAAAAAAIs/GgJvPw8B2Js/s400/janela+bruna.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;“Quem teve a sorte?”, assim Boris saudou sua esposa na mesma noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eva Norton, estagiária da CNN de Londres.” A esposa abriu orgulhosamente um sorriso e os braços, logo unidos ao redor do marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já imaginava que fosse aquela a resposta. Mesmo assim, não podia esconder a surpresa pelo feito da mulher. Não muito depois de Leo Harris exceder as expectativas de seus professores com a vacina, foi contar a notícia à amiga dos tempos do colegial. A estudante de jornalismo tratou de planejar e apresentar uma imponente matéria sobre a em breve disponível cura e prevenção para uma síndrome que já dividira países. Graças à equipe eficiente da própria emissora, a matéria ficou pronta e foi ao ar em poucas horas. Eva Norton, a estudante de jornalismo, seria recompensada generosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os primeiros instantes de comemoração, a esposa de Boris repousou os braços sobre o peitoril da janela, a cabeça sobre os braços e os olhos sobre o quintal. Estava feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor, o jardineiro não ia vir hoje?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E veio. Ele ficou um bom tempo mexendo nas plantas da sala e, de repente, atendeu o celular e disse que precisava sair para um emergência.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chame de novo amanhã, temos que deixar o jardim bem bonito para viajarmos. No que você pensou?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boris testava sua criatividade, buscando escolher um destino não muito insólito para a viagem de comemoração. Observar a lava encontrar o mar no Havaí, visitar cidades arruinadas e selvas na África, conhecer o templo esculpido na pedra, na Jordânia, e Jerusalém na mesma viagem fora uma experiência memorável, mas algo parecido era incogitável. Antes, já até haviam passado as férias como oblatos num templo budista. Era hora de mudar um pouco a rotina anual. Precisava de algo mais confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em um transatlântico”, foi o melhor que conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa idéia!”, Eva pretendia comentar a escolha, mas não o fez. Lançou-se aliviada no sofá e, não muito tempo depois, começou a recobrar a energia investida em um dos dias mais cansativos de sua vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6518236725485850806?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6518236725485850806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6518236725485850806' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6518236725485850806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6518236725485850806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/rascunho-pudim.html' title='Sonata noturna [2]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SVV6Bq3OX_I/AAAAAAAAAIs/GgJvPw8B2Js/s72-c/janela+bruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6264151013817742082</id><published>2008-12-26T00:42:00.002-02:00</published><updated>2008-12-26T00:45:11.769-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 50</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_WqVvjT6I/AAAAAAAAE3A/o1dXUYLx6sQ/s640/2008%20005.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 340px; height: 255px;" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_WqVvjT6I/AAAAAAAAE3A/o1dXUYLx6sQ/s640/2008%20005.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contou à mulher o motivo de sua viagem. Nunca comentara com ninguém sobre os encontros que tivera com Tito, pois acreditava que, desse modo, poderia fingir que o outro não existia, e assim preservar sua cabeça de lembrar o tempo todo o Chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou cedo para casa. Queria passar bastante tempo com sua mulher e sua filha. Pegou Sabine na escolinha e foi direto para casa, onde Miranda os esperava. Fizeram juntos a janta, comeram, e depois ficaram na sala conversando e vendo um pouco de tevê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando sentia que nunca havia amado ninguém tanto assim. Claro, depois de perder a memória, além das duas só amara Nino, mas aquele era um amor tardio, um amor de ausência. Ele não sabia se a perda da memória apagava também os ecos da paixão, mas em qualquer um dos casos Ferdinando era tomado pela certeza de que nunca, mesmo em sua vida de antes, aquela que não lembrava, fora cativado tanto, e amara tanto, como amava sua esposa e sua filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio ato de amar ele aprendera com elas. Primeiro, com Miranda, que ao entrar no mercadinho despertou em Ferdinando um sentimento que ele não soube reconhecer a princípio. Os cabelos castanhos, claros, a claridade da cor dos olhos, o brilho da pele, o recorte do sorriso: tudo era luz em Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabine, também, era objeto de um amor indescritível. Sempre tão alegre, sempre tão doce. Seus dedos, sua mãos, seus braços: Ferdinando perdia-se em tardes sem ação a admirar a suavidade dos traços de sua filha, e nas tardes movimentadas era hipnotizado pela suavidade de suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, ficaram ali, juntinhos, os três se abraçando e deixando correr entre eles um amor imenso, deixando que o calor de seus corações os leva-se lentamente ao sono em meio à noite fria.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6264151013817742082?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6264151013817742082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6264151013817742082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6264151013817742082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6264151013817742082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-50.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 50'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_WqVvjT6I/AAAAAAAAE3A/o1dXUYLx6sQ/s72-c/2008%20005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3763498304022309959</id><published>2008-12-25T11:29:00.002-02:00</published><updated>2008-12-25T11:31:34.576-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 49</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uF-sJzbI/AAAAAAAAFTw/WEGtDip5zU8/s640/DSC01362-2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 360px; height: 270px;" src="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uF-sJzbI/AAAAAAAAFTw/WEGtDip5zU8/s640/DSC01362-2.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rosto que observa, soturno. Uma máscara retorcida num esgar de riso e fúria. De começo um ponto luminoso no fim do escuro, que se aproxima e cresce, pouco a pouco, e pára, flutuante, assustador, impiedoso, à exata distância em que se pode ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando chorara por Nino, e sua mulher o seguira na tristeza. Em poucos dias, porém, a amargura foi tomada pela apatia. A morte ou vida de Nino já não lhe importava. Só o que o assombrava era a permanente acusação pesando sobre seus ombros, o peso do fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia em que a mulher não iria até o mercado, Ferdinando seguiu sozinho até o local de trabalho, disposto a se cansar o suficiente para chegar em casa à noite e dormir imediatamente. Quando alcançou a rua do armazém, notou um carro preto elegante parado em frente ao estabelecimento, e curioso apertou o passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto da porta, um homem grande de terno o esperava. Ele trabalhava para o senhor Tito Heisenberg, e tinha ordens de levar Ferdinando ao Chefe. Ferdinando tentou protestar, dizendo que precisava trabalhar, mas o homem disse que a conversa com o Chefe era mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resignado, Ferdinando entrou no carro e seguiu por Miranda, atravessando-a quase inteira para chegar à propriedade de Tito. A casa do Chefe ficava em um grande terreno arborizado, e parecia ser muito antiga. Para aliviar a tensão, Ferdinando comentou esse fato ao ser introduzido no aposento em que Tito se encontrava. O Chefe riu-se e respondeu que sim, a casa era muito antiga. Mas logo desviou-se desses circunlóquios e disse por que trouxera Ferdinando até ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - &lt;i&gt;Ferdinando&lt;/i&gt; – o tom com que ele dizia seu nome sempre o incomodava -, eu preciso de um outro favor seu, um favor que é muito maior do que qualquer um que eu já te pedi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Ferdinando já fizera favores para o Chefe, três ou quatro, mas tratava-se sempre de fornecer alimento para as festas que o magnata dava ou, como aconteceu uma vez, fazer contato com uma transportadora de mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Diga, senhor, se eu puder farei o que pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Se você puder não, &lt;i&gt;Ferdinando&lt;/i&gt;, você vai fazer esse favor independente de qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Você conhece uma banda chamada &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A imagem de um disco, dentro de uma caixa, dentro de um armário, esquecido pelos anos e pelo pó, veio à mente de Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Sim, conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então deve saber que existe uma história, a respeito de uma suposta "faixa desaparecida" que não teria entrado no único disco deles e então desapareceu. Eu nunca dei trela para esse tipo de teoria conspiratória aqui em Miranda, mas ao mesmo tempo sempre fui corroído pela curiosidade de conhecer a história dessa música e de ouvi-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tito parecia fazer um discurso para si próprio, como se ignorasse que Ferdinando o ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Infelizmente, eu nunca havia tido sucesso em descobrir nada sobre isso. O prédio da gravadora Caliban em Prospera ficou fechado por décadas... mas, poucos dias atrás, o antigo dono da gravadora, que produziu os discos do &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;, voltou para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Mas onde ele estava esse tempo todo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, ninguém sabe! Minhas investigações foram inúteis, ele desapareceu da face da Terra e só agora voltou a dar as caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Parece interessante senhor, mas o que eu tenho a ver com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O que você tem a ver com isso, meu caro &lt;i&gt;Ferdinando&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tito, que até então estivera sentado em sua poltrona, levantou e foi até o convidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Você vai até Prospera, até a sede da gravadora Caliban, conversar com Ariel e descobrir qual foi o fim da faixa perdida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O quê? Mas porque eu? Quem é Ariel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Tito, que até então parecia mais alegre do que Ferdinando jamais o vira, tornou-se de repente sério e sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Você gosta demais de perguntas, &lt;i&gt;Ferdinando&lt;/i&gt;. Ariel obviamente é o dono da Caliban. E é você obviamente que vai até lá porque obviamente ele só vai revelar o segredo &lt;b&gt;para você&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas o inferno, seu idiota! Se você não lembra nem mesmo de quem é não posso esperar que entenda meus motivos! – Tito começou a se afastar enquanto esbravejava. Deu as costas para Ferdinando e começou a subir a escadaria que levava até o segundo andar. – Amanhã de manhã você parte para Prospera, o homem que o trouxe até aqui te dará o endereço da gravadora. E se até o pôr-do-sol você não tiver chegado até aqui eu saberei que você me traiu e as conseqüências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas palavras do magnata insano foram engolidas por uma porta se fechando atrás dele. Ferdinando ficou durante algum tempo sozinho na sala, até que o funcionário de Tito veio buscá-lo e o levou embora. Chegou ao mercadinho perto da hora do almoço, e o encontrou aberto e funcionando. Seus funcionários não perguntaram onde ele havia estado, e na verdade nem pareciam ter notado sua ausência. Sem falar com ninguém, Ferdinando atravessou quase correndo o ambiente e trancou-se em sua sala pelo resto da tarde.&lt;!--IBF.ATTACHMENT_173985--&gt;             &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3763498304022309959?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3763498304022309959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3763498304022309959' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3763498304022309959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3763498304022309959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-49.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 49'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SQ3uF-sJzbI/AAAAAAAAFTw/WEGtDip5zU8/s72-c/DSC01362-2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6880624791820112171</id><published>2008-12-25T01:40:00.005-02:00</published><updated>2008-12-25T02:32:48.496-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3281/3125392385_8ac9c2877e.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 398px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3281/3125392385_8ac9c2877e.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;por Stefano Manzolli&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;NATAL.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Depois de um ano quase-inteiro, é natal outra vez. Tem gente que adora, nessa época do ano, olhar para todo o tempo vivido e se convencer que nada valeu a pena. Porém, hoje, façamos diferente: ao analisar o passado, vamos tentar entender que os momentos ruins são como dias nublados... o sol não deixa de raiar, está apenas encoberto - depois de um tempo, com certeza ele irá aparecer. Ou seja, precisamos entender que, para cada pedra, há um salto (uma evolução do que somos) e uma perspectiva nova para encarar o mundo, mesmo que seja difícil enxergá-la em um primeiro momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;Por isso, não culpe-se pelos erros, pela pouca fé ou muita tristeza... não culpe-se por nada: acredite que uma magia qualquer de Natal pode apagar as más lembranças e perpetuar as boas. E não importa sua crença, sua origem, entenda que o Natal é tempo para desprender-se dos fardos, alimentar lindas esperanças e renovar a areia da história (para que, daqui oito dias, possamos esboçar outros sonhos nela).&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;Ontem, para quem não sabe, foi o Dia Mundial do Perdão. Se você continua bravo com alguém, ainda há tempo de perdoar, pedir desculpas ou esclarecer os pormenores. Só não deixe acumular rancor para o próximo ano, faça desse Natal um momento de reflexão e deseje apenas o bem ao outro, tente ser alegria plena e compartilhe... não perca a oportunidade de ser &lt;em&gt;a pessoa certa, na hora certa&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;Na pior das hipóteses, se nada disso tiver sentido para você, aproveite seu presente de Natal e seja feliz da sua maneira própria.&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;*** *** ***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;Para todos que acompanharam o blog até aqui, um ótimo Natal e muito de tudo que é bom!&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;Até outros textos e oportunidades,&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="left"&gt;&lt;em&gt;Stefano Manzolli.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6880624791820112171?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6880624791820112171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6880624791820112171' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6880624791820112171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6880624791820112171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/para-ler-com-pressa_25.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5549299329238147540</id><published>2008-12-24T09:09:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T09:14:23.649-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 48</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xt4on6CI/AAAAAAAAE5w/hFaMQOthFtY/s640/Nice%20021-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 380px; height: 285px;" src="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xt4on6CI/AAAAAAAAE5w/hFaMQOthFtY/s640/Nice%20021-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a preparar-se para ir atrás do irmão. A última carta de Nino, junto às conversas que tiveram quando ainda estavam juntos, deixara algumas indicações de para onde ele iria primeiro. Assim, Ferdinando deixou todas as coisas ajeitadas para a partida. Sua mulher ficaria cuidando do mercadinho, e os vizinhos ajudariam no que fosse necessário durante sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele partiria dali a três dias. A despeito do pedido de Nino para não ser seguido, Ferdinando sabia ser necessário fazer essa busca. Necessário para ambos. Ferdinando precisava retirar o peso dos ombros, e Nino talvez precisasse saber que alguém se importava com ele, e que Ferdinando poderia sim ser seu irmão, sólido e real como qualquer outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então, veio a notícia. Era o último dia de trabalho de Ferdinando no mercadinho, quando um homem entrou pela porta e veio andando, um pouco indeciso, até ele. Ferdinando demorou um pouco para reconhecê-lo, o rosto lhe parecia familiar, mas ele não lembrava de onde o conhecia. Um segundo antes do homem alcançá-lo, Ferdinando o reconheceu, e a identidade foi confirmada pelas palavras do antigo estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Lembra-se de mim? Sou advogado da família Nápoles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sim, Ferdinando se lembrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Tenho algumas notícias ruins para te dar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando se concentrava no movimento dos lábios do advogado, e no som que dali saía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O senhor Antonio, ele morreu dois meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Os lábios, o som, o mercadinho: de repente tudo ficou embaçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - De pneumonia, como o irmão, e na mesma cidadezinha também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As palavras já começavam a se confundir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Pobres os dois, tinham pulmão fraco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pobres. Irmãos. Pulmão Fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O senhor Antonio gastou muito dinheiro em suas jornadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O pouco que sobrou, porém, fica para você, que é o mais perto de um parente legal que ele tinha... assine aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coitado dele, tinha tanta esperança de encontrar o irmão de alguma forma... só Deus sabe o que ele encontrou, antes da pneumonia o levar embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pulmão fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Adeus, senhor Ferdinando, qualquer coisa me ligue, aqui está meu cartão. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado ia embora, Ferdinando ficava. Nino ia embora, definitivamente agora, mas a culpa permanecia. E, não importava o quanto Ferdinando chacoalhasse a cabeça, o olhar acusador de Ernest e o olhar compreensivo de Nino não saíam dali... não mais.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5549299329238147540?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5549299329238147540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5549299329238147540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5549299329238147540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5549299329238147540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-48.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 48'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xt4on6CI/AAAAAAAAE5w/hFaMQOthFtY/s72-c/Nice%20021-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1051332991416589351</id><published>2008-12-23T09:31:00.002-02:00</published><updated>2008-12-23T09:35:24.673-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 47</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTo-iUXdI/AAAAAAAAFyY/372u3mTVyBw/s640/DSC01264-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 346px; height: 259px;" src="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTo-iUXdI/AAAAAAAAFyY/372u3mTVyBw/s640/DSC01264-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um dia para o outro, o espírito de Ferdinando havia sido tomado por uma tormenta. A morte do gato arrastara com rumor a ausência de Nino para dentro de suas preocupações, e essa preocupação esmagou todas as outras. Onde Nino estaria, o que havia sido feito dele, o que ele mesmo fazia de si próprio... essas coisas vinham e revinham aos seus pensamentos, seguidamente, sem cessar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As últimas palavras de Nino ardiam na mente de Ferdinando, assim como a carta pela qual elas haviam ido até ele ardera tantos anos antes. As palavras saltavam das cinzas daquela lareira primordial e se aglutinavam sobre sua cabeça, formando uma nuvem cada vez mais negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos, a nuvem cedia, e uma tempestade se abatia sobre sua alma, encharcando-a de culpa, ansiedade e medo. Os relâmpagos que ofuscavam sua visão vinham acompanhados de trovões, e os trovões gritavam em seus ouvidos imagens assustadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nino magro e doente, perdendo aos poucos a vida para a neve que quase o cobria. Nino febril e desesperado, urrando de delírio numa cama desconhecida. Nino quieto e triste, paralisado em uma cadeira por algum acidente grave. Nino de olhos fechados e apagado do mundo, os ossos repousando sete palmos abaixo da terra. E, entre cada uma dessas imagens, o rosto antigo de Ernest Schrödinger o acusando silenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não agüentando mais essa tormenta, Ferdinando recorreu à mulher, e ambos decidiram que seria melhor para ele ir atrás do irmão, descobrir por onde ele teria andado. Ferdinando ainda hesitou durante um tempo, mas logo reconheceu que aquela era sua única chance, seu último recurso, e caso não recorresse a ele seria assombrado pela culpa durante o resto de seus dias.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1051332991416589351?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1051332991416589351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1051332991416589351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1051332991416589351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1051332991416589351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-47.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 47'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTo-iUXdI/AAAAAAAAFyY/372u3mTVyBw/s72-c/DSC01264-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8093388118471847344</id><published>2008-12-22T00:26:00.001-02:00</published><updated>2008-12-22T00:34:34.171-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 46</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3220/2460244437_927a361b00.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 299px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3220/2460244437_927a361b00.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, o gato desapareceu. Sabine tinha já sete anos, e se afeiçoara muito ao animal. Chorava muito alto, pedindo a presença dele, e Ferdinando, com a ajuda da mulher e de alguns amigos, o procurava pela cidade. Já era noite quando, esgotado de tanto procurar, Ferdinando sentou no quintal com uma garrafa de cerveja para relaxar, e sentiu um cheiro ruim. Conferiu o lixo, o armário de ferramentas, os arbustos, mas não era nada. Então, notou uma caixa, repousando perto da cerca de madeira. Ele não se lembrava daquela caixa estar ali, mas foi decidido até ela ver se era aquilo a fonte do mau cheiro. Quando a abriu, descobriu: o gato, morto, ali dentro. Sem mais dúvidas, ele pensou, agora Sabine choraria muito. E o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, celebraram um velório para o animal, com a presença de amigos da filha e vizinhos. Ferdinando cavou um buraco no quintal, a filha colocou o animal, embrulhado em um lençol, lá dentro, e após fecharem o buraco a menina falou algumas palavras de despedida. Então, Miranda levou as crianças para comer algo, os vizinhos acompanharam-na, e Ferdinando ficou, sozinho e quieto, ao lado da cova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrava-se bem de como recebera o gato. Ele via, nítidos, o traços do rosto de Ernest Schrödinger se movendo enquanto o velho mordomo falava de como passara o gato para Kaspar Hauser, o mendigo louco. E então, sem aviso, esse mesmo mordomo legara a ele, o pobre tolo sem-memória, Ferdinando, o encargo de cuidar do gato e – isso lhe caiu no estômago com um estrondo – de Nino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então, por todos esses anos em que vivera com sua esposa e sua filha, Ferdinando tratara a ausência de Nino com uma lógica que lhe parecia extremamente coerente. Ele não pudera impedir Nino de ir embora, e o órfão dera ordens explícitas para não ser seguido. Ferdinando não tinha culpa, não havia falhado em sua missão, seu sacrifício. Uma certeza o habitava, a certeza de que Nino estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato morreu, porém, e todas as suas certezas, de uma hora para a outra, se viam varridas, feitas em pó. Que garantias havia de que uma desgraça não houvesse acometido também Nino? Que garantias havia de que ele não estava agora trancado dentro de uma caixa velha, morto e fedendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração de Ferdinando, que durante tanto tempo flutuara no ar, agora era puxado para a terra por garras, e um peso se abatia sobre todo o seu corpo, deixando-o indefeso e sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;              &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173932--&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8093388118471847344?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8093388118471847344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8093388118471847344' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8093388118471847344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8093388118471847344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-46.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 46'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-991931355079579348</id><published>2008-12-21T12:23:00.003-02:00</published><updated>2008-12-21T12:29:54.502-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [9]</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Teste de Inteligência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Você é inteligente?&lt;br /&gt;a) Sim&lt;br /&gt;b) Não.&lt;br /&gt;c) Nim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Muitas vezes quando olhamos para nuvens logo reconhecemos objetos e figuras, que na verdade não estão lá, sendo que a própria experiência mostra-se muito subjetiva. Isso se dá por qual motivo?&lt;br /&gt;a) Quando defrontado com uma imagem aparentemente aleatória, incomum e sem estética presente, o cérebro humano, necessitando catalogá-lo por sua racionalidade, logo o compara e assimila à figura mais próxima que possui em sua memória.&lt;br /&gt;b) Ãh, eu vou chutar a alternativa de cima, pois ela possui palavras grandes.&lt;br /&gt;c) Nim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. “Os romanos chegaram a dominar o mundo, em seu tempo, com seu Império” O que não está tecnicamente correto nessa frase?&lt;br /&gt;a) Os romanos apenas dominavam a maioria do mundo &lt;em&gt;conhecida&lt;/em&gt; pelos habitantes europeus na época.&lt;br /&gt;b) O lugar se chama “Roma”, não “romanos”. Coincidentemente, Roma é um anagrama para Amor. Anagrama é um anagrama para Ranamaga, sendo que Ranamaga era o nome de um dos únicos vilarejos sobre qual os Roma não possua domínio na época.&lt;br /&gt;c) Tecnicamente, a letra “,”não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Até agora você já notou que no teste existe o padrão de que:&lt;br /&gt;a) as alternativas “a” sempre estão corretas.&lt;br /&gt;b) as alternativas “b” estão sempre corretas.&lt;br /&gt;c) sempre as alternativas “a” ou “b” são as corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. O menor ângulo dessa figura geométrica é:&lt;br /&gt;a) Você se esqueceu de adicionar a figura. Se tivesse, a resposta seria 30º.&lt;br /&gt;b) 150º, o que faria com que a figura derretesse, pois ela é feita de plástico.&lt;br /&gt;c) Eu não consigo clicar nas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Essa pergunta é uma pegadinha. Essa pergunta é uma pegadinha?&lt;br /&gt;a) A primeira frase não constitui uma pergunta, pois lhe falta o característico ponto de interrogação (que, coincidentemente, não é composto apenas por um ponto). Porem, se considerarmos as duas frases como se constituíssem uma única indagação, a pegadinha existe, pois a avaliação sintática demonstra que a pergunta não é uma pegadinha, porém como não é uma pergunta, a pegadinha é confirmada pela dupla negativa. Incidentemente, apenas sonhamos que vivemos e, quando sonhamos, é que realmente vivemos, pois estamos em contato com o mundo “real”.&lt;br /&gt;b)Essa alternativa é uma pegadinha?&lt;br /&gt;c) Eu não sei o quê essas palavras, incluído essa e “essa” e “essas”, significam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Certa vez, sonhei que estávamos, minha família e eu, jantando em casa, como sempre. Meu pai me encarava com um olhar penetrante, até que lhe questionei o motivo. Isso pareceu irritá-lo e ele exclamou “Você vive nessa casa há mais de 20 anos e até agora não contribuiu em um centavo para nossa moradia. Nem emprego você tem, seu bostinha! Eu tenho 2 e não reclamo, porque eu amo todos que moram nessa casa, exceto um é claro. Eu até te daria um, mais sei que gente fresca que nem você não conseguiria agüentar nem um dia fazendo o que eu faço banalmente. Você é um fracasso e todos nós nos arrependemos de viver com você!” Até hoje eu não sei o quê esse sonho significa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Que marca de chocolate em pó lhe dá três meses de férias em Paris?&lt;br /&gt;a) Nescau&lt;br /&gt;b) Outra marca&lt;br /&gt;c) Todas as marcas do mundo atualmente em existência exceto Nescau&lt;br /&gt;Grife para descobrir as respostas:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;-O quê você respondeu não importa minimamente, pois o teste inteiro era uma pegadinha já que na verdade eu sou um idiota e, portanto não posso confirmar nenhuma inteligência acima da minha. Então, se você não respondeu nada ou nem sabe da existência desse teste você é de inteligência medíocre ou normal. Vá ler um livro pra celebrar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Paródias desnecessárias que totalmente desconsideram o material no qual se baseiam (ou, simplesmente “Paródias”): &lt;strong&gt;“Tropa de Elite 2: Cães de Guarda”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;EXT. FAVELA BOSTA - NOITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento está com sua tropa e seu novo parceiro planejando o ataque aos criminosos (pobres)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAP. NASCIMENTO: Eu NÃO acredito QUE meu NOVO parceiro é um CÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00: [late] [mantenha certeza de que não escutamos um simples “Au-Au” ou tudo parecerá incrivelmente sarcástico]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13: Nós dependemos de vocês dois para eliminar os pobres, quer dizer, criminosos! Nóis cobre o cêis, caveira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAP. NASCIMENTO: Pega NO saco, 00! Pega NO saco, 00! [00 avança no saco de um pobre que anda na rua, desatento, que nem todo pobre]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POBRE BOSTA: [berros de dor] Pifiria a vassôra [morre]&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;JACK BAUER: Esse é o nosso caso vai embora porra! Você matou todo mundo da quadrilha e da CIA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAP. NASCIMENTO: AQUI no BOPE é ASSIM memo! ATIRA primero, VANGLORIZA depois, TORTURA mais, MARGINALIZA então, SHOT massa DEMONSTRANDO a BRUTALIDADE da SITUAÇÃO, FRASE de EFEITO berrada E perguntas DEPOIS! [atira no Chuck Norris; a bandeira do Brasil começa a vibrar no plano de fundo e o hino toca]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN McCAIN &lt;em&gt;(candidato)&lt;/em&gt;: Você não vai sair dessa livre, seu pivete!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOHN McCAIN&lt;em&gt; (da série de filmes)&lt;/em&gt;: Não se preocupem, mais uma seqüência e ele está fodido. Confiem em mim, eu tenho experiência.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitão está dormindo. Sua cama lembra uma cruz e ele está posicionado de forma a parecer Jesus Cristo [isso é um foreshadow da cena final do combate entre o BOPE e Jesus]. Dane-se a crítica social, ninguém da platéia entendeu porra nenhuma do primeiro filme então é hora do pau comer geral.&lt;br /&gt;---&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-991931355079579348?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/991931355079579348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=991931355079579348' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/991931355079579348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/991931355079579348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/anti-humor-9.html' title='Anti-Humor [9]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1713685933340960125</id><published>2008-12-19T15:12:00.002-02:00</published><updated>2008-12-19T15:21:55.347-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 45</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqabAn23sI/AAAAAAAAFPA/3zu7tjDWodw/s640/2008%20056-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 385px; height: 289px;" src="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqabAn23sI/AAAAAAAAFPA/3zu7tjDWodw/s640/2008%20056-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos ao lado de Miranda passaram-se como um sonho. E foram muitos. Ferdinando e Miranda Peregrino Nápoles, os dois amantes, logo se tornaram conhecidos na cidade. A peculiaridade de um desmemoriado herdeiro de uma das mais importantes famílias da cidade casar-se com uma descendente de ciganos atraiu a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles, porém, pouca importância davam a isso. Miranda, naturalmente, sabia da condição de Ferdinando, e por diversas vezes passavam horas conversando, tentando encontrar algum jeito de chegar ao passado. Mas era inútil. Com o tempo, acabaram se esquecendo disso, e Ferdinando passou a fingir que sempre morara em Miranda e sempre fora herdeiro dos Nápoles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro ano de casados, Lino, dono do armazém, morreu, e Ferdinando comprou o estabelecimento da filha dele, que queria se mudar para outra cidade. Miranda, que trabalhava como enfermeira em um posto de saúde, saiu de seu emprego e foi cuidar, junto ao marido, dos negócios da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estavam casados há cinco anos quando uma outra estrela surgiu no céu daquele homem que um dia fora o Tolo, o desmemoriado. A estrela se chamava Sabine, um bebê gracioso, radiante, puro, fruto do amor entre Ferdinando e Miranda. Para comemorar a chegada da filha, Ferdinando mobiliou um quarto só para ela, e aproveitou para trocar a&lt;br /&gt;mobília de praticamente toda a casa. As únicas coisas velhas que manteve foram as roupas e a caixa que Nino lhe legara, escondidas, porém, no fundo de um armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, Ferdinando já não mais se preocupava com nada. Tinha duas convicções: que seu passado permaneceria para sempre enterrado, fosse ele qual fosse, e que Nino estava bem em suas viagens, e um dia mandaria lembranças. O gato, Miranda o batizara de Momo, mas ele não demonstrou gostar nem desgostar da alcunha, e estava sempre com a família, os acompanhando para todo lado. Assim, formavam um quarteto perfeito. Ferdinando, Miranda, Sabine e Momo, o quarteto fantástico da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde que acordara em um carro sem suas memórias, a Ferdinando não faltava nada: agora, ele estava plenamente feliz. &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173892--&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1713685933340960125?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1713685933340960125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1713685933340960125' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1713685933340960125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1713685933340960125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-45.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 45'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqabAn23sI/AAAAAAAAFPA/3zu7tjDWodw/s72-c/2008%20056-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4609261304216303405</id><published>2008-12-18T13:03:00.002-02:00</published><updated>2008-12-18T13:05:31.868-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 44</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPudK_KTrUI/AAAAAAAAFRI/aEpvPVUT3cg/s640/2008%20065-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 330px; height: 247px;" src="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPudK_KTrUI/AAAAAAAAFRI/aEpvPVUT3cg/s640/2008%20065-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miranda apareceu em sua vida de repente, como um raio de sol que do meio das nuvens cinzentas de um dia nublado surge no céu e ilumina tudo. De tal maneira ela foi importante para ele que após o primeiro dia em que a viu tornou-se uma outra pessoa. Ela apareceu, em todo seu esplendor castanho-claro, de olhos verdes tímidos, no mercadinho. Queria comprar algumas maçãs. Ferdinando, que já a havia notado desde que entrara, usou todo o seu espírito galanteador para chamar a atenção da moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você gosta mesmo de maçãs hein? – felizmente para ele, ela era um pouco mais espirituosa, e respondeu prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Pois é, quero ver se dentro de alguma delas acho meu pecado original junto a um homem do paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  E então, juntos, sorriram. E então, Ferdinando sentiu, juntos para sempre sorririam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os movimentos que ambos fizeram, os passos bem calculados, mas insuportavelmente imprevisíveis do amor, essas coisas não se há-de dizer. Basta dizer que ambos se apaixonaram, perdidamente, loucamente, daquele jeito que as pessoas se apaixonam, e continuaram sorrindo um para o outro, arrebatados por um sentimento que os unia mas era maior que a simples soma deles dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela trouxe mais alegria à casa de Ferdinando, trouxe graça e luz, como ele gostava de dizer. Três meses depois de se conhecerem, ela se mudou para lá, e um ano depois estavam casando. Assim, rápido. Assim, quase inconseqüente. Assim, do jeito que acontece nos nossos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4609261304216303405?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4609261304216303405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4609261304216303405' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4609261304216303405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4609261304216303405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-44.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 44'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPudK_KTrUI/AAAAAAAAFRI/aEpvPVUT3cg/s72-c/2008%20065-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4760818465209816319</id><published>2008-12-17T22:35:00.008-02:00</published><updated>2008-12-18T10:45:26.882-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>O Autor</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cccccc;"&gt;por Rodrigo Faustini (qualquer coisa, considere o título como deliberadamente sarcástico em sua falta de criatividade)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://justinsimoni.com/images/full/words/words_are_sweet.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://justinsimoni.com/images/full/words/words_are_sweet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;O autor estava sentado em sua cadeira (era personalizada). Ela era acolchoada, de um fino tipo de madeira de nome holandês (a pronúncia deste há tempos havia cometido suicídio em sua memória; lamentável) que exala o mais único dos cheiros; fora manuseada por um genuíno artista, perdido no porão de uma marcenaria nos arredores da cidade, que, naquele móvel banal, engravou parte de seu coração. Aquela cadeira não significava nada. O autor se questionou se suas palavras sofriam do mesmo mal, enquanto digitava cada vez mais delas, suas filhas bastardas. Ele não tinha coragem de associá-las ao seu nome. Rubens Secco era o pai. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Marcelo estava em grande perigo no momento. Ele tinha certeza de que o homem de terno e sobrancelhas volumosas que lia desatento um jornal estava naquele trem para matá-lo. A próxima parada era dali a duas horas. Até lá, os constantes olhares investigativos e de suspeita reinariam; o passageiro a seu lado não parava de tossir em seu lenço branco. O autor odiava Marcelo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;-Corajoso&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;em&gt;-Egocêntrico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-Sagaz &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;em&gt;-Calculista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-Inocente&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;em&gt; -Infantil&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Marcelo era o antagonista do autor. Mas como ele o invejava. Por mais imaturas e mesquinhas que fossem suas ações, Marcelo sempre conseguia uma linda mulher como prêmio, para a alegria de seus leitores. E como o autor odiava seus leitores, eternamente confinando-o à sua cadeira. Agora ele está parado, observando enquanto a barrinha de seu Microsoft Word pisca, faminta por letras. Era uma noite fria de Agosto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Carlos não era subjugado esclerose, Carlos podia voar. Olímpio não olhou um segundo para trás após decidir seguir seu sonho. Amanda, armada apenas de sua profissionalidade como repórter e alguns microfones estrategicamente posicionados havia derrubado uma família inteira envolta em corrupção e luxúria. O autor havia sentado bastante tempo em frente de seu computador. O autor muito os invejava. Talvez ele sentisse que as palavras o fizessem companhia.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Uma brisa de vento passou pela janela entreaberta, forçou seu caminho pela cortina, rodopiou por pura graça, e foi abraçar o rosto do autor, que precisava, gabando-se dos lugares que já havia visitado. Possuía os aromas para prová-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;O autor aproximou-se de sua estante, pegou uma história em aleatório, e saiu pelo mundo para vivê-la.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Um sino indicou que o trem estava perto do ponto. Marcelo levantou-se e seguiu para perto da porta. O homem suspeito foi atrás, em passos inaudíveis, mas em respiração ofegante. Ele tinha péssimas notícias para dar. Marcelo segurou levemente em sua pistola, que se encontrava em seu bolso, sem virar. Era uma noite fria de Agosto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4760818465209816319?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4760818465209816319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4760818465209816319' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4760818465209816319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4760818465209816319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/o-autor.html' title='O Autor'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-9017698695005174756</id><published>2008-12-17T17:16:00.002-02:00</published><updated>2008-12-17T17:23:43.877-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 43</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2039/2460179417_24d68d702c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 355px; height: 266px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2039/2460179417_24d68d702c.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois da conversa com Tito, os inspetores Fellwin e Spassky apareceram em sua casa. Era domingo, e Ferdinando o estava aproveitando quase nu em frente à tevê. Teve de colocar correndo uma camiseta e uma bermuda (ainda usava as mesmas roupas que comprara com Nino nos primeiros dias de sua estada na cidade) e atendeu à porta com uma expressão um pouco assustada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois policiais ficaram um pouco preocupados de o terem pego em um mau momento, mas Ferdinando os tranqüilizou quanto a isso. Haviam trazido pão, Ferdinando fez café, e então sentaram-se, na cozinha mesmo, para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - E então Ferdinando, que tem feito da vida? – era o gordo Spassky que falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Trabalhado, basicamente, vou de segunda a sexta no mercadinho do Lino, e aos sábados fico lá de manhã. – ele respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - E você está contente com essa vida? – agora a pergunta vinha de Fellwin.          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando pensou um pouco antes de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feliz? Sim, creio que sim... tanto quanto se pode estar feliz vivendo com um gato e trabalhando num armazém. Sim, estou satisfeito vivendo assim. Por que pergunta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Veja, Ferdinando, eu e o Bingo aqui estávamos pensando em você, no seu caso, de onde você veio, queríamos saber como você está se sentindo com isso, e, bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que Spassky quer dizer – interrompeu Fellwin. – é que nós descobrimos algumas coisas sobre o caso do acidente com o Hartman. Pelo que você nos disse, era você mesmo que estava no carro com ele. Mas Hartman vivia sozinho, não tinha família, os vizinhos não sabem de ninguém ter estado na casa dele nos dias anteriores ao acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, e lá no posto, nós encontramos algumas coisas estranhas. Pelo registro do caixa, somente um cliente passou por lá aquele dia. Acreditamos que seja você, mas não fazemos idéia de como você chegou até lá. Não havia nenhum outro carro além do de Hartman, acidentado na estrada. E pra piorar a história, achamos alguns cartuchos de bala no chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de Ferdinando foram alvejados por imagens desconexas. Alguém atirando com uma submetralhadora, um carro indo embora, o chão empoeirado. Por uma fração de segundo, essas imagens lampejaram, e então sumiram sem deixar rastro ou lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Isso, não me diz nada, desculpem... eu não me lembro. – Fellwin deu um tapinha em seu braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acalme-se. Nós não viemos aqui pra resolver essa questão do Hartman. Viemos pra saber se você não tem interesse em procurar seu passado, em resgatar sua memória...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando ficou encarando o chão por um tempo, como se não tivesse ouvido o que Fellwin falara. Depois, deu um longo e enorme suspiro, e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que eu tenho, eu quero muito saber o que eu esqueci, descobrir de onde eu venho, quem eu sou, meu passado, mas vocês mesmos disseram, nós não temos pistas, não temos nada. Até alguém vir me procurar ou eu me lembrar das coisas espontaneamente, tudo terá de continuar assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, Spassky e Fellwin não tinham resposta pronta. Ficaram num silêncio constrangido, terminaram seu café, e despediram-se de Ferdinando com um longo abraço de cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto via os dois desaparecem na esquina, Ferdinando imaginava se o que falara era sincero, se não ia atrás de seu passado porque não tinha por onde começar, ou se, na verdade, não o perseguia pois tinha medo de descobrir a verdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-9017698695005174756?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/9017698695005174756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=9017698695005174756' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/9017698695005174756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/9017698695005174756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-43.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 43'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5360010161696128388</id><published>2008-12-16T22:14:00.015-02:00</published><updated>2008-12-17T10:14:27.056-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3041/2696894683_5b0121b1bc.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 432px; text-align: center;" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3041/2696894683_5b0121b1bc.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Foto por &lt;strong&gt;Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;UMA SENSAÇÃO AGUDA E INCOERENTE.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sinto um vazio, mas não chega a ser dor, sacrilégio ou desespero... é apenas uma sensação. Dessas que chegam num piscar de olhos e demoram muito tempo para ir embora. Na verdade, sinto-me vazio e, para isso, sei apenas um infalível remédio: sentar, ler um bom livro, cruzar os braços, refletir bastante, deixar que a vida passe ligeiramente e esperar, esperar, esperar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Antes das teorias e diversas falsas-lógicas, insisto: a única causa para esse tipo de sentimento é a falta. Uma falta sublime, cheia de eco, totalmente oca, à deriva do tempo. Uma falta digna ser nomeada assim. E por ser tão aguda e incoerente, sussurra pelo vento a pior das perguntas: falta de que?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se ontem mesmo, a vida era tão bonita e deliciável; o tempo passava arrastado e o pensamento ficava lá longe, junto de um corpo amado. Se ontem mesmo, tudo estava tão bom e eu não precisava de nada mais, como posso sentir, agora, falta de alguma coisa? Hum... talvez, não sei, o motivo seja exatamente o contrário: esse vazio só ocorre por eu não sentir falta.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se tudo está bem, não há muito o que falar, as queixas perdem a graça e os papos ficam relativamente chatos. Quando tudo vai de vento em popa; quando nos abrigamos no reino da perfeição, não resta nada a almejar e o tédio pode ser um grande aliado. A felicidade não é muito compartilhável e nem tão poética como a dor.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;(A dor de amar, de perder, de existir).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É pela dor que construímos a verdadeira alegria - castelo de porcelana belo e frágil. Vivemos para fugir do sofrimento, sendo feliz como criança de galocha pisando em poça de água suja; e para desobstruir a alma dos sentimentos ruins.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sabe, em dias como esse, quando o vazio torna-se meu conteúdo, entendo que estou feliz... e basta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5360010161696128388?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5360010161696128388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5360010161696128388' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5360010161696128388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5360010161696128388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/para-ler-com-pressa.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7758065526404103478</id><published>2008-12-16T13:31:00.002-02:00</published><updated>2008-12-16T13:47:50.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 42</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTd_y2RRI/AAAAAAAAFx4/Yst96jkhhhg/s640/DSC01403-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTd_y2RRI/AAAAAAAAFx4/Yst96jkhhhg/s640/DSC01403-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Ferdinando tornara-se um constante repetir da rotina. Dia após dia, ele ia ao trabalho, trabalhava, e de lá voltava, quieto e cansado, para tomar um banho, jantar, dar comida para o gato e dormir. Raramente conversava com alguém fora do horário de serviço. No máximo ligava a televisão e ouvia o noticiário ou telefonava para algum restaurante pra pedir pizza. Também passava longos minutos encarando o gato, até sua atenção ser desviada pela tevê. Geralmente, dormia rápido. Às vezes, porém, ficava a noite inteira acordado, pensando em onde estaria Nino e se algum dia ele se lembraria de quem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho freqüente perturbava seus pensamentos: ele, no corpo de um garoto, perseguindo um trio de pessoas. Era sempre a mesma situação, embora em cenários diferentes: uma mulher triste indo atrás de um homem e uma garotinha, e de repente desaparecendo sem deixar pistas. Ele, ou o garoto, então, continuava a ir atrás do homem e da menina, até que eles sumissem em algum tipo de ilha ou lugar inacessível. Ferdinando freqüentemente passava o dia pensando nesse sonho, mas nada além de perplexidade vinha à sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desses dias de sua nova vida, não se sabe qual, posto que eram todos iguais, Ferdinando recebeu uma visita. O mercadinho estava vazio, e ele quase cochilava em uma cadeira, quando ouviu passos ecoando no recinto. Eles eram constantes e cadenciados, como uma marcha, e logo Ferdinando enxergou quem os dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem baixo, grisalho e enrugado, vestindo um terno elegante, se aproximava dele. Suas pernas, mesmo quando andava, permaneciam um pouco afastadas, e seu tronco se projetava à frente, deixando os braços pendurados, o que lhe dava um aspecto animalesco. Ferdinando logo reconheceu quem ele era: Tito Heisenberg, o magnata que, diziam as línguas, mandava na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho passou por ele e, com um sinal, o chamou para ir até a sala do dono no mercadinho, atrás do setor de congelados. Ferdinando o seguiu até a sala vazia e encontrou o homem em pé no canto, indicando-lhe uma cadeira vazia em frente à mesa de seu patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se. - ele disse. Ferdinando sentou. - Creio que você me conhece? – Ferdinando confirmou com a cabeça. – Bom. – continuou o homem. Ele próprio, então, seguiu até uma outra cadeira, geralmente usada pelo dono do lugar, e sentou-se lá. Uniu as mãos sobre a mesa, aproximou a cadeira e, olhando no fundo dos olhos de Ferdinando, direta e impassivelmente, voltou a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ferdinando, tenho algumas coisas muito importantes a te dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O senhor pode falar, desde que seja breve, não posso deixar a loja sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupe com isso. – respondeu o homem com um sorriso, que logo sumiu de sua face. – Ninguém entrará lá enquanto estivermos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ferdinando ficou incomodado. Sem demonstrar ter tomado nota disso, Tito continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você deve saber, sou conhecido em Miranda como “chefe”, ou alguma outra alcunha que os cidadãos dessa bela cidade insistem em me dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Já ouvi falar disso sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um outro nome pelo qual eles me chamam é “pai”, e eu te digo, Ferdinando, - ele parecia exagerar na grandiloqüência ao falar o nome de Ferdinando, como se o proclamasse ironicamente. – eu sou um pai generoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Não tenho dúvidas disso... Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ótimo. Por isso vim então hoje dar-lhe as boas vindas oficiais à Miranda, em nome de todos os seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Mas por que só agora? – perguntou Ferdinando, impulsivamente. Tito mais uma vez sorriu numa fração de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez seja porque você não é exatamente uma personalidade ilustre para receber as boas vindas logo que chega, ou talvez seja por outro motivo. Você não precisa saber. O que você tem de saber, Ferdinando – mais uma vez aquele tom. -, é que eu, como Pai, sou muito consciencioso da vida de meus filhos e de meus deveres como pai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Súbito, o homem socou a mesa e apontou para Ferdinando, enquanto sua boca se contorcia para proferir as últimas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu conheço seus segredos, homem, todos eles. E seus desejos e seus medos. Um dia eu vou te pedir um favor, e você vai fazê-lo para mim ou – agora, ele faz um gesto com as mãos, como se amassasse uma folha de papel. – eu vou esmagar tudo isso, de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando ficou sem reação. Não sabia se respondia, se brigava, ou se simplesmente levantava e ia embora. Preferiu ficar parado e em silêncio, enquanto Tito se levanta, recompondo-se, e com um gesto se despedia e ia embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, ao voltar para casa, Ferdinando olhou para trás constantemente, com medo de estar sendo perseguido. Fugia de cada trecho escuro e a cada segundo caminhava mais rápido. Quando chegou em casa, fechou a porta bem rápido, trancou as janelas, e passou o resto da noite acordado agarrado ao gato, com todas as luzes acesas e a tevê gritando bem alto para espantar os demônios, os fantasmas e as sombras.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7758065526404103478?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7758065526404103478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7758065526404103478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7758065526404103478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7758065526404103478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-42.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 42'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSXTd_y2RRI/AAAAAAAAFx4/Yst96jkhhhg/s72-c/DSC01403-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5500221492388686834</id><published>2008-12-16T12:32:00.003-02:00</published><updated>2008-12-16T12:38:07.316-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>A Última Vela</title><content type='html'>&lt;a href="http://blog.josephavakian.com/wp-content/uploads/2008/03/candle-in-the-dark.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 418px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://blog.josephavakian.com/wp-content/uploads/2008/03/candle-in-the-dark.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por João Pedro Paro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite tudo se apagou. Nenhuma luz, nenhum movimento, a única cara visível era a do escuro. Ninguém sabia se havia uma vela disponível. E foi aí que o imprevisto aconteceu... Ele estava deitado no chão. Não tinha ninguém, todos haviam o abandonado. Seus pais? Mortos, seus tios? Mortos. A única pessoa que lhe restara era sua avó materna, mas ela havia decidido encontrar o resto da família mais cedo naquele dia. O escuro o cobria e ele decidiu levantar. Ao tentar acender a luz percebeu que essa também o havia abandonado. Notou que ainda usava o terno do enterro e começou a chorar novamente. “Por quê?” Ele se perguntava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de sua avó que acendia uma vela toda noite antes de dormir. Será que ela havia tido tempo de fazer isso antes de partir? Ele andou tateando as paredes até chegar ao quarto. Olhou através da porta e viu, em cima de uma velha cômoda, a última vela, a última chama disponível naquela casa. Pegou a vela e voltou à sala. Posicionou a pequena vela na mesinha de centro e largou-se no sofá. Começou a observar as fotos iluminadas pela pequena chama. E viu a foto, aquela foto, a foto do dia em que sua solidão começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a noite de sua formatura e toda sua família estava reunida para comemorar, haviam decidido alugar uma van para que não tivessem que se preocupar com a embriaguez de um dos motoristas, e foi por causa dessa van na volta da formatura que ele estava só. Era uma noite escura e quase todos, dentro e fora do carro, dormiam, porém outra pessoa que não deveria dormir caiu nos braços de Hipnos: o motorista. A van rolou ribanceira abaixo e ao acordar ele se lembrava de um misto de metal, corpos e fogo. No hospital foi amparado por sua avó, os dois eram os únicos sobreviventes de toda a família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou a foto nas mãos e passou-a sobre as chamas, assistiu-a queimar. Colocou a foto ainda em chamas no cinzeiro da mesa e, com a vela em mãos, foi até o parapeito da janela. Admirou a escuridão que envolvia a cidade, nenhuma luz, nenhum movimento; observou as nuvens no céu, eram as únicas que ainda sorriam para ele. Viu as formas de seus pais nas nuvens, queria tocá-los, abraçá-los, nem que fosse pela última vez; ao lado deles viu sua avó, apesar de tão pouco tempo já sentia a falta dela. Abaixou-se ao lado da janela e pôs-se a chorar novamente e, antes que percebesse, havia adormecido. Acordou pouco depois, a vela caída incendiara o tapete que, por sua vez, incendiara todo o resto do apartamento. Olhou para as chamas, viu seus parentes no meio delas, dançando, cantando, se divertindo, adentrou no fogo e deixou que este o envolvesse. Depois de algum tempo tudo se apagou. Nenhuma luz, nenhum movimento, a única cara visível era a do escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.njhotair.com/images/battlecreek2003/Dscn6275.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.njhotair.com/images/battlecreek2003/Dscn6275.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; fotos: Google&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5500221492388686834?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5500221492388686834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5500221492388686834' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5500221492388686834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5500221492388686834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/por-joo-pedro-paro-naquela-noite-tudo.html' title='A Última Vela'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8145968825095903998</id><published>2008-12-15T19:07:00.002-02:00</published><updated>2008-12-15T19:14:05.453-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 41</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSVy6gBfUI/AAAAAAAAFxQ/fFlMprhL9D0/s512/DSC01424-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 344px; height: 349px;" src="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSVy6gBfUI/AAAAAAAAFxQ/fFlMprhL9D0/s512/DSC01424-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele demorou um pouco para se adaptar à nova vida. Sua casa era grande, como o prometido, mas parecia parada no tempo. A mobília era velha e gasta e, embora fosse confortável, transmitia uma desagradável sensação de não-pertencimento, como se destoasse do “plano de existência” em que Ferdinando, e a própria casa, viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante algum tempo, Ferdinando permaneceu solitário e exilado. Nino lhe deixara algum dinheiro, então ele pôde se dar ao luxo de não trabalhar nos primeiros dias. Ficava trancado em casa quase sempre, com as janelas fechadas e a poeira acumulando nos móveis e em sua pele. Só saía pra comprar comida para si e para o gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato, Ferdinando só o chamava de gato, como seu dono anterior – não achava necessário nomear-lhe por coisa alguma. Viviam numa estranha sociedade. Frequentemente ficava com o gato no colo o dia todo, até que esse ficasse com fome e fosse até seu pratinho comer. Ferdinando então acordava de sua vegetação, tomava um banho e passava o resto do tempo olhando a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, sentia que havia mais alguém além dele na casa. Ouvia risadas e sussurros em sua cabeça, e se metia a procurar de onde vinham, mas não encontrava nada, nem ninguém. Com o tempo, começou a acreditar que o fantasma de Kaspar Hauser o assombrava. Eram os dois, Ferdinando e Hauser, os donos vivo e morto do gato que Schrödinger legara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o que tirava o desmemoriado de seu estado apático eram as visitas ocasionais de alguns conhecidos seus da cidade. Fellwin e Spassky vinham tomar café, às vezes, e um ou outro morador simpático da rua o visitava para ver como ele ia levando a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Ferdinando resolveu fazer alguma coisa. Já fazia quase um mês que Nino partira, e ele percebeu que precisava começar a trabalhar. Conversou com os policiais, perguntou o que eles sugeriam, e acabou sendo contratado para vendedor de um mercadinho que ficava a dois quarteirões de sua casa. Rapidamente, Ferdinando subiu de posto, e dois meses depois de sua chegada a Miranda ele era o conhecido e sério gerente do armazém do bairro.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8145968825095903998?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8145968825095903998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8145968825095903998' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8145968825095903998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8145968825095903998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-41.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 41'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSVy6gBfUI/AAAAAAAAFxQ/fFlMprhL9D0/s72-c/DSC01424-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5426318334493697006</id><published>2008-12-14T20:56:00.011-02:00</published><updated>2008-12-16T22:14:23.281-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para ler com pressa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Para ler com pressa.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;GENTE QUE NÃO SABE AMAR.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Nosso amor será eterno!", "Não sei viver sem você!", "Só você me faz feliz!"... quantas vezes não disse frases parecidas com essas ao pé do seu ouvido? Quantas e quantas vezes prometemos ficar lado a lado nos momentos difíceis?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ah!, como fui tão tolo de acreditar em... nós! Num futuro bonito e límpido... juntos! Depois de quatrocentos e trinta e dois dias de &lt;em&gt;paixão&lt;/em&gt;, você pediu as contas, eu fechei a caderneta e nem sequer sobrou uma pontinha de Bento Santiago em mim. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Depois de tanto tempo, estou decidido: não acredito mais em juras de amor. Também, não as faço mais - deixo que o amor seja demonstrado através dos carinhos, da falta de ar, do coração pulsando veloz e o brilho indissimulável nos olhos. Deixo o amor germinar lá dentro da alma e transparecer aos poucos em mim - por mim... assim, só assim, as palavras passam a não ter sentido para expressar esse nobre sentimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Para ser bem franco, nós éramos imaturos e não sabíamos amar. Por isso, nosso amor era amor de palavras - frágil e vulnerável às tempestades de areia dessa vida. Numa delas, ele rompeu, morreu, tornou a ser pó debaixo dos tapetes persas de sua tia-avó. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ontem, por exemplo, quando nos encontramos na padaria, achei que não suportaria lhe ver com aquele seu novo namoradinho, mas... eu não senti nada. Na-da, nem uma vontade de estar no lugar dele, nem o desejo de ter o meu corpo abraçado ao seu. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Você me viu primeiro, mas não cumprimentou calorosamente - nem eu. O papo foi padrão e nenhum dos dois se atreveu a perguntar nada além de como ia a vida e o trabalho. Despedi-me rápido (mentindo sobre estar atrasado para o café da manhã), você também não insistiu que eu ficasse. Enquanto partia, fez questão de não me acompanhar com os olhos - deixei por isso mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quando entrei no carro e vi, de longe, os seus lábios colarem aos dele, pude entender a maior das verdades: o amor acaba e os corações, antes aquecidos pelo sentimento frenético, ficam mais frios que fornada de pães franceses.&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm3.static.flickr.com/2033/1846853150_1ff1fd20af.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 391px; height: 274px; text-align: center;" alt="" src="http://farm3.static.flickr.com/2033/1846853150_1ff1fd20af.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por &lt;strong&gt;Rapha Abreu&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5426318334493697006?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5426318334493697006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5426318334493697006' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5426318334493697006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5426318334493697006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/para-ler-com-pressa-1.html' title='Para ler com pressa.'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2944597641558916013</id><published>2008-12-14T16:21:00.005-02:00</published><updated>2008-12-14T16:29:33.298-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [1]</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: &lt;strong&gt;Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SUVPXqgnW1I/AAAAAAAAAIM/HN65yAhog_M/s1600-h/remediosbruna.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279713406128446290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SUVPXqgnW1I/AAAAAAAAAIM/HN65yAhog_M/s400/remediosbruna.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;em&gt;O último teste (1/10)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos, benzinho, acabe com eles!” Noah Davis conversava com a lâmina de vidro, apoiado sobre o microscópio. “Leo, coloque no telão.” O assistente ativou a iluminação do microscópio digital, ligou a câmera e estendeu o painel branco apressadamente. Os dois estudantes examinavam emocionados o temível e minúsculo organismo se estrebuchando, colérico, temeroso por sua sobrevivência. E o princípio misterioso despedaçava sua membrana, proteína por proteína, triunfando na batalha ínfima e colossal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conseguimos! Veja só, o HIV está morto! Obrigado, Leo, só você acreditou em mim!” O promissor farmacêutico abraçava energicamente o colega de quarto. “Parabéns, Davis”, ele respondeu, um pouco desconcertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Obrigado, mas ainda falta um último teste. Já testamos em ratos, em macacos, em sangue humano, mas ainda não aplicamos a vacina no seu destino efetivo”, observou, com olhar convidativo. “Você se dispõe?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que pode dar errado?”, compreendeu, com um sorriso ansioso. Talvez fosse sua última chance de ser curado – a doença é imprevisível. De fato, Leo sabia que não tinha nada a perder. Por isso, foi com ânimo que compareceu ao Laboratório Central da faculdade para injetar em si mesmo o específico salvador. E foi com ânimo que esperou uma semana pelos resultados da vacina. Com ânimo fez os exames finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com um ânimo muito singular, e o rosto irrigado de lágrimas, e agradecimentos inefáveis a Noah Davis, e uma determinação inexorável, esfregou o resultado negativo na cara de seus professores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2944597641558916013?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2944597641558916013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2944597641558916013' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2944597641558916013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2944597641558916013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/sonata-noturna-1.html' title='Sonata noturna [1]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SUVPXqgnW1I/AAAAAAAAAIM/HN65yAhog_M/s72-c/remediosbruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-4316599915942883681</id><published>2008-12-14T11:34:00.007-02:00</published><updated>2008-12-14T14:54:55.437-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [8]</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Teorias Cortadas do Especial da Superinteressante sobre Conspirações&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;-Estive somando os resultados obtidos em tabelas estilo pizza, e, 335 das 336 vezes, consegui o alarmante resultado: 100.&lt;br /&gt;-Poderia o inventor da patente ter feito sua criação apenas para ser o primeiro a registrar a frase “marca registrada” para conseqüentemente ganhar milhões?&lt;br /&gt;- Poderia Michael Jackson ser apenas uma alusão ao Pinóquio? Pense bem, Pinóquio não aceitava quem era, tinha um criador exigente, ficou famoso após juntar-se a um &lt;em&gt;freak show&lt;/em&gt;, possuía um nariz “especial” e tinha uma relação perturbada com mentiras, e uma obsessão com “garotinhos de verdade”. Já Michael Jackson não aceitava sua etnia, tinha um pai exigente, ficou famoso após juntar-se a um &lt;em&gt;freak show&lt;/em&gt; (também conhecido como Jackson 5), possui um nariz “especial” e tem uma obsessão por “garotinhos de verdade”. Ambos também sempre foram motivos de piadas feitas por estranhos preconceituosos. Peraí...&lt;br /&gt;- Embora muitos acreditem em OVNI’s nunca houve nenhuma prova de que eles são reais.&lt;br /&gt;-Embora muitos acreditem na “Ciência” nunca houve nenhuma prova concreta de que ela é verdadeira. Talvez tudo não passe de muitas, muitas coincidências consecutivas. Atualmente, estou desenvolvendo um método racional para provar essa não existência da “Ciência”, para que todos possam experimentalmente entender essa hipótese.&lt;br /&gt;-Pegue o termo “LAVA-RÁPIDO”. Escreva numa folha de papel LAVA, e, na linha de baixo, RÁPIDO, começando duas casas à esquerda. Leia como em colunas, começando pelo V. Fique perplexo.&lt;br /&gt;-Grife o smilie do MSN. Fique perplexo.&lt;br /&gt;- Embora o Brasil tivesse um presidente na década de 70, não há registros de uma eleição nessa época. (Maçonaria?)&lt;br /&gt;-Haveria uma conspiração por trás do fato de que todas as conspirações já pensadas até hoje estivessem completamente erradas? Poderia ser uma incrível demonstração de marketing histórico por parte de Dan Brown para vender mais livros?&lt;br /&gt;- Nunca foi levada em consideração a possibilidade de que, incapaz ou com preguiça, Deus não inventou o mundo e apenas criou a Bíblia para cobrir qualquer dúvida de que talvez ele não fosse o criador, já que ele era o primeiro a estar lá ninguém tinha tomado responsabilidade até então. De qualquer forma foi um movimento astuto, de grande concentração e cálculo para um ser imaterial.&lt;br /&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- E agora para algo completamente (mais) estúpido:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Workshop de Cinema&lt;br /&gt;Capítulo LV&lt;br /&gt;Os Intrínsecos da Comédia&lt;br /&gt;Parte II -Lançamento de Tortas Através dos Anos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aa&lt;/span&gt;Um dos símbolos iniciais da comédia, o lançamento de tortas (ou “arremesso” se você é um acadêmico) fez a população rir por décadas, com sua combinação de creme e o rosto das pessoas surpresas, e de como os dois normalmente não combinam, criando a característica comédia resultante.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;bb&lt;/span&gt;Tudo começou, como a maioria das piadas, de um lugar triste e obscuro: Johnathan Hardy fora sufocado até a morte com uma sacola plástica por seu enteado, num jantar em família. Pouco depois, a polícia chegou para investigar a cena do crime, e re-encenar este, para maior constrangimento dos parentes. Como não havia mais sacolas, uma torta foi usada, sugestão do filho Hardy, agora órfão. Hilaridade se seguiu, e todos riram até chorarem e choraram até rirem, até chorarem de novo por acabarem de ter perdido um ente querido.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;cc&lt;/span&gt;Logo as piadas envolvendo lançamento de tortas viraram um fenômeno aparecendo na maioria das grandes produções do cinema mudo como: “&lt;em&gt;Abbot &amp;amp; Costello Visitam a Panificadora&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;O Gordo e o Magro na Terra dos Estereótipos Cômicos&lt;/em&gt;” e o obscuro filme de Charles Chaplin “&lt;em&gt;O Garoto 2: O Último Órfão Virgem&lt;/em&gt;”. Com o sucesso, logo vieram títulos totalmente centrados nas piadas envolvendo o lançamento de tortas, camisetas, canecas, livros e até uma linha própria de bolos e brigadeiros.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dd&lt;/span&gt;Mas nem sempre os risos eram de diversão. Com a quebra da bolsa em 29, bancar as piadas envolvendo o lançamento de tortas ficou cada vez mais difícil e palhaços descobriram que seu substituto mais barato, o lançamento de sopas, mostrou-se menos engraçado e mais escaldante. Com o mundo mais sério após duas guerras mundiais, algumas tentativas de ampliar o mercado foram tentadas, como no drama “&lt;em&gt;O Diário de Anne Bagel&lt;/em&gt;”, passado na época de campos de concentração de &lt;em&gt;Strudels&lt;/em&gt;, mas acabaram falando terrivelmente, sendo que os prazos de validade dos atores complicavam terrivelmente o processo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ee&lt;/span&gt;Com a chegada dos anos 60 e dos movimentos sociais, a situação complicou-se um pouco mais. Por quê tortas de chocolate nunca eram utilizadas? Eram as tortas de frutas menos engraçadas por algum motivo específico?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ff&lt;/span&gt;“Com o tempo, as coisas mudam, aparentemente” declarou Peach, outro dos atores torta sofrendo do desemprego de massa, cuja última atuação foi em 1999 quando participou de &lt;em&gt;American Pie&lt;/em&gt;, do qual não comenta até hoje “Mas é triste ver seus parentes, filhos e amigos todos sucumbindo a antropopiegia na sua frente por não ter dinheiro. Ainda mais, com toda a fome no mundo, o arremesso de tortas deveria ser considerado até mais engraçado do que antes” completou num tom de voz rouco, pedindo para que se lembrem de que, dependendo da quantidade de farinha utilizada, estarão contratando tecnicamente um pão recheado e não ele. &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Para mais informações e para saber como ajudar, por favor, visite:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.piecouncil.org/"&gt;&lt;em&gt;http://www.piecouncil.org/&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;http://whatscookingamerica.net/History/PieHistory.htm&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.ecu.edu/cs-admin/news/images/349137950_373e867f12.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ecu.edu/cs-admin/news/images/349137950_373e867f12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;this iswritteninwhitefornoreason&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Anos de Glória&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-4316599915942883681?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/4316599915942883681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=4316599915942883681' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4316599915942883681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/4316599915942883681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/anti-humor-8.html' title='Anti-Humor [8]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2934258067242026734</id><published>2008-12-12T12:53:00.002-02:00</published><updated>2008-12-12T13:00:58.012-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 40</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3288/2473938235_37c5394da5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 353px; height: 265px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3288/2473938235_37c5394da5.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Nino não deixou Ferdinando sem nada para continuar. Passou o dia seguinte ao enterro de Ernest trancado em seu quarto, e na outra manhã já não estava mais na casa. Sumira na madrugada, na surdina, sem aviso, mas deixara tudo preparado às suas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevera na carta – que Ferdinando encontrara em seu próprio quarto ao acordar – um advogado veio resolver as pendências legais. Surpreendentemente, o pobre Nino pensara em tudo. O casarão seria vendido, com praticamente tudo dentro. Algumas coisas porém, seriam legadas a Ferdinando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, uma identidade. O advogado informou que Nino dera entrada em alguns papéis para registrar Ferdinando como alguém existente. Seu nome seria Ferdinando Peregrino Nápoles, se ele concordasse. Lembrando-se das palavras de Ernest, o desmemoriado sinalizou com a cabeça sua aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Em segundo lugar, uma caixa. Dentro dela, todas as coisas importantes da família. A vitrola com o disco do &lt;i&gt;The Sandmen&lt;/i&gt;, alguns quadros e livros, e as armas da família, que incluíam o brasão, o punhal e uma bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, uma casa. Nino providenciara para que Ferdinando fosse morar em uma casa espaçosa, agradável e totalmente mobiliada, perto do centro comercial da cidade e longe daquela velha praça, cemitério de lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quarto, e último, lugar, uma outra carta. Nela, Nino pedia a Ferdinando para que não o seguisse, e explicava o motivo de ter dado a ele aquele nome, o significado dos quadros e livros para a família, e o que representava o brasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas coisas, salvo a última, demorariam ainda um bom tempo para serem consumidas pelo fogo. No mesmo dia em que chegou à sua nova casa, no entanto, Ferdinando jogou a carta na lareira, e durante o resto da vida fez um enorme esforço para apagar seu conteúdo da memória.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2934258067242026734?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2934258067242026734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2934258067242026734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2934258067242026734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2934258067242026734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-40.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 40'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-642358780909969821</id><published>2008-12-11T15:50:00.002-02:00</published><updated>2008-12-11T15:56:10.004-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 39</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPowjYGsydI/AAAAAAAAFL8/bX9I34z_FUc/s640/DSC01120-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 387px; height: 290px;" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPowjYGsydI/AAAAAAAAFL8/bX9I34z_FUc/s640/DSC01120-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“ Ferdinando, meu novo irmão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que todas as coisas acontecem por um motivo. Não vejo sentido no acaso e na indiferença: para mim, tudo está interligado, cada coisa que nos acontece é parte de uma cadeia de eventos que nos leva até o nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte de Ernest, nesse caso, é o último dos eventos de uma cadeia que começou com a sua chegada aqui em Miranda. Naquele dia, quase dez dias atrás, eu pensara em meu irmão o dia todo. Sempre foi comum, para mim, pensar nele, e aquele era um dos dias em que eu pensava mais no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde caía, e, de repente, você apareceu, cambaleando, conversando com Kaspar Hauser, desmaiando. Então eu e os policiais fomos até você, o ajudamos, o trouxemos até minha casa. Talvez por eu estar pensando o dia todo no meu irmão, achei você muito parecido com ele. Um pouco triste e confuso, acabei passando a noite toda em vigília, ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, dei a você o nome dele, e acabamos nos tornando amigos. Eu achava que aquilo poderia durar para sempre, você fazendo as vezes de meu irmão e tudo o mais. Mas eu estava enganado. Aquilo, por melhor que possa ter sido, era só uma ilusão. A morte de Kaspar Hauser me mostrou isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que eu nasci, ele mora na fonte ali em frente. Desde que eu era só uma criança ele povoava minha imaginação com sua aparência e seus mistérios. Nunca cheguei a conversar com ele, nem nada, mas sabia que ele estava ali. E de repente ele morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de uma hora pra outra, alguém enfiou uma adaga no peito dele e fez aquela figura que me acompanhara a vida toda, que sempre me parecera tão sólida, desaparecer. Desde o primeiro momento que eu soube, fiquei apreensivo: se mesmo algo que era tão sólido, uma presença tão natural como a dele, corria o risco de sumir de repente, imagine as coisas menos sólidas, menos certas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como se não fosse o bastante para a minha cabeça, veio a morte de Ernest. Agora, o ciclo estava completo. Vem você, para me deixar na lembrança, constantemente, a imagem do meu irmão. E então, as duas figuras mais míticas, mais eternas que eu jamais conheci desaparecem. Um deles, aquele que foi como um pai para mim, e o outro, como uma montanha que a gente sempre vê quando abre a janela do quarto pela manhã. Os dois, levados de uma hora para a outra pelo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, para mim, só pode ser um sinal. Eu estava cultivando uma ilusão, ao achar que você poderia substituir meu irmão. Veja, não é nada contra você, você foi ótimo, você é uma ótima pessoa, mas eu simplesmente não posso continuar com isso. Eu preciso ir atrás de algo mais verdadeiro, mais perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo essa carta, porque não tenho coragem de conversar cara a cara com você. Mas é para isso: para dizer que agora eu vou perseguir os resquícios do meu irmão. As pessoas que ele conheceu em suas viagens, os lugares onde ele viveu. Mesmo que ele não esteja mesmo vivo (já não alimento mais essa ilusão, tampouco), eu vou atrás de algo que possa, de alguma maneira, trazê-lo à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu advogado vai te procurar, meu novo irmão, eu não vou te deixar sem nada para continuar. E você aprende muito rápido, tenho certeza de que vai construir uma vida aqui, de que vai se tornar um homem bom e respeitado. Se algum dia nos encontrarmos novamente, conversaremos sobre tudo. Se não, reze para que eu encontre a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com carinho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Antonio Nápoles.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-642358780909969821?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/642358780909969821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=642358780909969821' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/642358780909969821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/642358780909969821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-39.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 39'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPowjYGsydI/AAAAAAAAFL8/bX9I34z_FUc/s72-c/DSC01120-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-2551100351992787782</id><published>2008-12-11T01:33:00.003-02:00</published><updated>2008-12-11T01:39:10.968-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 3'/><title type='text'>Sonata noturna [0]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Prólogo – Vacinação (0/10)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da banqueta de espera, Nikole observava mais um filho recuar diante do palitinho agudo ameaçador decidido a ferir-lhe a pele, abrindo caminho para as vias sangüíneas, onde lançaria a cura para a doença aguda ameaçadora que compensava aquela angústia. Aprumou-se e consolou o lamentoso descendente, que concordou em receber a infusão ali, retraído no abraço da mãe. Então tornou ao assento e à sua languidez entediada, incompatível com o dia esperançoso e agitado em Windhoek. E o ritual se repetiu por seis vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos, Boris, antes que as filas fiquem longas demais.”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“As filas já estão longas demais. Sempre estão longas demais. Senão não são filas.”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Que jeito estranho de dizer ‘não estou a fim’. Eu estou indo, não vá deixar para a última hora.”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Você vai dirigir? Não acabou de beber uísque?”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“O posto é aqui perto, vou a pé.”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Não demore.”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Assim, com um ligeiro beijo e um aceno desanimado antes de fechar a porta, Boris Norton escapou da infecção aterrorizante que afligiria toda a Terra e especialmente sua esposa nas semanas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice rabiscava habilmente suas idéias mais inovadoras num caderno amarrotado miserável, o ombro recostado no de Érica. Esta assistia habilmente às notícias mais inovadoras da CNN International, na verdade praticando seu inglês.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Será que com essa história de cura para AIDS a ajuda internacional para a África vai continuar?”&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Quê?”, a desenhista disfarçou instintivamente a indiferença com a língua entre os dentes.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;“Veja só, o inventor da vacina da AIDS vai tomar a injeção em rede internacional. Não acredito que estou contribuindo com minha audiência para um programa assim”, resmungou, desligando o aparelho e voltando-se para a amiga. Alice, notando a admiração que o esboço concentrava, lançou o caderno em rodopios sobre a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu projeto para a exposição. Vai se chamar ‘Érica’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas que honra. Você vai ao posto agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vou, você fica; estou esperando minha mãe ligar aqui pra vir me buscar, mas não posso voltar para casa sem a cura milagrosa. Tudo bem?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Érica demonstrou compreensão com um aceno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** *** ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a travessia de uma avenida das mais apinhadas de Windhoek, Nikole, que até então manejava com certo controle a prole, não conseguia fazer uma das crianças se mover. Impaciente, berrou o nome do filho, e sua voz se sobressaiu às buzinas, vozes e motores ruidosos. O garoto reagiu com agressividade atípica – abocanhou o braço da mãe decididamente, a ponto de espalhar algumas marcas de sangue na roupa dos dois. Foi logo correspondido com um murro violento na bochecha esquerda, e se acalmou. Nikole não teve tempo, no entanto, de fazer o mesmo ao restante das crianças. Apenas apreciava com desespero o espetáculo frenético de cinco pequenos meninos se arrebentando, atirando amostras de sangue estranhamente rosado sobre o asfalto cheio de marcas de recapeamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o semáforo abriu e os carros buzinaram e Nikole não se moveu e os carros avançaram e as pessoas gritaram e os garotos morriam. E a mãe fugiu dos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha a noção de que muitas pessoas, em diversos lugares, viviam experiências notavelmente semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278369077100112082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jwmU9stlqAw/SUCItan1aNI/AAAAAAAAAAM/efTzPi-lTXc/s400/carros1+bruna.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto:&lt;strong&gt; Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-2551100351992787782?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/2551100351992787782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=2551100351992787782' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2551100351992787782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/2551100351992787782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/sonata-noturna-0.html' title='Sonata noturna [0]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jwmU9stlqAw/SUCItan1aNI/AAAAAAAAAAM/efTzPi-lTXc/s72-c/carros1+bruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5844932821988593150</id><published>2008-12-10T21:39:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T21:44:05.499-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 38</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSUQVw61pI/AAAAAAAAFwo/eOHrUmesdmM/s640/DSC01392-1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 292px;" src="http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSUQVw61pI/AAAAAAAAFwo/eOHrUmesdmM/s640/DSC01392-1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernest Schrödinger morreu dormindo. Na terceira noite após a morte de Kaspar Hauser, ele subiu para seu quarto, deitou-se em sua cama e, após algumas horas de sono, morreu de velhice. Embora continuasse forte e esclarecido, o mordomo da família Nápoles já tinha mais de oitenta anos, e, se todos receberam muito tristes a notícia de sua morte, o fizeram sem nenhuma surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faxineira chegou à casa pela manhã e, não encontrando o velho mordomo, foi até seu quarto chamá-lo. Como ele não respondesse, abriu a porta e deparou-se com o corpo serenamente estendido, frio e rígido, sobre a cama. Como é de praxe em situações do tipo, ela saiu gritando transtornada pela casa, e avisou a outros dos funcionários da família o que acontecera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já após o almoço, teve lugar o velório, que contou com a presença maciça dos mais ilustres moradores de Miranda. Todos vinham homenagear o mordomo, que desde que começara a trabalhar para os Nápoles, três gerações atrás, fora respeitado e admirado por sua inteligência e prontidão, sempre solícito e agradável, embora mantivesse sem cessar a expressão séria de que todos se lembravam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio, o órfão herdeiro, precisou tomar um calmante, e não pôde receber os que chegavam. Ferdinando, então, fez as vezes de anfitrião. Embora também aparentasse estar muito confuso e transtornado, recebeu a todos com palavras simples e breves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, Ferdinando conheceu muitas das pessoas importantes da cidade. O chefe da polícia, Álvaro Tomasini, veio acompanhado dos inspetores Fellwin e Spassky. Oliver Andronato, dono do teatro, também compareceu. Tito Heisenberg, o magnata, apareceu com alguns de seus funcionários pouco antes da procissão até o cemitério. Ferdinando não prestou muita atenção nele, mas alguns dos presentes poderiam jurar que o velho “chefe da cidade” não tirou os olhos do novo desmemoriado nem por um segundo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5844932821988593150?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5844932821988593150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5844932821988593150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5844932821988593150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5844932821988593150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-38.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 38'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SSSUQVw61pI/AAAAAAAAFwo/eOHrUmesdmM/s72-c/DSC01392-1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7165010943088595995</id><published>2008-12-09T20:11:00.002-02:00</published><updated>2008-12-09T21:06:04.169-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 37</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3149/3041920902_74cd01e1d5.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 395px; height: 297px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3149/3041920902_74cd01e1d5.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio: já não há mais o que dizer. Na mansão Nápoles, a morte de Kaspar Hauser causou reações diversas, mas silenciosas. Nenhum dos três moradores do lugar manifestou seus sentimentos a respeito em voz alta: eles só existiram na mente de cada um, sussurros tão inaudíveis que, pela própria existência, gritavam nos cômodos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando se fechou em suas dúvidas. Ele tinha uma consciência vaga do que fizera, mas as lembranças do que acontecera na noite anterior ao assassinato permaneciam afogadas na névoa. Resolvido a organizar suas poucas memórias, seus muitos delírios e os ecos de seus atos que inundavam sua mente, adotou uma postura quase ascética de calar-se. Ernest, o único que vira Ferdinando naquela manhã do crime, tornara-se ainda mais quieto e sombrio. Nino, um pouco assustado pela perda repentina daquela figura que sempre ilustrara sua vida em Miranda, embora nunca tivessem trocado uma palavra, também acabou enredado em um silêncio reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim continuou por algum tempo após a morte de Kaspar Hauser, um pacto de silêncio só quebrado pelos depoimentos que os três deram à polícia. No terceiro dia depois do fim do mendigo, porém, aconteceu: o assunto voltou à vida, de modo repentino e conclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando foi até a cozinha, buscar água, e encontrou Ernest ali. O mordomo, de cócoras na porta, fazia carinho no pescoço de um gato preto gordo, como se o gato fosse seu. Ferdinando não se lembrava de ouvir que Ernest tivesse um gato, e durante alguns segundos ficou parado surpreso tentando entender a cena. Antes que pudesse depreender algo, porém, o gato virou os olhos em sua direção, e Ferdinando viu. Gato preto gordo, de olhos profundos, cortantes, fatais. O gato de Kaspar Hauser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então Ernest notou sua presença. Levantou-se com esforço e deixou o gato na soleira, para depois caminhar até um Ferdinando boquiaberto, sem reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ferdinando, eu já estou velho demais para segredos. – Suas palavras causaram em Ferdinando um sobressalto. Ernest falava com esforço, seu rosto denotava abatimento. Ele estava muito fraco. Ferdinando não respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu vi você na sala anteontem, e percebi que estava perturbado. Sei que você saiu daqui com o punhal da família, e que só o devolveu quando pensava que ninguém estava olhando. Mas eu vi, Ferdinando, eu vi e eu sei. Eu sei que foi você quem matou Kaspar Hauser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tolo tentou recuar para trás, sua consciência o mandou negar, mas ele não conseguiu articular nenhum som. Ernest agarrou seu braço, como sempre fazia, e o conduziu até uma cadeira. Depois, trouxe um copo d’água para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, sinto que posso compartilhar com você algo que nem o patrãozinho sabe... – por um instante minúsculo, quase imperceptível, o mordomo hesitou, mas continuou a falar. – Eu fui o primeiro desmemoriado de Miranda, Ferdinando. Muitos, muitos anos atrás, eu também estava nessa praça sem idéia de como chegara até ali. Morei junto à fonte por um certo tempo, até que a família Nápoles me acolheu. Eram os avós de Antonio. Fui um ótimo mordomo para eles, e para os filhos dele, e para os filhos dos filhos deles, mas foi só isso: nunca soube de onde eu vim, ou meu verdadeiro nome, ou como vim parar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Sem tirar os olhos do rosto antigo de Ernest, Ferdinando ouvia atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois que o avô de Antonio morreu, apareceu um novo amnésico na cidade. Mas, ao contrário de mim, ele chegou aqui fazendo escândalo. Eu estava na rua, conversando com um amigo, quando o homem que você conheceu como Kaspar Hauser apareceu gritando ali na praça e pulou nas águas da fonte. Ele dizia que alguém havia roubado sua mente, e que ele precisava encontrar essa pessoa, e que todos precisavam ajudá-lo. Ninguém reagiu ao showzinho dele, mas eu o ajudei. O acalmei com palavras, o levei até a delegacia, e acompanhei sua vida de morador de rua sem posses nem memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ernest, que até então permanecera em pé, se sentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A partir daquele dia descobri muitas coisas sobre Miranda, coisas que eu vou te dizer, porque de hoje em diante você vai precisar saber. – ele esticou o braço e mostrou três dedos para Ferdinando. Abaixou o primeiro. – Um: aqui, você recebe o nome que melhor se encaixa. Me chamaram de Ernest pela primeira vez porque parecia um nome trivial o suficiente para um mendigo sem memória, e quando precisei me registrar meu patrão sugeriu Schrödinger, em homenagem a um velho amigo dele com quem eu me parecia. Já o nome de Kaspar Hauser apareceu em sonho para ele um mês depois de ele chegar aqui. Até então o chamávamos de Tolo, por suas palavras muitas vezes desconjuntadas e sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Abaixou o segundo dedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dois: essa cidade é uma porra de um antro para todo tipo de gente louca e criminosa. O que se vê em geral são casais adoráveis e pessoas sorridentes, mas o que está por trás disso tudo é infinitamente pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Abaixou o terceiro dedo, cerrando o punho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Três: se você quiser sobreviver aqui, e for um louco ou um criminoso, vai ter que fazer algum sacrifício. O gato ali, ele era meu, eu o comprei depois que comecei a trabalhar aqui. Quando Hauser apareceu, porém, eu senti que devia dá-lo a ele, e fiz isso. Eu sacrifiquei a minha posse dele para que um outro louco sem memória pudesse ter onde se apoiar. Quando os pais de Antonio foram assassinados, tive de sacrificar a punição dos culpados para preservar a vida dos filhos deles. Kaspar Hauser sacrificou o pouco de sanidade que lhe restava para preservar sua dignidade, quando... não, isso você não tem o direito de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ernest falava com raiva, expelindo as palavras como se as cuspisse, e Ferdinando o observava assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ferdinando, eu sei que nós, os Sem-Memória, podemos por vezes fazer coisas que mesmo nós não entendemos. Por isso não vou questionar o que o levou a matar Kaspar Hauser. Mas nós dois teremos de fazer um sacrifício, nesse momento. Eu novamente sacrifico a posse do gato: agora ele é seu. E farei ainda mais um sacrifício sobre o qual você saberá em breve. Mas você, pobre Ferdinando, você sacrificará sua liberdade. A partir de hoje é seu dever permanecer ligado a Antonio e ao gato, cuidar deles. E é sua sina perceber toda vez que um sacrifício precisar ser feito, e não ter escolha senão fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia sumia debaixo do horizonte e entrava cada vez mais fraco pela janela. O gato observava os dois homens, desde não se sabe quando de pé e encarando um ao outro. Estavam em silêncio, mas o mais baixo e velho o quebrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O resto, para nós dois, será silêncio. Já não há nada mais o que dizer. Ferdinando, adeus, deseje-me bons sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, Ernest Schrödinger abandonou Ferdinando e a cozinha, sumindo com seu passo veloz em algum cômodo do grande casarão, enquanto seu gato, preto e gordo, mantinha os olhos em seu novo dono.&lt;br /&gt;              &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173629--&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7165010943088595995?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7165010943088595995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7165010943088595995' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7165010943088595995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7165010943088595995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-37.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 37'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7916570476330029536</id><published>2008-12-08T18:06:00.002-02:00</published><updated>2008-12-08T18:11:43.167-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 36</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3271/3041920908_235042fbcd.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 360px; height: 271px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3271/3041920908_235042fbcd.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do mais ilustre morador de rua de Miranda atraiu muitas atenções para a até então pacata praça Alonso Nápoles. Seu corpo foi descoberto boiando na fonte por um encanador caolho que acabara de sair da mansão Nápoles e logo uma multidão já se reunia para apreciar o espetáculo de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A polícia chegou não muito tempo depois, retirou o corpo e dispersou os curiosos. Que motivos teriam para matar o pobre Hauser?, pensavam todos. Muitos se lembravam dos desvarios ocasionais do mendigo, mas concordavam igualmente que ele não chegava à loucura, era só um pouco tolinho. O suicídio logo foi logo descartado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bingo Fellwin e Vladimir Spassky, os inspetores responsáveis pelo caso, passaram algumas semanas investigando o assassinato. De início interrogaram os moradores da praça e seus principais freqüentadores. Antonio Nápoles, o órfão, seu mordomo Ernest Schrödinger e o último desmemoriado a chegar à cidade, conhecido como Ferdinando, além dos habituais casais que por ali passeavam e outras famílias de respeito habitantes de outras moradias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos afirmaram não saber de nada. A maioria estava dormindo ou sequer pensava em passar pela praça tão cedo, quando a névoa ainda a dominava. Antonio Nápoles dormia no horário, Ernest Schrödinger se encontrava ocupado com o encanador no intervalo de meia-hora em que, os legistas supunham, Kaspar Hauser morrera, e Ferdinando Sem-memória acordara cedo para escutar um pouco de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns moradores de rua de outros setores da cidade também foram entrevistados. Alvin Quatro-Dedos afirmou que não via Kaspar Hauser há um mês, Mordred o Mudo fez gestos de que não sabia de nada enquanto tirava piolhos de sua barba enorme, e Taro o Oriental balbuciou algumas palavras misteriosas que ninguém pôde compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, ficou-se sem saber quem matara o pobre-diabo, e o caso foi esquecido. Só alguns se lembravam de que no passado um mendigo sem memória e seu gato silencioso haviam morado ali na fonte da praça Alonso Nápoles, dançando sob a chuva e prevendo o fim do mundo.&lt;br /&gt;              &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173603--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7916570476330029536?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7916570476330029536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7916570476330029536' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7916570476330029536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7916570476330029536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-36.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 36'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3705680075554780548</id><published>2008-12-07T12:33:00.008-02:00</published><updated>2008-12-14T16:22:49.507-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [7]</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://popwatch.ew.com/photos/uncategorized/154020__jim_l.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://popwatch.ew.com/photos/uncategorized/154020__jim_l.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Antes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;ffffffffffffffffffffffffffffffffffff&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;Como parecer “sério”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;II - Aspecto Psico-social&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;1- Converta-se para todas as religiões existentes (não importa quão contraditórias). Isso demonstrará sua tolerância e compromisso, além de ser um bom início de conversa e identificação do outro com você. Ex:&lt;br /&gt;-Você é cristão?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Judeu?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Budista?&lt;br /&gt;-Não&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;-Faz sacrifícios quinzenas à &lt;a title="Quetzalcoatl" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Quetzalcoatl" target="_blank"&gt;Quetzalcoatl&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;-Sim. Quer um pedaço do meu cachorro-quente?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;minha saliva tem gosto artificial de sprite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;2- Demonstre sempre seu conhecimento de outras áreas e culturas quando possível, para exibir sua dominância intelectual e fazer o diferente se sentir mais confortável e submisso a você. Ex:&lt;br /&gt;-Ei, Hadji, escutei que você é paquistanês.&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Existem vários terroristas por lá.&lt;br /&gt;-Obrigado. Quer um pedaço do meu cuscuz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Se alguém perguntar, você é um Analista de Sistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- Apenas freqüente lojas que vendem ternos. Para incrementar sua reputação com os habitantes do shopping, escolha, de uma vitrine, um produto de luxo (como um cálice de prata) e, ocasionalmente, pressione de leve seu rosto contra o vidro e suspire: “Um dia... Um dia...”. Dependendo de sua persistência e do dono da loja isso poderá lhe descolar um objeto adulto de decoração de graça e reputação de sonhador sincero ou alguns telefonemas para o 190.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Freqüentemente associe as pessoas com as quais você mantém um diálogo com animais. Isso criará a idéia de um conhecimento vasto de uma subcultura além de colocá-lo em posição de poder e controle em relação ao seu “colega” inferior (para isso, associe-se a grandes nomes da Natureza, como o Leão, o Leopardo, o Lêmure, a Lituânia e o Louva-a-deus). Ex:&lt;br /&gt;- Sim, eu aceito um pedaço. Sabe, Jorge, sua generosidade e perspicácia me lembra de uma Gazela.&lt;br /&gt;-Obrigado.&lt;br /&gt;-Eu sou um &lt;em&gt;Leão&lt;/em&gt;. E você, uma &lt;em&gt;Gazela&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;-Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6- Não importando o local em que você trabalha, mantenha um escritório (se você trabalha num quiosque, mantenha um subterrâneo em miniatura para não criar uma situação de competição entre empregador e empregado), composto por uma mesa cinza, uma cadeira com rodinhas, um computador, gavetas, papéis, lápis, e uma caneta de ponta de ferro do estilo que vaza no seu bolso se mantida neste em alta temperatura (evite fazer isso). É consenso de que, quanto mais objetos numa mesa de escritório, mais sério seu dono é. Para dar a necessitada “&lt;em&gt;pimp&lt;/em&gt;-ada” na sua mesa, tome posse de objetos das outras mesas (se essas não existirem, monte-as você mesmo) e coloque-os em cima da sua. Se for questionado pelo motivo, atribua-o ao &lt;em&gt;feng shui&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7- Para que você tenha sempre a última decisão nas situações, sempre leve seu filho junto de você em qualquer lugar. Sempre que você sentir que está perdendo o controle de alguma ocasião diga: “Ei, meu filho está perdendo a Escola para estar aqui*. Nós temos princípios em minha família”.Após isso, se a situação for um cachorro, você estará guiando-o-a pela coleira. No caso da ausência de tal filho, entre num relacionamento com uma mulher, solteira e com mais de 33 anos (mas não acima dos 50), mude-se para a casa/apartamento dela após dois anos e, no terceiro, peça-a em casamento. Crie um trauma de infância, envolvendo mal relacionamento com seus pais, para que ela se identifique com o seu problema (caso isso não ocorra, distorça a verdade para que ela passe a odiar seus respectivos pais) e então proponha a concepção de uma vida pra cimentar esse buraco psicológico em suas vidas. Agora é a hora de espalhar sua semente/leite masculino/shampoo divino/g***/p****/iogurte natural. Espere nove meses (isso pode ser encurtado se você injetá-la com adrenalina toda noite após o 7º mês). Após o nascimento de seu filho, a presença da mulher já é facultativa e está em suas mãos (mas antes não se esqueça de checar se é um filho, em caso negativo, tente de novo). Lembre-se de fazer um acordo pré-nupcial engenhoso. Mais informações estão no guia “Como Envolver-se com uma Mulher Baseado Solenemente no Propósito de Utilizá-la para ter um Filho”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*De acordo com as probabilidades, ao menos 1/4 do tempo você não estará mentindo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8- Não leia nenhum daqueles “guias” de “alcance sua meta rapidamente em apenas alguns passos”. Eles apenas exploram você e suas fraquezas e necessidades e se mostram pouco eficientes e até danosos às suas ambições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9- O “sério” só existe devido ao “não-sério”. Portanto, para que você consiga criar no outro o contraste entre os dois, permita-se pequenos momentos de distração. Tente citar frases cômicas da TV, de efeito certo, no meio de conversas, para criar um momento de comicidade entre o seu grupo. O livro “Citações de Humor, de Pato Donald a Patolino” é recomendado.Ex:&lt;br /&gt;-E o chefe veio até aqui sem perceber! Hahaha.&lt;br /&gt;-Hahaha.&lt;br /&gt;-Hahaha.&lt;br /&gt;-Hahaha.&lt;br /&gt;-Escutem essa então: “Não, ele está ment&lt;em&gt;w&lt;/em&gt;indo! É temp&lt;em&gt;w&lt;/em&gt;orada de caça de co&lt;em&gt;w&lt;/em&gt;elhos”.Atire nele!”&lt;br /&gt;-Hahaha. Obrigado.&lt;br /&gt;-Hahaha. Obrigado&lt;br /&gt;-Quer um pedaço do meu pastel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10- Diga a frase isca: “Irei deixar esse meu rolo de dinheiro perfeito para investimentos ao lado do abajur” e, em seguida, vá ao banheiro com a folha de economia do jornal local e uma caneta. Quando voltar diga as outras duas frases chave: “Nossa, não há como falhar nessas ações que eu circulei na pagina 2” e “Ops, eu derrubei meu celular no chão, ao lado do jornal e do bolo de dinheiro perto do abajur enquanto estava ligando para meu corretor. Que pena, melhor ir no shopping comprar outro.” Pelos três meses seguintes, tente suspirar levemente e alternadamente as palavras “compra” e “vende” quando estiver em casa, na sala. Logo você estará livre de seus problemas de ratos, que agora ou estarão numa casa maior ou perderão tudo o que tinham. &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;11- Tente psicologia reversa: através de documentos da casa, convença o rato de que ele é o dono do lugar, e que você é uma praga morando num grande buraco em sua parede, e deixe que a consciência e a ética façam o resto. (Atenção: você pode vir a ser vítima de uma humanoeira gigante)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.ez-entertainment.net/carpet/JimCarrey4MOVB.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 306px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.ez-entertainment.net/carpet/JimCarrey4MOVB.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;sssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Depois&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;fffffffffff(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#000000;"&gt;(Atenção: As mudanças na qualidade da carreira dele não estão associadas ao tratamento)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dddddddddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;- - -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;* Um pequeno pensamento:&lt;/strong&gt;De acordo com a História, o Sanduíche foi popularizado (senão inventado) pelo Conde Do Sanduíche (leia mais em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Montagu,_4th_Earl_of_Sandwich"&gt;http://en.wikipedia.org/wiki/John_Montagu,_4th_Earl_of_Sandwich&lt;/a&gt;). Agora, muitos dos descrentes dirão que isso é uma mera coincidência, mas, se um pouco de perspectivismo histórico for permitdo, essa não seria uma prova do Destino? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;por Rodrigo Faustini&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3705680075554780548?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3705680075554780548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3705680075554780548' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3705680075554780548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3705680075554780548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/anti-humor-7.html' title='Anti-Humor [7]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5945008483316674302</id><published>2008-12-05T22:49:00.004-02:00</published><updated>2008-12-06T08:54:05.961-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Noite sem estrelas, uma lenda. (2/2)</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/noite-sem-estrelas-uma-lenda-12.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;primeira parte? clique aqui&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3166/2959641348_a4db1d5105.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 371px; height: 286px; text-align: center;" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3166/2959641348_a4db1d5105.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Foto por &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bruna Pimenta.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;três de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O jantar fôra apressiado com espanto, por causa da fartura, e apressadamente, pois as crianças, aqui não incluo Suri, aguardavam anciosamente pela história de terror. Um pouco menos tímidos, Marylane e Harry responderam perguntas e contaram um pouco de suas vidas. Ao término da refeição, um criado levou os pratos para cozinha e Helena Dawis, a nenem para passear pelos cômodos da casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Façamos um comentário à parte: quando Sir Dawis chegou à casa com os novos-filhos, Helena havia preparado (sozinha!) cookies tradicionais e um delicioso chocolate-quente. Para as crianças, foi mais fácil adaptar-se com a receptividade sorridente dela, do que com o ar sarcástico e sombrio do pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Doroty, peça aos criados que acendam a lareira. - disse pacientemente Sir Dawis para a governanta de aparência ríspida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sim, senhor. - respondeu, enquanto retirava-se da sala de jantar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;-Desculpe, crianças, com esse frio é melhor ficar dentro de casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cinco de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;A festa estava maravilhosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mr. e Ms. Chester à porta, junto de outro casal de anfitriões, recebiam os convidados, nobres da sociedade britânica, que enchiam o grande salão do &lt;em&gt;London Royal Club&lt;/em&gt; aos poucos. Cada senhora trajava seu mais lindo vestido de baile; seus maridos pareciam todos iguais: paletó preto com cauda bi partida, gravata borboleta branca e camisa de colarinho alto com as pontas viradas. Para um leigo, pouca diferença havia no vestuário dos garçons e dos cidadãos mais ricos de Londres.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao longe, um pequeno grupo musical de câmara interpretava sonatas, fazendo um agradável fundo musical. Os canapés de camarão estavam um pouco ressecados, mas nada que um bom champanhe não resolvesse.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"Saber que boa parte do dinheiro arrecadado nessa noite vai pro meu bolso, me deixa ainda mais feliz!"&lt;/em&gt;, pensou Rose Chester entre um abraço e outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quatro de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Não feche os olhos, Marylane! Aproveite ao máximo o passeio!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Mas... não sei se eu quero passear, está tarde. - retrucou a menina, um pouco apavorada.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Olhe para o céu, é uma noite serena!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- É uma noite linda, eu sei - sussurou Harry, tentando esquecer a história.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Eu sabia que não devia ter contado aquela lenda para vocês...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;três de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Crianças, espero que vocês estejam preparadas para uma das mais horripilantes histórias de todo o território europeu. A lenda da noite sem estrelas!".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Aconteceu anos atrás, numa tarde escura de inverno, enquanto os pássaros negros voltavam para seus ninhos. O vento uivava ao passar pelas árvores e arrancava algumas folhas secas que ainda insistiam em ficar presas aos galhos. No céu, não havia estrelas, como se houvessem jogado tinta azul escura sobre todos os astros -nem lua havia-, era um céu típico de dia de chuva".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Começavam a cair os primeiros flocos de neve, enquanto Jasmine, uma linda mulher de cabelos cacheados, voltava sozinha para casa - depois de passar horas visitando um tio velho. Ela adorava observar o início das nevascas, quando os pequenos fragmentos de água congelada aquietavam-se sobre seus ombros, mansamente".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Seria um início de noite maravilhoso, se não fosse por uma miragem cruel. Numa das linda árvores, na estrada de volta, a mulher interpretou a tragédia em duas partes. Primeiro, ao ver metade de um monomotor presa aos galhos, sentiu náuseas e uma vontade imensa de rezar. Depois, ao olhar para o chão, deparou-se com a pior de todas as cenas: a parte da frente do monomotor toda estraçalhada; no meio do aço retorcido, o corpo do piloto meio com vida, meio sem vida - a hélice frontal rompia-lhe o peito. Frente a isso, seu instinto foi correr para ajudar".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Na manhã seguinte, a polícia encontrou o avião destruído e no meio, entre as ferragens, o cheiro forte de sangue e um ar pesado de morte, o corpo nu de Jasmine. Em sua boca aberta, de desespero, depositaram-se inúmeros flocos de neve e, pelo reflexo da pouca luz daquele dia, pareciam muitas estrelas (as quais não brilhavam na noite anterior). Nunca encontraram vestígios do piloto".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Desde então, o parque onde tudo isso aconteceu é chamado de &lt;em&gt;Jasmine's Garden&lt;/em&gt; e todos tem medo de relembrar a fatídica história".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Silêncio assustador.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Marylane foi a primeira a dar risadas, depois Harry a acompanhou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Quer dizer que tudo isso aconteceu no parque que fica aqui perto de casa? - disse a menina.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Claro, por que você acha que há um monumento em forma de avião lá?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Silêncio intrigante.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Nos leve até lá, quero ver essa árvore! - Harry, apesar de um pouco amedrontado, queria parecer extremamente corajoso - Amanhã, quando estiver escurecendo, nós iremos. Você, Marylane, se estiver com medo, não precisa vir...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Fica quieto! Eu sou mais velha, não me assusto com esse tipo de coisa - retrucou, mesmo estando com uma sensação estranha de fragilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;quatro de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O percurso até o parque pareceu um passeio como outro qualquer. Depois de uma noite inteira de pesadelos, Harry e Marylane estavam mais confiantes quanto à travessia do parque.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Sabe, meninos... a história, que eu contei ontem, é verídica: aconteceu meses depois que eu cheguei de Nottingam para morar em Londres... a lenda é outra, talvez bastante assustadora. Dizem que órfãos, quando passeiam por dentro do bosque, em noites sem estrelas, desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se pudéssemos escutar, acharíamos os três corações batendo mais forte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Mas... não há o que se preocupar, não passa de uma lenda boba! - Harry não estava tão confiante, como suas palavras demonstravam&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- E mesmo que houvesse alguma coisa, eu protegeria vocês, meus pequenos. - George tentou encontrar algum instinto paterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Era uma noite sem estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cinco de dezembro de mil novecentos e dezesseis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O leilão de quadros, após o jantar de gala, estava rendendo mais lucros que Mr. Chester imaginava. Daria para fazer uma reforma no orfanato e embolsar todo o dinheiro do Sir Dawis, sem que notassem a trapaça.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um garçom, de corpo esguio e cavanhaque bem feito, repousou sobre a mesa do casal Chester um bilhete - era de Helena Dawis e a marca de lágrimas eram evidentes no papel. Rosa, que já havia notado a falta dela e do marido, apressou-se em ler.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Caros Chester,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Aconteceu uma coisa terrível! Assim que puderem, venham falar comigo - não sei se tenho condições de criar Suri sozinha...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Com amor,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Helena."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;seis de dezembro de mil oitocentos e oitenta e quatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O pequeno Richard Stolen, depois de nove meses de seu nascimento, foi adotado pelo Conde Campbell Dawis e sua esposa, Condessa Nancy Dawis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Daqui pra frente, - disse Nancy para o novo filho - será chamado de George Dawis e jamais saberá que, um dia, foi orfão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;FIM.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5945008483316674302?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5945008483316674302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5945008483316674302' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5945008483316674302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5945008483316674302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/noite-sem-estrelas-uma-lenda-22.html' title='Noite sem estrelas, uma lenda. (2/2)'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3069727270532627514</id><published>2008-12-05T16:45:00.002-02:00</published><updated>2008-12-05T16:51:14.447-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 35</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqajK9GKWI/AAAAAAAAFPY/2w17SqjYoxc/s640/2008%20076-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 341px; height: 256px;" src="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqajK9GKWI/AAAAAAAAFPY/2w17SqjYoxc/s640/2008%20076-2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A névoa pesada impedia que se visse muito a frente. Ferdinando passeava muito lentamente, tomando cuidado para não escorregar no chão úmido. Caminhava, porém, com decisão. Sabia exatamente a direção que deveria tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A névoa se abria aos poucos, e permitia uma visão fantasmagórica da praça Alonso Nápoles. Estava vazia, nenhum bicho, nenhum homem, ninguém fazia sua jornada diária por ali. Só o que havia era a fonte, majestosa surgindo no meio dos ladrilhos. E, sobre ela, dois seres de matéria, embora Ferdinando não estivesse certo de que eles tinham alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaspar Hauser e seu gato estavam sentados silenciosos sobre a borda da fonte. Hauser se inclinava sobre a água e deixava seus dedos nadarem por ali, mas seus movimentos eram quase imperceptíveis. Do seu lado, destacando-se do ambiente monocromático, algumas cartas se espalhavam, perigosamente balançando sobre a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando colocou as duas mãos para trás, escondendo o punhal, e chegou perto do mendigo. Kaspar Hauser virou-se imediatamente, assustado, mas ao ver quem chegara tornou a olhar para a água. Sussurrou algo, que Ferdinando não entendeu e o fez se aproximar. Hauser repetiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - As manhãs são tão tristes. – sua voz era quase inaudível. – me fazem lembrar dos jardins de Ansbach...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos de Ferdinando tremiam. A voz do mendigo o paralisava. Aqueles sussurros que escapavam pela boca de Kaspar Hauser impediam qualquer movimento dele. Ele gemeu, e chamou novamente a atenção de Hauser. O mendigo o olhou de cima abaixo e pigarreou, tornando a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda essa névoa, eu a vejo o tempo todo, mas me alegro, porque chegará a noite e talvez tudo deixe de ser. Mas volta a manhã e com ela a consciência, e sou obrigado a lembrar que isso não passará jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os músculos de Ferdinando já estavam mais relaxados. Aquela paralisia que experimentara alguns momentos antes já se esvaía, e ele podia voltar a respirar normalmente. Kaspar Hauser ainda o encarava. Mas virou o rosto para as cartas que dormiam sobre a borda da fonte, e passou a mão sobre elas, acariciando-as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esses pedaços de papel querem revelar o mistério do mundo – disse, um pouco mais alto que da última vez –, mas eles não podem. Nada pode. Não se pode revelar o mistério da vida, ou desvelar a essência das coisas, ou iluminar o rosto do homem atrás das cortinas. Não se pode fazê-lo, pois não há nenhuma dessas coisas. Não há mistério algum, nem na vida, nem nas histórias, nem em nada. E tudo o que acontece com os homens é um acaso sombrio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um movimento ríspido, o mendigo joga as cartas na água, todas elas, e observa elas se desmancharem lentamente, e afundarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não há mistério algum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando, já totalmente liberto da paralisia, chega ainda mais perto de Kaspar Hauser, com uma expressão indecifrável. O gato olha para ele assustado, e Hauser se vira lentamente. Ferdinando empurra a cabeça do mendigo com a mão livre, e ele cai na água. Os olhos de Hauser se esbugalham, surpresos, sem entender, e seus lábios tremem. Ferdinando levanta o punhal, e, sem hesitação, o enterra no peito do caído. A esse gesto, os olhos do mendigo se acalmam, e se fecham, e um sorriso leve surge em seu rosto, e ele afunda na água misturada com sangue e cartas de tarô que já toma a fonte toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando observa aquela figura, e se surpreende. O gato o encara com olhos brilhantes e inquisidores, fatais, e Ferdinando corre e desaparece na névoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas já não há mais com o que se preocupar. Kaspar Hauser está morto.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3069727270532627514?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3069727270532627514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3069727270532627514' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3069727270532627514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3069727270532627514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-35.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 35'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPqajK9GKWI/AAAAAAAAFPY/2w17SqjYoxc/s72-c/2008%20076-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-982738314401908333</id><published>2008-12-05T12:30:00.007-02:00</published><updated>2008-12-07T00:51:47.897-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Criação (Robôs)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cccccc;"&gt;Texto por anônimo Rodrigo Faustini, pintura por Incógnito com talento que não tive paciência de encontrar o nome&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Olha, eu fiz com que ele expelisse água ao redor de seus olhos.- disse o proprietário das mãos gélidas e metálicas que haviam acabado de esmagar a mãe do garoto, enquanto esse nada podia fazer para impedir o que, como seus olhos e mente o diziam, era um ataque divino de ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele está chorando. Nós não podemos chorar. Ele está triste. Não podemos ficar tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E por quê chora? A outra não era ele. Por isso era a outra. Ele pode comer, amar, dormir, transar até morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nós não podemos comer. Não podemos amar ou dormir. Não podemos transar... Não podemos morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles continuaram a observar o desespero do garoto sem se moverem. O corpo de sua mãe se decompôs, e deu lugar a flores. Anos depois, ele dormia, amava, transava e comia sem grande sinal do que havia acontecido. E então ele morreu. Havia outros. Eles tinham criado-os a partir da carne que crescia do solo, dos ossos das árvores, das almas que voavam junto do vento e das idéias que constituíam as nuvens, para nunca entendê-los. Eles continuaram a criar, pois essa era sua função. A criação continuou a viver, sem função, mas feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, por uma noite apenas, dividiram o mesmo sonho. A criação dormia aconchegada, enquanto os criadores tinham suas mentes invadidas por aquelas mesmas imagens, podendo apenas interpretá-las como reais. Talvez fossem, em espaços diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue quente fluía pelas veias rodeadas de carne e pele, aquecendo o antes gélido metal que os envolvia. Não com força, pois não era necessário. Não com paixão, pois não a tinha. Mas com delicadeza, enquanto(criador e criação) caminhavam pelo ar, numa busca pelo nada, apenas prolongando o calor do momento. Talvez seus circuitos derretessem, moldando a criação (assim como fazia a cera quente que esses haviam criado, por sua vez). E seriam apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordaram...sem nunca terem dormido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i36.tinypic.com/2jiqec.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 508px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://i36.tinypic.com/2jiqec.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-982738314401908333?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/982738314401908333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=982738314401908333' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/982738314401908333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/982738314401908333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/texto-por-annimo-rodrigo-faustini.html' title='Criação (Robôs)'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i36.tinypic.com/2jiqec_th.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-8987410756910417623</id><published>2008-12-04T11:27:00.003-02:00</published><updated>2008-12-04T11:34:29.363-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 34</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i19.photobucket.com/albums/b189/Ur100/deluge.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 370px;" src="http://i19.photobucket.com/albums/b189/Ur100/deluge.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Shade and Darkness - the Evening of the Deluge, J.M.W. Turner&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;por&lt;i&gt; Tuma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;No dia seguinte, Ferdinando acordou cedo. Sentia que tivera uma noite conturbada, de sonhos ruins, mas não se lembrava direito de nada. O casarão estava vazio e silencioso, ele desceu as escadas, pé ante pé para não acordar ninguém, e foi direto para a sala. Assustou-se ao encontrar um desconhecido parado ao lado da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um homem quase totalmente careca, com cabelos ralos ao redor da cabeça. Vestia um macacão cinza e levava uma maleta nas mãos. Seu nariz era grande, e Ferdinando teve a impressão de que o olho esquerdo dele era de vidro. Ficaram se encarando, espantados, sem falar, até que Ernest apareceu e encontrou os dois naquela posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mordomo riu-se e disse a Ferdinando ser aquele o encanador, que viera arrumar um problema na pia da cozinha. Os dois saíram e deixaram Ferdinando sozinho, somente os acompanhando com os olhos. O recém-desperto, quando a dupla já desaparecera de seu campo de visão, voltou os olhos para a sala e começou a examinar as paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aposento era ricamente decorado e mobiliado. Sofás, divãs, poltronas. Mesas de chá, escrivaninhas, cômodas. E, nas paredes, as mais diversas peças de arte. Pinturas de paisagens, retratos, cenas históricas ou mitológicas. Havia de tudo. Dois quadros, em especial, chamaram a atenção de Ferdinando. Um deles mostrava um grande borrão negro sobre algo que parecia ser o mar. O outro, mais misterioso, retratava um homem, aparentemente um pastor, guardando uma mulher e seu bebê do lado de fora de uma cidade em ruínas que esperava por uma violenta tempestade. Ferdinando admirou esses quadros durante algum tempo, mas a luz do sol que entrava pela janela refletiu em um objeto diretamente para dentro de seus olhos e desviou sua atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objeto que refletira o sol estava logo acima da porta de entrada. Ferdinando, do chão, foi subindo os olhos e acompanhando os traçados da matéria: a maçaneta, os umbrais, a parede, um brasão da família Nápoles... e, elegante e discreto, um punhal. Levado por um impulso que não conseguia interpretar, Ferdinando subiu na cômoda adjacente à entrada e alcançou o punhal. Ele era pesado, mas belíssimo. O cabo era vermelho e sustentava firme uma lâmina sinuosa e brilhante. Ferdinando testou o fio da arma em seu dedo, e viu que ele estava intacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto admirava aquela peça tão bem engendrada, algo revolveu em sua mente. Era um pensamento que borbulhava, um sentimento que preenchia suas veias com uma eletricidade oculta. Levado por esse movimento interior, Ferdinando, ainda olhando para o punhal, esticou o braço, girou a maçaneta, abriu a porta e saiu do casarão para a manhã enevoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i19.photobucket.com/albums/b189/Ur100/tempes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 395px; height: 432px;" src="http://i19.photobucket.com/albums/b189/Ur100/tempes.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;A Tempestade, Giorgione&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-8987410756910417623?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/8987410756910417623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=8987410756910417623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8987410756910417623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/8987410756910417623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-34.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 34'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-32906391140901130</id><published>2008-12-03T23:30:00.006-02:00</published><updated>2008-12-05T23:13:11.729-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Noite sem estrelas, uma lenda. (1/2)</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3118/2696895593_1f4eac3287.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 327px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 421px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3118/2696895593_1f4eac3287.jpg?v=0" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Rose Chester, à epoca dos acontecimentos).&lt;br /&gt;Foto por &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:85%;" &gt;por Stefano Manzolli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:85%;" &gt;três de dezembro de mil novecentos e dezesseis. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Camile, a cozinheira de ancas fartas, estava afoita com o comunicado que acabara de receber: dali quatro horas, um nobre inglês iria almoçar com Rose e seu marido, Mr. Chester - a fim de tratarem de uma reforma no orfanato e de três adoções (&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"Três, três, três adoções! Imaginem isso!"&lt;/span&gt;, gritava Ms. Chester pelos corredores). Nessa época, por escassez de concorrência, muitos procuravam os serviços do orfanato &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Casa&lt;/span&gt; &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Rose Chester.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitas mulheres ricas, para não perderem suas cinturas magérrimas, adotavam crianças, Mr. Chester passava horas de seu dia andando nas ruas inglesas, procurando os órfãos mais bonitos - branquelos, de olhos azuis e cabelos loiros, se fosse possível. Ele sabia, assim como todo mundo, que ter filhos parecidas com polacos estava na moda; por isso, esse tipo de criança valia mais. Se Mr. e Ms. Chester queriam estar entre os melhores do ramo da adoção, deveriam ter os melhores produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que todo mundo sabia, mas a polícia não conseguia (ou não queria) provar, era que os orfanatos ganhavam comissão por cabeça adotada. Essa informação corria de boca em boca, mão em mão, mas nenhum cidadão tinha coragem de (e nem podia) averiguar os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela manhã, pouco antes do Sir Dawis chegar, Eliot encontrou a mais bela de todas as órfãs do território britânico, quiçá europeu: pele clara, bochechas rosadas e grandes, olhos azuis (pálidos de tão azuis), cabelos ruivos cacheados à altura dos ombros, dentes amarelados, porém totalmente alinhados, pequena, frágil e com um pouco de sotaque irlandês. Estava sozinha, sentada na calçada, perto de uma barraca de feira, observando as maçãs empilhadas - havia &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;fome&lt;/span&gt; estampada em sua testa e um ronco estranho de barriga pairando no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Menina, cadê seus pais? - indagou o velho homem de barriga arredondada e barba muito bem feita.&lt;br /&gt;- Hum... hã... meus pais morreram, senhor.&lt;br /&gt;- Qual o seu nome?&lt;br /&gt;- Marylane, senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após contar-lhe maravilhas sobre o orfanato e explicar detalhadamente as quatro refeições diárias, a pobre menina não achou forma de recusar ao convite de juntar-se aos outros órfãos da &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Casa Rose Chester.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Durante o caminho de ida, mãos dadas a Eliot e milhares de histórias, contou-lhe parcialmente sua vida sofrida, a perda dos pais (assassinados por causa de dívidas), o fascínio por histórias de terror, a vontade de participar do grupo de teatro municipal e a saudade de comer almôndegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o almoço com George Dawis, Mr. e Ms. Chester souberam medir suas palavras, falando pouco e objetivamente sobre os projetos de caridade e as expectativas de aumento do prédio do orfanato para o ano de 1917.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Marylane, que não conhecia nenhuma outra criança, sentada perto da parede, cantava uma antiga canção de ninar. Apesar da retórica bem ensaiada, Sir Dawis não prestou muitíssima atenção no casal simpaticamente bem vestido, pois não conseguia desviar os olhos da garotinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por mim - disse George - tanto faz. A reforma do prédio será paga por mim... quanto às crianças, já estão escolhidas. Quero aquele loirinho, com sardas; aquela nenem de pernas gorduchas e olhos azuis; e aquela ruivinha ali - apontou para a direção de Marylane -, a mais afinada de todas as meninas inglesas... quando podem ir para casa?&lt;br /&gt;- Muito obrigado pelo apoio, Sir Dawis - afoita, Rose saiu falando em um tom de voz exagerado -, faremos o nosso melhor para honrar o seu patrocínio! - diminuiu a voz ao tom de um sussurro - As adoções... precisam... hã... é, por que sua esposa não veio com o senhor?&lt;br /&gt;- Ela vinha, mas sua mãe está doente... bom, mas se vocês acham que estou mentindo, posso procurar outro orfana...&lt;br /&gt;- De maneira alguma! Sabemos de sua vida privada e pública, era apenas curiosidade. Enfim, as crianças serão suas após o acerto de... hum... das... contas, entende?&lt;br /&gt;- Perfeitamente - respondeu -, pago agora.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Pago o dobro, se for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervalo silenciosamente apreensivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Feito, camarada. - sorriu Eliot, assim que terminou de deglutir o último pedaço de seu pernil de carneiro (sem perceber que havia um fiapo grosso de carne entre seus dentes). - Quase esqueço de lhe convidar! No final de semana, senhor George, faremos um jantar filantrópico, e seria uma honra tê-lo entre nossos convidados.&lt;br /&gt;- Seria um prazer imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de horas conversando sobre a &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Primeira Guerra Mundial&lt;/span&gt;, as crises britânicas e todas as óperas que entrariam em cartaz em Londres, o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Big Ben&lt;/span&gt; badalou cinco horas - estava na hora de fecharem negócios. Enquanto assinavam papéis e tomavam o famoso chá com leite, Sir Dawis teve o primeiro contato com os três orfãos escolhidos, os quais aceitaram calados a decisão de serem, praticamente, comprados pelo burguês estéril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digam adeus à &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Casa Rose Chester &lt;/span&gt;e um caloroso olá ao novo pai de vocês, George.&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não houve resposta, e assim passaram todo o caminho de volta para a grande casa dos Dawis: calados, apreensivos pelo futuro em família - nenhuma das crianças lembrava, com certeza, o que era uma família. As ruas pareciam ser eternas e o sol punha-se entre as grandes árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conta uma história pra gente? - Marylane, a única que sabia quão ruim era viver em silêncio e sem ter com quem conversar, tentou quebrar a falta de comunicação entre eles.&lt;br /&gt;- Que tipo de história vocês gostariam de escutar?&lt;br /&gt;- Daquelas que dão medo! - Harry, o garoto loiro com sardas, berrou estridentemente.&lt;br /&gt;- Isso mesmo! Conte uma história de terror! - Marylane concordou com seu novo irmão e pôde perceber que, caso não estivesse enganada, seriam grandes amigos. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;"Pelo menos gostamos do mesmo tipo de história!"&lt;/span&gt;, refletiu.&lt;br /&gt;- Já estamos chegando em casa... mas depois do jantar vamos acender uma fogueira no quintal e eu vou contar para vocês uma lenda fascinante...&lt;br /&gt;Os três pares de olhos o observavam (até a pequena Suri, que não entendia o que estavam falando, ficou assustada com a expressão diabólica feita por George para falar o nome do causo).&lt;br /&gt;- A lenda da noite sem estrelas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/noite-sem-estrelas-uma-lenda-22.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;segunda parte? clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-32906391140901130?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/32906391140901130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=32906391140901130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/32906391140901130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/32906391140901130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/noite-sem-estrelas-uma-lenda-12.html' title='Noite sem estrelas, uma lenda. (1/2)'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5658210241939845634</id><published>2008-12-03T13:06:00.002-02:00</published><updated>2008-12-03T13:08:25.387-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 33</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPov0VPtkcI/AAAAAAAAFK0/l_cHKmV0PKQ/s640/DSC01076.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 398px; height: 299px;" src="http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPov0VPtkcI/AAAAAAAAFK0/l_cHKmV0PKQ/s640/DSC01076.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De onde estava, Ferdinando creu ter visto o homem sorrir. Um silêncio curioso tomou conta do quarto, momentaneamente, até que o estranho voltasse a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Três coisas: – ele respondeu – água, névoa, e um punhal.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5658210241939845634?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5658210241939845634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5658210241939845634' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5658210241939845634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5658210241939845634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-33.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 33'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPov0VPtkcI/AAAAAAAAFK0/l_cHKmV0PKQ/s72-c/DSC01076.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3304400434573791621</id><published>2008-12-02T13:42:00.004-02:00</published><updated>2008-12-04T11:33:04.343-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 32</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPovrBljXHI/AAAAAAAAFKk/rKUr861EHCM/s640/DSC01074.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 393px; height: 295px;" src="http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPovrBljXHI/AAAAAAAAFKk/rKUr861EHCM/s640/DSC01074.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando, assumindo ao mesmo tempo a postura tradicional dos dormentes que encontram alguém em seu quarto à noite e dos desmemoriados que encontram alguém de seu passado a qualquer hora, começou a despejar sobre o estranho uma torrente de perguntas desesperadas – quem eu sou quem é você qual o meu nome qual o seu nome o que aconteceu comigo de onde você me conhece o que está acontecendo? -, mas ele permaneceu em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando adiantou-se na cama, aproximando-se do homem e prestes a saltar para o chão e ir agarrá-lo, mas o caolho ergueu uma das mãos e o impediu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pare. Não temos tempo para esse tipo de bobagem. Quem eu e você somos agora não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando, boquiaberto, o encarava descrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é realmente importante aqui – continuou o estranho – é que você faça a pergunta certa, para que, assim, eu possa dar a resposta certa a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ferdinando já não sabia mais o que dizer ou como agir. Sentia-se compelido a tirar à força do estranho as respostas que queria, mas o modo de falar daquele vulto de tapa-olho era bem eficaz em convencê-lo de que talvez aquelas não fossem as respostas de que precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso, Ferdinando sentiu passarem por sua mente todos os momentos que vivera desde que acordara do acidente dois dias atrás. O esforço para sair do carro, a longa jornada dia afora, a chegada em Miranda, o encontro com Kaspar Hauser, o desmaio, a descoberta em Nino de um protetor, o recebimento de um novo nome, o depoimento para os inspetores, a história do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; The Sandmen&lt;/span&gt;, a conversa com Ernest, o passeio pela cidade, o encontro com Kaspar Hauser... à medida que as imagens passavam diante de seus olhos, Ferdinando parecia entender que tudo que acontecera com ele até então estava interligado, conectado por um único fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último lampejo espocou em sua consciência, e ele pôde compreender por completo. Agora, tudo se descortinava: todos os significados, todos os motivos. Confiante, assim, de que encontrara a pergunta certa, aquela que daria a resposta para o torvelinho em que sua mente afundava, Ferdinando olhou diretamente para o rosto do estranho e, sem pressa, proferiu a pergunta encantada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é preciso para matar um mendigo sem coração?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3304400434573791621?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3304400434573791621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3304400434573791621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3304400434573791621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3304400434573791621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-32.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 32'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SPovrBljXHI/AAAAAAAAFKk/rKUr861EHCM/s72-c/DSC01074.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3515843338362079368</id><published>2008-12-01T11:21:00.003-02:00</published><updated>2008-12-01T11:27:58.980-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 31</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3113/2716601423_17a2179e1c.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 318px; height: 424px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3113/2716601423_17a2179e1c.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernest, que passava pela sala, correu para ajudar Ferdinando a se levantar. Percebeu, porém, que o homem havia desmaiado. Deu alguns tapinhas em seu rosto e ele logo acordou. Ernest perguntou se estava bem, e Ferdinando respondeu que sim. Sim, ele estava muito bem. O mordomo foi buscar água e quando voltava com a jarra e um copo Nino apareceu e perguntou o que acontecera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ouvir a resposta, ficou um pouco transtornado - Eu não deveria ter deixado ele sozinho, é minha culpa - e perguntou a Ferdinando se ele estava realmente bem agora. Ferdinando confirmou que fora só uma tontura e que se sentia perfeitamente bem, mas dentro de si ele sabia que aquilo não era verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou uma refeição muito leve logo depois, e um banho rápido e econômico. Então, despediu-se de Ernest e de Nino e foi para o quarto que seu anfitrião – Nino preferia que o tratasse por irmão – arranjara para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na cama, Ferdinando ficou se revirando, tentando entender o que acontecera na praça. Kaspar Hauser o irritara, isso é certo, mas ele não compreendia como pudera quase estrangulá-lo. Sentia-se como se alguma força exterior a ele houvesse adquirido o controle naquele momento, mas acabou rindo-se dessa idéia amalucada e logo adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um longo tempo de sono que não soube precisar, Ferdinando acordou num pulo. Sentou-se na cama, acendeu o abajur, e assustou-se ao perceber que havia um homem sentado no canto de seu quarto. Numa fração de segundo, sua aparência – tapa-olho no esquerdo terno marrom surrado gravata semi-calvície rosto nas sombras – foi assimilada pela mente de Ferdinando, antes que este fizesse a clássica pergunta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quem é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...E o outro, curvando o corpo para dentro do alcance da luz respondesse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu sou um homem do seu passado, eu preciso falar com você.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-3515843338362079368?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/3515843338362079368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=3515843338362079368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3515843338362079368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/3515843338362079368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/12/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-31.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 31'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-7322042409988042318</id><published>2008-11-30T12:44:00.007-02:00</published><updated>2008-12-14T16:25:46.448-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anti-Humor'/><title type='text'>Anti-Humor [6]</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.clipestesia.com.br/magazine/edicao0108/images/censurado.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 105px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.clipestesia.com.br/magazine/edicao0108/images/censurado.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por o mesmo cara de sempre k7&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;Se você está lendo isso você desnecessariamente grifa textos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;------------------------&lt;/span&gt;Ditados (atualizados e &lt;span style="color:#999999;"&gt;mal&lt;/span&gt;interpretados)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Deus ajuda quem cedo madruga. Se você é ateu, se você acordar mais cedo é provável que consiga trabalhar mais e que consiga manter um itinerário mais regulado e saudável para o seu corpo, o que poderá levar a melhores resultados”&lt;br /&gt;“Cada chave têm sua fechadura. É claro que, sem preconceitos, uma régua pode juntar-se a outra régua para formar uma régua maior e mais eficiente. Mas elas ainda precisam da chave e da fechadura para ter acesso uma a outra”&lt;br /&gt;“Não aceite doces de estranhos. Use seu spray de pimenta”&lt;br /&gt;“Um passarinho na mão caga no seu joelho”&lt;br /&gt;“Aquilo que sabe bem ou é pecado ou faz mal... Não vá para a escola”&lt;br /&gt;“Toda vez que um celular toca, é porque há alguém do outro lado da linha. A menos que você esteja recebendo uma mensagem. Ou um torpedo, que é outro termo para mensagem. As crianças de hoje em dia também apelidaram a mensagem de ‘msg’. A possibilidade de que a bateria do celular esteja acabando também não pode ser desconsiderada, já que o toque é similar. Mas, na maioria das vezes, toda vez que um celular toca, é porque há alguém do outro lado da linha. Pode ser um trote, mas isso não nega a afirmação anterior, a menos que...”&lt;br /&gt;“A Preguiça é a mãe de todos os Vícios. O pai ou é a Indecisão ou a Mentira, seu primo de 2º grau, mas nenhum reclamou paternidade até agora”&lt;br /&gt;“Pessoas ruivas não merecem ter empregos”&lt;br /&gt;“A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo. Mulheres não devem trabalhar”&lt;br /&gt;“O dinheiro é um objeto (seja de um metal comum ou uma simples folha de papel com devida demarcação) ao qual é atribuído um certo valor aquisitivo, esse baseado numa certa quantidade de outro objeto que está escondido. Esse potencial pode ser trocado por comida/objetos e outros serviços. O uso desse sistema falha em progressão geométrica após 300 anos de uso.”&lt;br /&gt;“A verdade gera o ódio. A mídia não gera o ódio”&lt;br /&gt;“Antes silicone do que parentes. Antes dentes do que rimas”&lt;br /&gt;“As cadelas apressadas parem cães tortos. ”- Discurso de José Granabom, Senador pró-aborto&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;“Burro velho não aprende línguas. Segregue os idosos”&lt;br /&gt;“Cada um sabe onde lhe aperta o sapato. Como ninguém me usou como slogan até hoje?”&lt;br /&gt;“De Espanha nem bom vento nem bom casamento. Segregue os espanhóis.”&lt;br /&gt;“Amo muito tudo isso”&lt;br /&gt;“De médico e louco, todo mundo têm um pouco. É ok praticar medicina se você estiver num sanatório”&lt;br /&gt;“O segredo”&lt;br /&gt;“Em Agosto toda a fruta tem gosto” (Droga! Por quê não existe um mês chamado Julherda?)&lt;br /&gt;“Há remédio para tudo menos a morte” Sociedade:Oops...&lt;br /&gt;“Julga o ladrão que todos o são, portanto ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Artigo 234º Proposta 3”&lt;br /&gt;“Dez reais é muito caro para um BigMac”&lt;br /&gt;“O trabalho dá saúde. O seguro morreu de velho e o desconfiado ainda está vivo. É por isso que seu pai não recebe Unimed da empresa”&lt;br /&gt;“O que é barato sai caro. Não vou explicar como nem por quê”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Com a verdade me enganas”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora para seu desprazer intelectual, apresentamos o segmento: “Respostas de Dúvidas Sexuais de Adultos experientes por um garoto pervertido de 13 anos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#666666;"&gt;Querida ‘Seção de Dúvidas Freqüentes’ da revista Terapia Sexual,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e meu namorado, Guilherme Amoramos Cruz, estamos encontrando problemas na cama hoje em dia. Como somos homens, a posição mais freqüente aqui em casa é a do ‘cachorrinho’, mas com o preço atual dos lubrificantes acabamos por só conseguir pagar por sexo duas vezes por mês (devido à nossa renda) e muito do produto acaba sendo desperdiçado por entrar nas ‘fendas’. A pergunta é: existe algum método de lubrificação caseira eficiente? Por recomendação de um amigo, tentamos com mel, mas, por ser muito grudento, a melhor e mais discreta descrição da experiência seria igualar ela a ser depilado analmente por um pênis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Atenciosamente, João Ferreira Fresno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rua Truman Capote,2344&lt;br /&gt;Jd. das Margaridas&lt;br /&gt;Campinas&lt;br /&gt;CEP 122334-567.4&lt;br /&gt;Telefone: (001) 12334-67890&lt;br /&gt;Celular: 3344-91R12-0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;“Edição da Seção de Dúvidas Freqüentes da Revista terapia Sexual para João Ferreira Fresno,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Hahahahaha, q gay!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Pedro “Sktr” Scollar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O blog gostaria de se desculpar pelo último post, pois este apresentou grandes desrespeitos à comunidade gay, os produtores de lubrificantes e o mel (e as respectivas abelhas que trabalham arduamente para produzi-lo e não merecem tal tratamento). Para reclamar, mande um e-mail para &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:euacreditoqueesteemailehdvdd@gmail.com"&gt;&lt;em&gt;euacreditoqueesteemailehdvdd@gmail.com&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; com o título: Vocês estão claramente utilizando de um recurso do Monty Python para fingir que o último post não foi tão ofensivo quanto parece.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-Semana que vem: “Dúvidas Religiosas Respondidas por Judas”, “Como Fabricar uma Bomba de Médio Porte com 6 Materiais Banais” e “As melhores clínicas de Aborto &lt;em&gt;underground&lt;/em&gt; de Campinas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;^O blog também gostaria de avisar que no máximo receberá o próximo post de Rodrigo apenas como Evidência.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-7322042409988042318?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/7322042409988042318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=7322042409988042318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7322042409988042318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/7322042409988042318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/anti-humor-6.html' title='Anti-Humor [6]'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-5958532638384030585</id><published>2008-11-28T19:55:00.010-02:00</published><updated>2008-12-01T13:26:16.905-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Então era para cá...</title><content type='html'>&lt;em&gt;por "Alguém que rima 'vácuo' com 'inócuo'"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.stephsart.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/.pond/pinturademusica.jpg.w300h288.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.stephsart.com/sitebuildercontent/sitebuilderpictures/.pond/pinturademusica.jpg.w300h288.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;...que a Música vem para morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ddddddddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;d&lt;/span&gt;A anatomia de um violão pode ser observada, enquanto um mar de ritmos escorre, pintando o fundo negro de azul. Cordas, palhetas, cravelhas, estandartes, teclas e martelos, de nada prestam sem as mãos que lhe cumprem o destino. Apenas choram e regurgitam suas notas pelo nada, numa busca em vão por um tímpano que lhes dê sentido. Vêm aqui para morrer. Sabem o significado do blues.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;d&lt;/span&gt;O garoto nem mais lembrava do olhar com que flertara aquela garota, cuja face nem mais lhe era palpável. Mas aquelas notas ainda existiam, perdidas pelo espaço, sem pauta a qual se agarrarem. Aquele repentino ataque cardíaco, enquanto dava fim à vida de sua hospedagem, criava notas e claves para ouvido algum. Agora morreriam também, junto das estrelas. Que tortura sofria a pestana! Seus berros movimentavam o ar que levava a canção do trompete aleijado. Aquela semifusa era uma marcha fúnebre. Pena que ninguém escutava àquela rapsódia de existência, Música da Vida. Até as notas da cigarra vinham a falecer. Já haviam cumprido seu destino.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ddddddddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;***&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Junto das estrelas&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ddddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Vem a morte&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Para esquecê-las&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;ddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Ursa Maior e Johnny Cash&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Tudo acaba num flash&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;dddddddddddddddddddddddd&lt;/span&gt;Parece inócuo...&lt;br /&gt;(O som não se propaga no vácuo)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-5958532638384030585?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/5958532638384030585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=5958532638384030585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5958532638384030585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/5958532638384030585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/ento-era-para-c.html' title='Então era para cá...'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1578986887075250272</id><published>2008-11-28T15:29:00.002-02:00</published><updated>2008-11-28T15:38:39.769-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 30</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3046/2461076148_65bed1edc6.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 340px; height: 256px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3046/2461076148_65bed1edc6.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empurro o corpanzil do mendigo para longe e me levanto, mas ele começa a dançar em volta de mim, me rodeando com seus farrapos e falando sem parar coisas incompreensíveis. Consegue me arrastar de novo para perto da fonte, e finalmente descubro o que ele levava nas mãos. É um baralho, cartas de tarô. Tão típico. Ele as espalha sobre a borda da fonte e com gestos teatrais vomita sobre mim suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tolo, ó Tolo, ó Louco e pequeno homenzinho sem vida! Vamos ver o que as cartas lhe reservam! Veja o que temos aqui, seu primeiro encontro é com O Mago, aquele que seria, portanto, eu! O segundo, vejamos, é com A Sacerdotisa, que pode ser muito bem aquele órfão riquinho afeminado, o que nos deixa com A Imperatriz, há!, eu diria que o pobre velho Ernest se encaixa muito bem nesse papel! – maldita gritaria, ele fica pulando ao meu redor e cuspindo suas palavras na minha cara – Os próximos, ah, que coincidência, O Imperador e O Papa, as duas mãos direitas do Poder, entrando encapotados, inspetores ponto e vírgula, totalmente perdidos em sua missão e seus mistérios! – ele se acalma um instante de seu delírio, e traz o rosto ainda mais perto, para sussurrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do presente, falaremos agora, querido, Os Enamorados, olhe ao redor quantos casais apaixonados, e eu e o velho gato aqui. O Carro, hm, é o veículo que o trouxe até aqui, e A Justiça é o seu destino, decidido na Roda da Fortuna e que será solto sobre você por mim, O Eremita, O Enforcado, O Diabo! HAHAHA. – como as pessoas da praça ainda não notaram o espetáculo do mendigo maldito? A todo instante tento me desvencilhar de seus movimentos, de seus apertos, de seus abraços, mas eu não posso. Ele é muito rápido, muito esperto, ele me rodeia e rodeia e rodeia. Finalmente, porém, ele pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não – a respiração ofegante, o rosto contorcido, a voz ainda histérica – não, meu Tolinho, não. Você não chegará até O Mundo, não! Você pode ser O Tolo, O Louco, mas não, você não terá jornada, você não vai até o fim, porque não existe fim. Sua vida é um ciclo, Tolo, a vida é um ciclo. A vida é um eterno repetir-se de tudo e todos até a exaustão! Você não vai percorrer caminho algum, porque não há caminho!, seu caminho está em ruínas, suas pernas estão cansadas, seus passos foram apagados e suas lembranças viraram pó!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele grita tão forte nos meus ouvidos, tão forte, eu quase caio na água, mas me levanto furioso, finalmente alguma reação, e agarro seus farrapos, e o levanto do chão, e envolvo seu pescoço em minhas mãos tentando estrangulá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Morra maldito! – as palavras saem de minha boca sem que eu as tenha proferido. – Morra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só o que ele faz é rir, rir sarcástica, freneticamente, e segurar minhas mãos para que eu não aperte demais seu pescoço. Percebo que não entendo como cheguei a estar naquela posição, relaxo o aperto, e ele escorrega de minhas mãos, e volta a rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É inútil, pobre Tolo, você não pode fazer nada. – ele limpa o sangue que escorre no canto de sua boca, ele ri seco – Você não pode fazer nada, não pode me tirar a vida, pois eu escondi meu coração no bico do filhote de um pássaro, no fihote, no ovo, dentro do pássaro, e esse pássaro só pousa na terra a cada cem anos! – ele respira de uma só vez, muito, longamente – E a última vez que ele pousou, sabe quando foi? Ontem! – e torna a rir, e meus ouvidos começam a zunir, e o mundo volta a girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olhe para mim, Tolo, veja o que você pode fazer comigo. – Ele segura em suas mãos uma carta, a de número treze, e enquanto ele a ergue posso ver escrito no papel manchado: A Morte. O mendigo desvairado rasga a carta diante de meus olhos, e pára de rir, e sua face é tomada por uma expressão séria. – A Morte não pode me pegar, Tolo, ela não pode, veja o que eu farei com ela se ela chegar perto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quase já não ouço mais, estou correndo para longe dali, de volta para casa, em tempo suficiente de abrir a porta e num estrondo cair no chão sem enxergar mais nada.&lt;br /&gt;              &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173372--&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1578986887075250272?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1578986887075250272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1578986887075250272' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1578986887075250272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1578986887075250272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-30.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 30'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1276932833115196814</id><published>2008-11-28T13:07:00.009-02:00</published><updated>2008-11-28T13:52:59.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>O Palácio Vitral: XX - Epitáfio</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não foi difícil convencer os fujões de que era tudo parte do jogo. O organizador tinha tomado o cuidado de criar enigmas semelhantes e aplicá-los aos que não estavam entre os três times para esse fim. Aguardamos pacientemente que tudo terminasse. Como imaginávamos, nenhuma equipe conseguiu completar todos os desafios.&lt;br /&gt;Os alunos deixaram o Palácio com comentários positivos e perguntando sobre a data de um próximo evento como aquele. Todas receberam respostas parecidas.&lt;br /&gt;“Estamos vendo isso”, “talvez em breve”, “não esperávamos que fizesse tanto sucesso”, e demais variações.&lt;br /&gt;O possível Segundo Desafio Brainstorm seria um dos assuntos da reunião na Biblioteca Lewis.&lt;br /&gt;“Por que o Kevin?”, Anderson iniciou-a sem cerimônias.&lt;br /&gt;“Havia quinze respostas possíveis. Ele só foi o primeiro a perceber que queríamos garantir a geração seguinte de pesquisadores – ou seja, herdeiros – do Palácio Vitral.”&lt;br /&gt;“E isso lhe garante algum poder?”&lt;br /&gt;“Inevitavelmente, Ivan.”&lt;br /&gt;Continuaram discutindo por certo tempo, mas apenas Anderson prestava atenção. Todos os outros só pensavam nas oportunidades, nos planos e nas responsabilidades que teriam ali. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De fato, aproveitamos bem as responsabilidades, planos e oportunidades em muitos anos seguintes. Demos nossa contribuição; o Palácio voltou a ficar agitado. A segunda edição do jogo saiu em quatro anos, e selecionamos alguns novos participantes que se juntaram com disposição ao projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a humanidade foi capaz de enterrar permanentemente mais um de seus preciosos tesouros. Vinte e três outonos após a retomada de sua atividade, a construção colossal foi revirada, despedaçada e dispersa entre o pouco verde restante da floresta. O tornado inédito na região foi a manifestação natural contra o aquecimento intenso do ar da costa, provocando tesouras de vento nas áreas de vertentes. Não levou apenas vidro, pedra, aço e autótrofos. Só deixou vivos os dois que foram fazer as compras.&lt;br /&gt;Ainda pudemos presenciar os momentos finais de vida do Palácio Vitral: era um gigante resignado se atirando ao chão. Mais, era a ruína de uma montanha, cujo peso estava concentrado nos papéis flutuantes, e não no alicerce imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro ainda tentou me convencer de que o Palácio poderia ser reconstruído; o plano seria revivido, em outro lugar, longe dos efeitos da mudança climática. Talvez, se não fosse levado pelo aneurisma em 17 de junho de 2019, ainda fundássemos algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube o motivo da cisão. Creio que Romeu Squalor planejava contá-lo no momento certo, sem se dar conta de quão rapidamente os segredos podem ser levados ao túmulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi isso a existência do Palácio Vitral. Deixo seu relato aqui, junto à sepultura do penúltimo sobrevivente; talvez pelo medo de que sua memória se perca tão subitamente quanto a vida de meus amigos. Ou talvez por mera formalidade, como documento histórico. Ou porque ainda esconde-se, em minha consciência, esperança ingênua de que alguém se interesse pelo sonho, e proponha-se a realizá-lo; afinal, foram as suas últimas palavras:&lt;br /&gt;“Não deixe meu sonho morrer, Pudim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ivan Anderson!? Não combina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fim)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273726161064890354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/STAKAIj1D_I/AAAAAAAAAIE/b7hJxtk_q6g/s400/destrocos+bruna.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: &lt;strong&gt;Bruna Pimenta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1276932833115196814?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1276932833115196814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1276932833115196814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1276932833115196814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1276932833115196814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/o-palcio-vitral-xx-epitfio.html' title='O Palácio Vitral: XX - Epitáfio'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/STAKAIj1D_I/AAAAAAAAAIE/b7hJxtk_q6g/s72-c/destrocos+bruna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-1886333485471547496</id><published>2008-11-27T10:08:00.002-02:00</published><updated>2008-11-27T10:14:41.504-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 29</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3013/2525607200_edc18223c4.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 378px; height: 284px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3013/2525607200_edc18223c4.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, mente vazia, e Nino voltando para casa. Mente Cheia. Não consigo me livrar do passado, nem me fixar nele. Sou um barco à deriva, um bote indefeso no meio da tempestade, sendo arremessado para o céu pelas ondas imensas. Passamos tranqüilos por ruas e vielas – que lugar agradável é Miranda, sinto como se a conhecesse -, e vemos pessoas de todo tipo – Será que não conheço? Não, não, alguém já teria se lembrado de mim – e toda idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que chegamos perto de casa, o número de pessoas nas ruas diminui. Nino disse que é um bairro muito tranqüilo, muito calmo. Segundo ele, a praça em que fica sua casa foi nomeada em homenagem a um antepassado seu, Alonso Nápoles. Fico imaginando de onde eles tiram esses nomes, mas não digo nada pra não ofendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à praça e Nino diz para eu aproveitar o pôr-do-sol dali novamente. Ele corre para dentro de casa e me deixa sozinho. Fico observando as poucas pessoas que caminham ao redor da fonte. Reconheço um dos casais que fugiu de mim ontem. Agora me olham com curiosidade. Deixo minha atenção vagar e acabo encontrando um elemento destoante naquele aprazível quadro de fim de tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mendigo – Kaspar Hauser o nome dele? – sentado na fonte, o gato ao seu lado, com alguma coisa nas mãos. Esse homem me dá medo. Não sei porque, mas sinto que desmaiei ontem por causa dele. Ainda assim, chego mais perto, ele também desperta em mim uma enorme curiosidade. Mas antes que eu posa me aproximar o suficiente para ver o que ele está fazendo, ele já tomou nota da minha presença e se levanta e se vira e me saúda com sua voz estridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ah!, o Tolo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finjo ignorar, e continuo me aproximando, embora com menos velocidade. Ele, por sua vez, quase corre em minha direção, e me agarra os ombros, e me arrasta, antes mesmo que eu esboce qualquer reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Venha, pequeno cego das coisas do mundo, nós teremos uma conversa magnífica essa noite, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me faz sentar, e fico sem reação, e ele dá tapinhas em minha cabeça, e bota aquela língua nojenta para fora, e a balança na minha cara, e a engole, e esbugalha os olhos, e chega bem perto do meu rosto com sua cara fedida e volta a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Ah, meu tolinho, você vai aprender algumas coisas hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Um ódio repentino toma conta de mim, e sinto que poderia matá-lo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-1886333485471547496?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/1886333485471547496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=1886333485471547496' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1886333485471547496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/1886333485471547496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-29.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 29'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-670404336648972854</id><published>2008-11-26T19:08:00.002-02:00</published><updated>2008-11-26T19:13:26.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim 2'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Através do espelho obscuro, capítulo 28</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xa39wTlI/AAAAAAAAE4Q/dut0NKKsUmE/s640/ARTi%20003-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 382px; height: 288px;" src="http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xa39wTlI/AAAAAAAAE4Q/dut0NKKsUmE/s640/ARTi%20003-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tuma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente para ele, o despertar de sua nova vida não coincidiu com a morte da outra, aquela da qual não tinha mais lembranças. No dia seguinte, saiu de casa pela primeira vez, e foi passear com Nino na cidade. Conversavam como se conhecessem-se há muito tempo. Naturalmente, Ferdinando reaprendia os ritmos e tons do diálogo humano, as pequenas perguntas, os comentários triviais, e tudo aquilo que fazia de uma conversa algo tão familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conheceu um pouco de Miranda: as ruas largas e as estreitas, os bairros mais nobres e aqueles onde havia mais pobreza. Na rua dos armazéns, viu ao longe algo que chamou sua atenção. Três homens vestidos de macacões negros, bonés vermelhos e tênis de lona passavam carregando sacolas. Eles lhe lembravam algo, mas não soube precisar o quê. Perguntou a Nino sobre os homens, e ele lhe disse que eram empregados de Tito Heisenberg, o maior magnata da cidade, dono da Utilidades Heisenberg, uma empresa que produzia basicamente tudo que a cidade consumia, excetuando-se a comida e os itens de tecnologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles homens ficaram em sua cabeça o dia todo, um incômodo, e Ferdinando, embora tentasse negar, sabia o que eles eram. Os tipos estranhos que insistiam em surgir como vultos em suas frágeis novas lembranças eram nós de seu passado, fios soltos que de repente se enrolavam e entravam em curto-circuito em sua mente, produzindo aquelas ondas de mal-estar que por vezes sentia. Sim, embora tentasse negar, Ferdinando ainda estava profundamente ligado ao seu passado, e assim permaneceria, até que pudesse acertar as contas com ele.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;              &lt;!--IBF.ATTACHMENT_173317--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-670404336648972854?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/670404336648972854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=670404336648972854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/670404336648972854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/670404336648972854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/atravs-do-espelho-obscuro-captulo-28.html' title='Através do espelho obscuro, capítulo 28'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_sA1-kLXohEg/SO_Xa39wTlI/AAAAAAAAE4Q/dut0NKKsUmE/s72-c/ARTi%20003-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-6814902621110323236</id><published>2008-11-26T17:07:00.005-02:00</published><updated>2008-11-26T17:27:33.629-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>O Palácio Vitral: XIX - História</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273048058537579634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SS2hRXyyFHI/AAAAAAAAAH8/f0I1eftRHnI/s400/abstrata1+zizi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Foto: &lt;strong&gt;Guilherme Carnaúba&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Pudim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;Ao terminar os relatos, o diretor suspirou lentamente, levantou-se, ofereceu água aos visitantes e esvaziou seu copo. Deu uns passos pela sala, fazendo perguntas sobre os alunos e o desafio. Depois, conduziu-nos pela biblioteca, mostrando volumes muito conhecidos e esboços promissores. Respondeu umas poucas dúvidas, e retomou a narrativa:&lt;br /&gt;“Os dois amigos passaram muito tempo explorando o Palácio Vitral, e decidiram reviver o plano inicial dos mentores deste lugar. Convocaram várias excursões para aqui, alvejando principalmente crianças e adolescentes que pudessem se interessar pelo projeto do Palácio. A idéia deu certo, e por volta de 1920 já trabalhavam cinqüenta pessoas. Exímios artistas. Poucos eram os escritores, mas havia também músicos, desenhistas e pintores. Alguns até ousaram expor suas obras na Semana de 22, mas não foram muitos: a partir daí os líderes decidiram que seria melhor o Palácio manter-se em segredo.”&lt;br /&gt;“Havia também jovens biólogos e botânicos, herança da paixão pela natureza de Beddome. Aliás, ele nem chegou a ver os anos de ouro do Palácio; escolheu passar seus últimos de vida na sua cidade natal, e morreu em 1911.”&lt;br /&gt;“Foi o outro companheiro inglês o responsável pela ascensão exponencial da produção artística nas décadas seguintes. O filho de Albert Lewis, se ainda não souberem, chamava-se Clive Staples, ou C.S. Grande parte de sua biblioteca pessoal se encontra aqui. Além disso, o escritor, embora não tenha se envolvido muito profundamente com o Palácio, mandava cartas com certa freqüência, e discutia alguns textos produzidos por nós no The Inklings, junto com Tolkien, como devem ter descoberto.”&lt;br /&gt;“Juntei-me a este reduto intelectual no seu apogeu. Contávamos com cerca de 250 internos, e recebíamos mais de quinhentos inspetores assíduos, em busca de material de pesquisas e aprendizado. Isso por volta de 1945.”&lt;br /&gt;“De então surgem os dados dos documentos que vocês investigaram. Na primeira gravação, quem falava era M.S. A gravação foi editada, originalmente Master Sid dizia seu nome sem rodeios. Foi ele quem me convidou, bem mais diretamente do que eu os convidei. Ele escreveu o primeiro bilhete visto por vocês, e era o ‘Amigo’ do segundo.”&lt;br /&gt;“Mas foi nesse período que nosso sonho começou a definhar. Com a intensificação dos conflitos na Segunda Guerra Mundial, o suporte estrangeiro se extinguiu. O Palácio teria condições de sobreviver ileso à guerra, não fosse a cisão.”&lt;br /&gt;Assim que pronunciou a última palavra, Romeu manifestou seu ódio esmigalhando a taça de cristal; o punho fechou-se com força, o sangue na mão tensa evidenciou alguns cortes rasos.&lt;br /&gt;Tivemos que segui-lo à enfermaria, onde rapidamente lavou as mãos e as cobriu com ataduras. Evitando o assunto, ainda conversou um pouco sobre os tempos em que dirigira nossas escolas, antes de lembrar preocupado: precisava dispensar os que fugiram pela &lt;em&gt;Gemini&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;“Vamos avisar os monitores.”&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/825391960389317480-6814902621110323236?l=naocabenumblog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/feeds/6814902621110323236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=825391960389317480&amp;postID=6814902621110323236' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6814902621110323236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/825391960389317480/posts/default/6814902621110323236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://naocabenumblog.blogspot.com/2008/11/o-palcio-vitral-xix-histria.html' title='O Palácio Vitral: XIX - História'/><author><name>Nós mesmos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12385333455723677938</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SO6254INHyI/AAAAAAAAAAw/Y-AGjcfC6SQ/s1600-R/2924102263_9f535cac30.jpg%3Fv%3D0'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_se_edq1Aawc/SS2hRXyyFHI/AAAAAAAAAH8/f0I1eftRHnI/s72-c/abstrata1+zizi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-825391960389317480.post-3293327323484787089</id><published>2008-11-25T21:09:00.003-02:00</published><updated>2008-11-26T14:49:16.924-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Home'/><title type='text'>Ma vie, en trois parties.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm4.static.flickr.com/3009/2519367844_34594891a3.jpg?v=0"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 389px; height: 284px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3009/2519367844_34594891a3.jpg?v=0" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto por &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruna Pimenta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Stefano Manzolli.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;La première partie:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando nasci, não veio um anjo torto decretar que eu estava predestinado a ser gauche na vida. Veio, no entanto, uma enfermeira graciosa dizer a minha mãe que nascera um menino. "Dá-me cá! Quero vê-lo!", exausta e molhada de suor, a doce mulher queria, apenas, sentir o calor vivo de seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos um pouco juntos, cabelos ralos, pele coberta por um resto de líquido amniótico: assim era eu, após ser expelido da não-casa orgânica, na qual fui gerado. Claro, mamãe achou-me lindo, beijou minha testa melada e amou-me. Eu, apenas pérolas negras em olhos grandes, observava-a e adormeci no calor confortante de seus braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, meu irmão, uma porção de roupas, um tanto de amigos, dois anos mamando - assim vivi o primeiro ato desse meu teatro-vida. Depois, quatro anos depois, resolveram lustrar meu cérebro com as lições e aulas: a escola acolheu minha criatividade, fez germinar outras curiosidades minhas, construiu um cidadão, um herói, um homem, um qualquer, um supremo, um escritor, um sonhador, um risonho, diversas porções minhas inacabadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco tempo, cinema, shopping e essa vontade imensa que o futuro chegue logo - mas que o passado não parta jamais. Faço, então, do presente a mistura perfeita entre os espelhos do ontem e os pergaminhos em branco do amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros, quando querem, me chamam pelo nome e suas desinências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;La deuxième partie:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Debaixo do chuveiro, um garoto inventa discursos, lembra poemas, tem idéias, chora os lamentos passados, escreve nos cantos embaçados tais-e-quais palavras, cria perfeições. O menino, divertindo-se com seus heterônimos esquizofrênicos, ao olhar fixamente para a lâmpada acesa, revela sua verdadeira identidade: sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há estrelas no céu, um manto cor-de-veludo-escuro encobre toda a luminosidade emanada dos corpos luminosos. A lua, nova, coitada, nua, fria e solitária, até canta... sua voz é pouca e nem chega aos ouvidos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, porém, repartido e ímpar na carapaça de gente, tento encontrá-la. Quero (e muito!) pô-la dentro do bolso, a fim de presentear a garota amada... não tenho bolsos... não tenho garota amada... estou sozinho e nu. A água ainda cai e sinto uma vontade estranha de falar um palavrão (em outra língua). Como não sei outros idiomas, basto-me com o meu antigo conhecido Português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do banheiro, com a porta fechada e a mente aberta, não tenho nome... ninguém me conhece: nem eu, nem todos os outros inventados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;La troisième partie:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Calor. Janela aberta. Corpo semi-nu estirado na cama. Livros guardados cuidadosamente nas estantes. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poesia completa de Alberto Caeiro&lt;/span&gt; aberto sobre o colo. Mãos fugazes viram a
